Comentando o SuperStar 2016 #1
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Por Thais Rodrigues | @thwashere
A descoberta de um talento na família, alguém com um dom com quê de estrelato, já é motivo para reunir a família e amigos em casa ou até no quintal para compartilhar a felicidade de ter a música cada vez mais presente na rotina. Mas, quando seis irmãs têm talento e a iniciativa de homenagear seus ídolos fazendo covers e compondo suas próprias músicas, não há melhor maneira de comemorar que vindo ao Brasil para um show.
A banda Cimorelli, composta de seis irmãs americanas, Christina, Katherine, Lisa, Amy, Dani e Lauren, fez seu primeiro show no Rio de Janeiro no último domingo (10/04) no Circo Voador, na Lapa, pelo Queremos. E, mesmo com bastante espaço no local do show, fãs adolescentes ficaram bem juntinhos perto do palco, vibrando com qualquer movimentação que indicasse o início da apresentação.
Antes das meninas subirem ao palco, mensagens inspiradoras gravadas das próprias integrantes emocionavam e deixavam a plateia cada vez mais ansiosa e foi aí que sem avisar ou ser anunciada, Dani entrou no palco cantando e logo em seguida, as outras já estavam pulando no palco causando histeria.
Apesar do entusiasmo dos empolgados aglomerados, tentando conseguir um aperto de mão ou snap descente que fosse, o clima ao redor do Circo Voador era de calmaria. Muitos responsáveis dos empolgados se animaram enquanto esperavam o término da apresentação e deu até pra ver pai achando tudo muito divertido ao se levantar pra bater uma foto, com certeza pra mandar pra familiares em alguma ocasião.

Enquanto assistíamos ao show, um amigo e eu compartilhávamos de lembranças de alguns anos atrás e concordamos que Cimorelli dava o toque final a toda a nostalgia adolescente que pairava por ali, com direito a relato sobre corações partidos, pessoas ao redor nos desmotivando e muito mais problemas que só quem passou por essa fase, sabe como é. Deu até pra ver Amy se emocionar em algumas faixas.
Com direito a Sorry do Justin Bieber e Skyscraper de Demi Lovato, as irmãs tomaram conta do palco. Em alguns momentos do show, dava pra perceber que não pareciam estar comprometidas com seriedade irritante e chata ao se apresentarem e era como se estivessem em uma festa do pijama, dançando em frente ao espelho, contando segredos sobre crushes e pedindo conselhos. Christina foi praticamente a porta voz do grupo, apesar de um olhar ser o bastante pra gente saber que muitas das canções do novo álbum que tivemos o orgulho de ouvir ao vivo em primeira mão, tinham algo de muito sincero e motivacional.
Com looks bastante individuais e coreografias Spice Girls inspired, não teve como ficar sentado por muito tempo. Levantamos e fizemos coreografias desajeitadas também e além da energia, ficamos para mais um show com a mensagem de que a vida é difícil, mas se quisermos muito algo, devemos lutar por isso e não deixar qualquer mensagem negativa nos abalar. E assim, a reunião entre amigas e irmãs teve seu fim e a pausa para o próximo show foi o suficiente pra recarregar energias, conseguir selfies, autógrafos e depoimentos dos fãs mais apaixonados e dedicado que a Lapa já viu.
Sai o grupo de amigas que todo mundo queria ter, entra aquele típico garoto fofo, bonito e que mais que ter a sorte de ser a namorada dele, privilégio seria tê-lo como melhor amigo, daquele que nos entende e é capaz de nos dar conselhos e colo se precisarmos. Jacob Whitesides invadiu o palco do Circo com direito a frio na barriga e declaração de que era o melhor show que o mesmo já tinha feito até então.
Jacob conquistou a todos sem muitas performances, só voz, banco e violão em algumas partes do show. Com sua própria versão de When We Were Young de Adele e Love Yourself de Justin Bieber, levou o público ao delírio e elogiou todas as vozes e até deixou escapar que todos juntos, cantavam melhor que ele.
Com tanta calmaria, seguida de hits de autoria própria, “o melhor amigo que todas as meninas gostariam de ter” surpreendeu a todos quando agarrou o celular de uma das pessoas da plateia. Aparentemente, a pessoa estava fazendo vídeo conferência com outra que não pode comparecer ao show e ele conversou por um tempo com ela, enquanto do outro lado, ela se emocionava vendo o seu ídolo tão perto, mas de tão longe.
