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Em financiamento coletivo, vinil com nomes da cena carioca é apresentado na Audio Rebel

Registrar o atual momento da cena musical é a razão para a gravação da coletânea em vinil “XEPA/NATA”. O material, que vai trazer canções de Ana Frango Elétrico, Crusader de Deus, Exército de Bebês, Nitú e Os Dentes, tem sua campanha de financiamento coletivo apresentada no dia 13 de julho (quinta-feira), na Audio Rebel, em Botafogo. Os shows começam às 20h, com a abertura da casa às 19h. Os ingressos custam 20 reais e a classificação etária é de 16 anos.

Desde 2013 na estrada, a banda Nitú traz influências do jazz ao afrobeat, com toques de esoterismo e cultura celta. Nitú é Ricardo Richaid (guitarra), Raquel Dimantas (voz e baixo), Eduardo Alberto (guitarra) e Frederico Santiago (bateria). Já Ana Frango Elétrico é o alter ego de Ana Fainguelernt, que adotou o nome para facilitar a leitura de seu sobrenome. Neste show, Ana sobe ao palco com um power trio elétrico que faz jus ao seu nome: Guilherme Lirio e Pedro Carneiro. Os Dentes, formado por Gus Levy, Rudah Guedes, Kayan Guter e Pedro Fonte, é a banda mais antiga da coletânea. Formada em 2008, já lançou 2 discos: “Desvenda”(2013) e “Todo Mundo Morre”(2015).

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Quem também traz um nome interessante é a banda Crusader de Deus, um trio de punk e post-punk formado por Gabriel Guerra (voz, guitarra), Thiago Rebello (baixo), Renato Godoy (bateria) e Clara Zettel (bateria). O grupo conta com dois EPs lançados – “Relações Públicas” (2015), e o mais recente, “Juros Perfeitos”. O Exército de Bebês  traz letras humoradas e autorais que falam sobre temas do cotidiano. Com uma sonoridade dançante, eles recebem influência da bossa nova ao funk, do baião à trilha sonora de videogames. Fazem parte da banda os músicos Daniel Rocha (voz), Guilherme Lirio (baixo e guitarra), Iuri Brito (baixo e guitarra), Pedro Fonte (bateria e percussão) e Thomás Jagoda (teclado).

A coletânea é o retrato de uma cena que é representada por estas cinco bandas jovens, de sonoridades diferentes, que se frequentam e compartilham de um forte laço de amizade. Essa apresentação na Audio Rebel também é o momento que o projeto é apresentado ao público, em campanha de financiamento coletivo para cobrir os custos da feitura e da prensagem do disco. O crowdfunding é realizado via Embolacha, no site https://www.embolacha.com.br/xepanata

 

Serviço

XEPA/NATA

Data: 13/07/2017 (quinta-feira)

Horário: 19h

Local: Audio Rebel

Endereço: Rua Visconde de Silva, 55 – Botafogo – Rio de Janeiro/RJ

Ingressos: R$20

Classificação: 16 anos

Forma de pagamento: para o ingresso, apenas dinheiro; no bar,
todos os cartões de crédito.

Casa equipada com ar condicionado e wi-fi gratuito

Horário de funcionamento da bilheteria: todos os dias, de 13h às 21h

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Pense | Cobertura RIFF

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Resenha

Resenha: Def, Enema Noise e gorduratrans @AudioRebel

Por Guilherme Schneider | @Jedyte | Fotos Jefferson Cardoso

Sempre fico imaginando como a aclamada “cena de Seattle” do final da década de 80 cozinhou a revolução grunge – embaladinha no início dos 90. Quantas e quantas bandas não foram moldadas em clubes/garagens acanhados, refletindo a voz angustiada de uma geração. Caro leitor do RIFF, a reflexão pode parecer puramente avulsa para uma resenha, admito, mas confesso também que quando me deparo com tantas bandas promissoras penso em onde isso pode dar. A energia das mensagens de Def, Enema Noise e gorduratrans merece muita atenção. E isso foi o que pude presenciar no último domingo (19/6) na Audio Rebel, em Botafogo.

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Bichanos e o gigante Neon (cão-mascote da Rebel), de 12 anos, convivem em plena harmonia

Para quem ainda não conhece (!!), a Rebel é talvez um dos principais laboratório do underground carioca. Tudo pertinho do palco… um convite para uma boa troca de energia (e de palavras) entre banda e público. O evento foi organizado pela galera do selo Bichano Records, que desde 2014 traz gente muito boa pra tocar ali – e que em breve deve fechar data mensal na casa.

O primeiro show da noite foi do quarteto Def, que estreava na Audio Rebel justamente na véspera do lançamento do primeiro EP,  “Sobre os Prédios que Derrubei Tentando Salvar o Dia (Parte 1)”, que saiu na segunda-feira. Até pelo show ter sido antes da divulgação das músicas, pouco conhecia do som deles. Mas, o que dizer senão… amor a primeira vista?

Def @2016
Def @2016

O shoegaze é literal, por parte da vocalista/guitarrista Deb F, que encara seu All Star em boa parte do show. Absolutamente apaixonante. Deb, integrava o Colombia Coffee junto com o batera-fera Dennis Santos – que divide os vocais com louvor em algumas músicas. A banda conta ainda com os talentos de Nathanne Rodrigues (baixo) e  do mais novo integrante, Matheus Tiengo (guitarra). O show foi curtinho. Teve cover de Superguidis, teve o novo EP, e teve gosto de quero mais. Destaque para as melodias melancólicas de Dissolvendo, Sobremesa e Nada.

Intervalo, uma cerveja a mais, e hora de Enema Noise, que veio de Brasília para uma turnê de três datas no Rio – também tocaram na Ilha do Governador e em Nova Iguaçu, apresentando o EP homônimo, lançado em janeiro. O post-hardcore brasiliense voltou ao Rio após dois anos de hiatus. Dessa vez com parte do público cantando algumas canções, e de resto uma contemplativa viagem sonora.

O som dos caras é repleto de energia e distorções. Novamente se viu o baterista (Daniel Freire) assumindo uma alternância com o vocalista/guitarrista (Rafael Lamim), como em um conflito de personalidades de um único eu-lírico das letras – ou será que embarquei demais na viagem? João Victor (baixo) e Murilo Barros (guitarra) completam o quarteto. Vale a pena conferir as porradas Azarnoazar, Contra e Da Metade pro Fim.

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Enema Noise @2016

A saideira do domingo foi com o duo gorduratrans, formado por Felipe Aguiar (guitarra/voz) e Luiz Marinho (bateria). Confesso, minha expectativa era alta depois de passar a semana toda com Vcnvqnd na cabeça. E a melhor expectativa foi correspondida (obrigado pela dica, Flavio Caveira – o aniversariante do domingão) .

Novamente uma dose shoegaze, e outra viagem sensorial. Se pudesse batizar humildemente um estilo, seria algo como “rock sensorial”. Sabe, quando você tá em um show, fecha os olhos, sente a presença dos que estão em volta (cada um no seu espacinho), mastiga os riffs, digere as batidas da bateria… o som do gorduratrans é um convite à esse transporte para uma outra dimensão.

A melancolia das melodias combina com o friozinho do úmido inverno carioca. Atiça mais essa pegada – ainda mais se for a noite de domingo. De fato é uma boa época para sair de casa e sentir. Só sei que a melodia de Vcnvqnd vai durar mais uma semana pelo menos na cabeça.

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