Quem vai tocar no Lollapalooza 2017?!
Por Alan Bonner | @Bonnerzin
O último fim de semana de agosto foi de invasão mineira no Rio de Janeiro! Rolou no Swing Cobra (Vila Isabel, Zona Norte do Rio) a primeira edição do 040 Fest, que trouxe bandas e artistas independentes de destaque em Minas Gerais para as terras cariocas. Na primeira noite, o som ficou por conta de Fernando Motta e Jonathan Tadeu, artistas do coletivo Geração Perdida.
Quem abriu os trabalhos foi Fernando Motta. Contando com uma banda de apoio de respeito, formada por Jonathan Tadeu (Quase Coadjuvante, Lupe de Lupe), João Carvalho (Sentidor, El Toro Fuerte) e Cícero Nogueira (Lupe de Lupe), o mineiro desfilou as canções de seu álbum “Andando sem olhar pra frente”. E o mais interessante foi como o show fez todas as sensações da primeira audição do álbum voltassem à cabeça. Fernando e sua banda trazem uma carga bastante particular à apresentação ao vivo das canções, dando uma melancolia que soa triste, mas não deixa quem ouve triste. Muito pelo contrário. A sensação é ótima de estar vendo alguém tão jovem fazendo um som de tanta qualidade.
Após uma pausa e a troca de instrumentos, a mesma banda deu início ao show de Jonathan Tadeu. E numa atmosfera mais intimista impossível: luzes apagadas e um pisca-pisca vermelho (ao melhor estilo Stranger Things) ajudaram a ambientar perfeitamente o show, que contou com canções de seus dois álbuns e um cover de Elliott Smith. O destaque do show foi a parte final, onde Jonathan tocou algumas das músicas apenas na voz e na guitarra, dando uma carga emocional ainda maior às suas já emotivas canções. Isso tudo junto de suas falas sobre o quanto é bom sair de longe e ver um público fiel ao trabalho do artista e de quanto ele estava feliz em estar no Rio de Janeiro, o que deu um clima ainda mais bonito ao final da apresentação. Coisas que só a música, principalmente a de artistas independentes, proporciona para quem faz e para quem ouve.
Por Alan Bonner | @Bonnerzin | Fotos Raquel Domingues
Essa vai ser uma das resenhas mais difíceis de escrever aqui para o Canal RIFF. As palavras estão faltando para descrever a experiência única que foi o segundo e último dia do 040 Fest no estúdio da Swing Cobra (Vila Isabel, Zona Norte do Rio de Janeiro)! Das muitas sensações, as que mais marcaram foram a intensidade e a sinceridade dos shows dos cariocas da Salvage e dos mineiros da El Toro Fuerte, além da vibe festiva e pacífica do pré/pós show, da cerveja gelada e barata, do rango vegano maravilhoso e das pessoas fantásticas que prestigiaram a noite.

A noite já começou com o suor se confundindo com lágrimas no show da Salvage. O show era o último do baterista Marcel Motta, e a banda (bem como o próprio Marcel) tratou de dar uma despedida de respeito para o cara. As belas palavras do baixista Ingo Lyrio entre algumas das músicas descrevendo a emoção de ver o Swing Cobra lotado para prestigiar a banda, falando da amizade entre os membros e do amor pela música tornaram a noite ainda mais bonita. Os comentários engraçados dos guitarristas Victor Cardoso e Herbert Santana e a interação com a plateia deram um alívio cômico aos comentários emocionados de Ingo e Marcel. Mas o que mais emocionou, sem dúvidas, foi o som. A banda mostra ao vivo a mesma qualidade absurda do EP “MΔE” e fez seu post-rock preciso, cheio de belos efeitos e que marca por não ter aquele aspecto sombrio que a maioria das bandas do estilo costuma apresentar. E quando a plateia “canta” uma música que é instrumental, como rolou com ganhardepoisperder, provavelmente a música mais conhecida da banda, é porque o show foi um sucesso.
