Categoria: Artigo
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O que mudou no Braza dois anos depois?
Eu fui no primeiro show do Braza no dia 18/06/2016, no Circo Voador. Era o primeiro show pós término de uma das melhores bandas que esse Brasil já teve, então, minha expectativa tava alta. Eu tava tenso. Mas, como deu pra ver no vídeo que fiz depois do show, eu adorei! Alívio!
Dois anos e, dois cds depois, o quarteto volta pro mesmo palco pra lançar o ep “Liquidificador”. Dessa vez, foi só alegria!
Mas antes, PRECISAMOS falar do show de abertura. O rap ta vivendo uma fase de ouro no Brasil, e isso já não é novidade pra ninguém. Morcego mostrou que já é um dos grandes novos nomes do movimento. Ótima presença de palco e, um flow absurdo! O melhor momento do show, foi quando a Rapper Lourena subiu ao palco e, junto com Morcego, cantou uma das candidatíssimas a melhor música do ano, a linda “Seja Forte”.
De volta pro Braza. Já deu pra ver que ninguém tava afim de marasmo naquela noite! Banda empolgada. Galera cantando alto “Liquidificador”, música que abriu o show. “Segue o Baile” e “Selecta” foram as outras músicas da sequência inicial, ou seja, a chance de ter alguém parado/inteiro a essa altura era próxima de zero!
A banda tava muito a vontade e, nitidamente feliz. “Oxalá” e “Pedro Pedreiro” foram os pontos altos do show!
Eles não são reggae, rock, dub, eles soam como o Braza. É muito bonito quando tudo que você é, basta. Tanto eles, quanto o show, são únicos. Eles não se encaixam em categoria nenhuma, eles são uma categoria.
Por isso, tendo a oportunidade de assistir a um show, vá! Só vai! Vai na minha.



Por Alan Bonner (@bonnerzin)
Fotos por Isabelle Andrade
Sextar. Mais que um verbo, um sentimento, um convite. Muita coisa passa pela cabeça quando chega a sexta-feira: o descanso vindouro do fim de semana, o aconchego do lar, a proximidade da família, os rolês, o barzinho com os amigos… e claro, as pistas de dança. Tirar o peso da semana, lavar a alma, se divertir, esquecer dos problemas, tudo isso pode acontecer com o simples fato de dançar. E quem faz o convite hoje é a Musidora e seu clipe para o single “Vem Dançar Comigo”.
A banda, formada por Daniel Keny (vocal e guitarra), Rafael Berti (guitarra), Victor Gama (baixo) e William Nunes (bateria) entrega no single um indie rock (obviamente) dançante, que faz lembrar os tempos mais upbeat de bandas como Arctic Monkeys e Kings of Leon. A faixa traz a participação de Ale Labelle, conhecida pelos trabalhos com as bandas The Monic e Trago, formada por ex-integrantes do NX Zero.
Willian ressalta a importância de Ale para o single: “Sempre imaginamos uma voz feminina nessa faixa e a participação da Ale caiu muito bem. Trabalhar com outros músicos é algo que gostamos bastante e, nesse caso, ela trouxe uma leveza e um charme que imaginávamos desde o começo”. Tal leveza é vista também no clipe, protagonizado por Ale, que entrega uma performance elogiável em sua atuação.

Acompanhe Musidora
Por Alan Bonner (@bonnerzin)
O cantor/compositor/guitarrista/filmaker/editor e multitalentoso carioca Santos integrou uma das coisas mais interessantes lançadas na música independente brasileira neste ano, o primeiro volume da coletânea Afroindie. Nela, Santos lançou uma nova versão da faixa Impar, que consta no seu último disco, Afeto. Chamada de Impar (v2), a versão, que tem uma pegada mais clean, semelhante com a que é apresentada ao vivo, ganhou um clipe gravado, dirigido e editado pelo próprio Santos.
Ímpar entrega ao ouvinte uma crítica sucinta e direta que parece (e de fato é) pessoal, mas que pode ser comum a de muita gente. Fala sobre o egoísmo do mundo consigo e o descaso com o artista que, por sua vez, se cobra e se valoriza em excesso e sofre em dobro com essa falta de retorno e com o desgaste da auto cobrança. Santos vai além e vê que a mensagem pode ser vista em qualquer contexto, e ressalta que “a ideia não é que eu sou aquela pessoa que se auto-descreve, mas que todo mundo quando ouve pode ouvir alguma descrição de algo que faz diariamente”.