Ao término do show, Jacob Whitesides e Cimorelli subiram ao palco juntos para agradecer a recepção calorosa de todos e que apesar da paixão exagerada por parte dos fãs, todos são muito amigos, diminuindo a distância entre astro e seguidor e aumentando a troca de experiência em nome da amizade, afinal, tudo entre amigos é só amor.
Por Lorena Nascimento | @lorenallori | Fotos Gustavo Chagas
Era setembro de 2003, aquela banda inglesa de rock alternativo, que tocava diariamente no “repeat” do meu mp3 player, viria pela primeira vez ao Brasil; eu precisava ver e ouvir de perto aquele quarteto.
Que eu me lembre, foi em um dia de semana, bem à noite. Eu tinha 15 anos, aula no dia seguinte e nenhum dinheiro. Os meus amigos também. Como fazer pra arrumar ingresso, companhia e alguém pra me levar até o ATL Hall?
Chegou o dia e nada de ingresso, companhia ou carona. 19 hrs, 20 hrs, 21 hrs… Coldplay tocando no mp3 player… “Pai, o show vai começar, acho que já ate começou! Vamos lá comigo, você não pode me levar não? Eu fico lá na porta… quem sabe não consigo entrar?! *cara de cachorro abandonado”
Funcionou! (OBRIGADA, PAI!!)
Eu não sei como, mas, quando vi, já estava lá dentro, encantada e emocionada com os lasers verdes de Clocks, e puxando assunto com algum desconhecido que tava do meu lado, que também chorou e cantou comigo quando tocou In My Place.
A Rush Of Blood to the Head Tour foi emocionante, e também intimista. Com um público de aproximadamente 8000 pessoas, Chris, Guy, Jonny e Will estavam ainda tímidos e monocromáticos, e os únicos (porém muito marcantes) efeitos luminosos desse show foram os lasers.
Teve Coldplay em 2007 em São Paulo, não teve eu… Teve Coldplay em 2010 na Apoteose, não teve eu… Teve Coldplay em 2011 no Rock in Rio, teve eu, ridícula, assistindo de casa, emocionada e tirando fotos da TV.
Abril de 2016, aquela banda inglesa de rock alternativo, que tocava diariamente no “repeat” do meu mp3 player, tinha mudado, crescido, se transformado (assim como eu), e viria pela quinta vez ao Brasil; eu precisava ver e ouvir de perto aquele quarteto.
Quando recebi a confirmação do credenciamento pro show do Coldplay no Maracanã, comecei a ler e a pesquisar sobre os outros shows da turnê A Head Full of Dreams. Confesso que me intriguei quando li “Coldplay mostra pop sem brilho e rock frouxo em show de pirotecnia”, uma resenha onde a apresentação da banda em São Paulo é comparada à uma micareta, e o clima, ao de uma aula de ginástica (?).
Cheguei no show curiosa e ansiosa. De cara rolou uma chuva de papel, em A Head Full of Dreams, música que abriu a noite. As pulseiras recebidas pelo público, que acendiam e mudavam de cor de acordo com as músicas, fizeram da plateia um show à parte.
Em Yellow, segunda música da noite, o carismático Chris Martin solta um “Boa noite, pessoal! Que alegria estar no Rio, Cidade Maravilhosa!”, em alto e bom portugês. Foi bom, né?! =p
Logo ao final da terceira música, Every Teardrop is a Waterfall, tem mais chuva de papel, e até fogos de artifício. O espetáculo segue com The Scientist, Birds e Paradise.

A banda agora segue pela passarela que invade a pista, e toca Everglow, Princess of China (com direito a Rihanna no telão), e Magic.
De volta ao palco principal, chega a hora mais nostálgica pra mim: Clocks levanta ainda mais o público, que chega ao ápice do brilho (será?) quando começam a tocar Charlie Brown, logo em seguida.
A partir daí, meus amigos, tenho que confessar que não aguentei: larguei meu lápis, celular e meu bloquinho, e “fui pra galera” rs, me joguei! Ainda bem que o Gustavo pegou o setlist e o Guilherme vai colocar aqui pra vocês, porque se dependesse das minhas anotações, o show teria acabado aí! ;]
Conclusão…
A banda está mais pop? Está.
Minhas músicas preferidas continuam sendo os hits de 2003?
Continuam.
Isso faz do show algo ruim? Não, Brasil!