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A seguir, a El Toro Fuerte estreou em terras fluminenses. E que estreia! Contando com a participação do prodígio mineiro Fábio de Carvalho nas guitarras e nos vocais, a banda de Diego Soares (baixo, guitarra e vocal), Gabriel Martins (bateria) e João Carvalho (vocais, guitarra e baixo) fez um show que incendiou o já abarrotado estúdio. Era preciso tomar cuidado para não pisar nos pedais de guitarra e baixo, tamanha proximidade entre público e banda. E que energia os caras tem ao vivo! É uma entrega e um cuidado com cada nota, cada acorde, cada linha vocal que leva junto todo mundo, até aquela pessoa que não conhece o trabalho dos caras. Leva junto até o teto, literalmente! Vimos crowdsurfings que arrancaram sorrisos e até olhares de espanto dos músicos, que pareciam não acreditar que a plateia estava cantando e pulando durante todas as músicas do setlist. Set esse que contou com quase todas as músicas do “Um Tempo Lindo Para Estar Vivo”, além de algumas do trabalho solo de Fábio. O membro convidado da noite, inclusive, parecia ter fundado a banda junto com os outros membros, de tão entrosado que estavam. O destaque do show ficou para a extensa e psicodélica João e o Mar, que fez o público entoar um longo coro de “hoje o único fantasma/em mim sou eu”. A banda fez valer cada quilômetro da viagem e cada gota de suor derramado no estúdio que tem um ótimo ar condicionado, mas que não deu vazão para a energia que a galera deixou ali dentro. Uma noite memorável para a banda, a plateia, os organizadores e principalmente para esse riffeiro que vos escreve.
Por Natalia Salvador | @_salvadorna
A Lapa, no Rio de Janeiro, é muito conhecida por acomodar democraticamente pessoas de vários estilos, gostos e nacionalidades. Na noite de duas sextas-feiras atrás (26/8), o berço da boemia foi palco para o lançamento do novo EP da banda Divisa ‘(auto)retrato’, que contou com a parceria – de peso – de bandas amigas convidadas. Ali, o fim de semana prometia começar agitado, e começou.

Já eram mais de 22 horas, quando a banda Linda Lobo iniciou os trabalhos da noite. Além da boa música, o que chama atenção nos meninos da zona norte carioca é o carisma e a presença de palco do vocalista, Rocky Malias. Por conta de alguns atrasos, o show foi curto e acabou provocando desentendimentos entre músicos e técnicos da casa. Apesar dos sustos, deu pra notar que a alcateia da Loba sabe onde está pisando.
Logo em seguida, a Drops 96 assumiu o palco e animou o público com um show maduro e cheio de energia. O setlist trouxe diversas músicas do novo cd ‘Busque mais da vida’ e algumas releituras de Planet Hemp, O Rappa e Tim Maia, que parecem aproximar e atrair ainda mais quem não conhece o trabalho autoral da banda. Mas o ponto alto da noite ficou marcado com Mais que um olhar e Palco da vida, músicas do álbum ‘Felicidade em estar aqui’, de 2014, que contaram com a ajuda do coro da plateia aos vocais de Fábio Valentte. O sorriso no rosto dos meninos deixou a galera ainda mais ansiosa para o último show da noite.
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Depois de um hiato e muitas mudanças, o show de lançamento do EP ‘(auto)retrato’ marcou a volta aos palcos cariocas da banda Divisa. Além das músicas novas, a apresentação contou com covers de The Killers e até Tiago Iorc, o novo nome nacional no quesito amor em forma de música, além de faixas da outra fase da banda. Para apresentar o single ‘Coisa de gênio’, o baterista Teo Kligerman, da banda Hunna, assumiu as baquetas, dando um descanso para a apresentação dupla de Bruno Lamas. Já no fim do show, sem deixar as raízes de lado, Sempre quis traz uma melodia mais pesada e mostra que o trio voltou com – muita – vontade de ficar!