Foi um espetáculo, em um dos lugares preferidos do carioca. Sob um céu estrelado, e uma chuva de confetes, balões, fogos e luzes, o Maracanã vibrou, coloriu, cantou e se emocionou durante as 2 horas de show.
Com certeza o Coldplay tornou a noite de muitos, uma noite inesquecível.
Por Thais Rodrigues | @thwashere
A comoção causada por todas as bandas que agitaram o festival Lollapalooza nos últimos meses, com direito a apresentações épicas e bside shows, já começa a ficar no passado a partir das próximas semanas enquanto caminhamos em direção aos primeiros dias de abril. Sem dúvida, quem conseguiu colecionar memórias, palhetas, setlists de shows e até novos amigos, vai ter muito mais que um “já está quase no meio do ano” pra contar.
Quando agraciados com a primeira visita de um artista em terras brasileiras, fãs e admiradores ficam muito felizes e entusiasmados, isso inclui espera em filas, choro e ansiedade incontroláveis. Agora, pensem em tudo isso pela segunda vez e transporte-se direto para o Circo Voador! Talvez ter cantado Lover Come Back tantas vezes tenha finalmente funcionado, pois no dia 29 de Abril o City and Colour volta ao Brasil com a turnê do último disco If I Should Go Before You, lançado em 2015.
Além de Dallas Green, o escritor solitário e vocalista, podemos contar com a presença de Jack Lawrence (baixo), Dante Schwebel (guitarra), Doug MacGregor (bateria) e Matt Kelly (guitarra) que farão jus ao trabalho que tiveram na faixa Friends e assim como no ano passado, se apresentarão juntos, porém dessa vez no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte, graças à parceria entre Queremos! e Heineken.
Os ingressos já estão à venda e se você ainda não está convencido, aqui estão cinco motivos que te levarão até o show pra curtir com a gente e mais um montão de empolgados.
Na era onde cada piscar de olhos pode ser disseminado em várias mídias diferentes, aos poucos vai se deixando de lado a ideia de realmente aproveitar o evento em si, isso inclui cantar de olhos fechados ou até ficar em silêncio e entender o que o artista está tentando dizer. Dallas já se mostrou bastante preocupado com isso em alguns shows, assim como Rhye e outros e, com a promessa de pontualidade e emocionar o público em uma apresentação singular, a dica é: capte a mensagem com seus equipamentos naturais, olhos e ouvidos, e deixe todo o resto com os fotógrafos talentosos que estarão assistindo ao show. Não perca esse momento!
Antes do City & Colour ganhar espaço com o álbum Sometimes em 2005, Dallas Green era vocalista da banda Alexisonfire que ganhou projeção com um estilo bem diferente do projeto atual e com quê de post-hardcore. Mudanças consideráveis entre um gênero musical e outro dão importância à trajetória do mesmo no cenário musical, e apesar dos primeiros álbuns serem orgânicos e repletos de individualidade poética, talvez característica da personalidade introspectiva, o If I Should Go Before You apresenta um som mais elétrico de um homem, que apesar de acompanhado de uma banda, busca por clareza e não se importa em ser soft e acústico em algumas faixas e em outras, abusar de acordes mais pesados para falar sobre amor e suas decepções.
Esse trecho é de uma música do Phillip Phillips, mas fala sobre a jornada de se aventurar em tudo que a vida proporciona e isso inclui decepções, momentos de solidão, tristeza e coisa felizes também, mesmo que todas as faixas tenham um pouco de melancolia o intuito é auxiliar o ouvinte a encontrar a si próprio. A faixa Blood que encerra o álbum fala sobre o fim de um ano, ou época, e como se deve relaxar e encarar as coisas de uma forma diferente, encontrando beleza até no esforço e sentindo o que de natural a vida e a terra pode oferecer e por fim, “I think we finally found a home in this place”.
Se você quiser saber como vai ser o show do City And Colour, mas não conseguiu ingresso ou não estará andando pela Lapa no dia, fique de olho nas redes sociais. Fãs felizes não mentem e o que não falta é depoimento de gente super agradecida pela vinda da banda ao Brasil antes e após o show.
Não ouviu o álbum novo ainda? Ainda dá tempo de se entregar a essa nova fase, não se preocupe! Conte também com a compreensão de Dallas durante o show, cantando músicas dos álbuns anteriores com todo aquele jeito humilde e fofo que é a cereja do bolo.