Ficha técnica:
Guitarra e voz: Santos
Bateria: Charles Faria
Gravação de guitarra e bateria: Estúdio Mira/Rodrigo Miguez
Gravação de baixo, mixagem e edição: Nathanne Rodrigues
Filmagem, edição e colorização por Santos
Afroindie: https://afroindie.bandcamp.com
https://www.facebook.com/afroindiecol…
https://www.instagram.com/afro_indie/
Santos: http://santosexperiment.bandcamp.com
http://fb.com/santosexperiment
http://twitter.com/santos_lixo
http://www.instagram.com/santos_exp/

É semana de Thrice no Brasil! A icônica banda americana traz seu post-hardcore pela primeira para a América do Sul. Com passagens por Rio de Janeiro (24/08, sexta), São Paulo (25/08, sábado) e Curitiba (26/08, domingo), a banda deve fazer um passeio por seus grandes sucessos ao longo dos 20 anos de carreira, apesar da boa repercussão do último álbum “To Be Nowhere is To Be Everywhere”, lançado em 2016. A banda também tem datas em Buenos Aires (28/08) e Santiago (29/08), completando a gig sul-americana.

Tanto tempo de carreira e tanta importância resultou em influencia para bandas novas e ascendentes do nosso país. Conversamos com membros de algumas delas para entender a importância do Thrice em seus trabalhos, além da expectativa para os shows e as músicas mais esperadas para finalmente serem ouvidas ao vivo.

“A construção das músicas do Thrice são incríveis. A forma que a letra encaixa na melodia e como os versos são escritos é algo lindo de ouvir. Já virei madrugadas com as letras impressas ouvindo e entendendo as referências e sentidos. Acho Daedalus uma aula de composição. Expectativa gigantesca pra ouvir pela primeira vez uma das bandas favoritas ao vivo.”
Alexandre Lekakis – Saturno
“Nossa, eu adoro o Thrice. Musicalmente, é uma grande influência pra mim e eu acho o Dustin um dos melhores vocalistas dessa geração. Curto muito a banda principalmente a partir do Alchemy Index. Gosto demais do Beggars, Major/Minor, TBEITBN e tô bastante ansioso pelo show já há alguns anos. Que bom que finalmente vai rolar. Bem, a gente sabe que são muitas músicas pra tocar, com certeza alguma coisa vai acabar ficando de fora mas se eu pudesse pedir: In Exile, Beggars e Daedalus.”
Cyro Sampaio – menores atos
“O que eu conheço mesmo deles são os discos The Illusion of Safety (2002) e The Artist In The Ambulance (2003) e eu amo como essas músicas são cruas, tocadas e cantadas na flor da pele. Gosto de como algumas delas são super dinâmicas: agressivas, mas depois mais vulneráveis e vão se desenvolvendo alternando entre extremos, com uma urgência muito especial. Acho que a que eu mais gosto é Kill Me Quickly. O nosso som certamente não tem muitas similaridades com o deles, é no geral bem mais calmo e introspectivo. Temos nossos (poucos) momentos pesados até, temos nosso lado mais cru, mas pra mim o mais comparável é esse gosto que temos por composições dinâmicas, que mudam num instante. Não quero ser o cara chato que fica cobrando de bandas que toquem todas as músicas antigas que ele gosta, por mais que eu goste desses discos (e adoraria ver essas músicas ao vivo), admiro como o som deles evoluiu e tô até ouvindo as mais recentes e gostando.”
Luiz Felipe – Contando Bicicletas
“A maior influência do Thrice pra foi ter abrido as portas pra toda a cena do emo/post-hardcore dos anos 2000 que moldou meu gosto musical e muito do meu estilo de tocar. Mas além disso, lembro de ouvir muito rock clássico na época que os conheci e, quando escutei a linha de baixo de Stare at the Sun, aquilo mudou completamente a minha forma de enxergar o instrumento. O show aqui no Brasil vai ser a realização de um sonho, com certeza terei vários momentos nostálgico além de apreciar as excelentes músicas do To Be Everywhere Is to Be Nowhere que mostram que a banda ainda está muito viva e tem muito pra entregar. Não tenho uma música favorita por assim dizer, mas tenho uma tatuagem “inspirada” em The Whaler então vou dizer essa, ou Stare at the Sun mesmo pela importância que teve pra mim.”
Felipe Ernani – Stella
“O Thrice influencia muito a minha banda. As linhas de vocais e as bases de guitarra e bateria, que são sempre muito trabalhadas; além das letras muito poéticas e marcantes, desde a época mais post-hardcore. Quanto ao show, a expectativa é altíssima, não só por ser a primeira tour no Brasil, mas por sempre ver em vídeos que entregam de forma muito cuidadosa tudo que fazem. Se em vídeo já me emociono demais, mal posso esperar pra ver e ouvir de fato! Acho muito difícil escolher uma música favorita, até porque tem algumas fases (sendo todas ótimas), mas fico com Of Dust and Nations.”
Victor Vogado – We Are the Resistance
Um dos festivais independentes de maior respaldo do país, o Transborda chega a sua sétima edição trazendo um lineup diverso e representativo da nova música nacional e latino-americana para um dos cartões postais da cidade: o Portal Iemanjá, na Lagoa da Pampulha. Além de boa música gratuita e livre para todos os públicos em DOIS palcos e uma linda vista, o Coletivo Pegada, organizadora do evento, se aliou ao Circuito Beagá de Feiras e vai promover uma experiência completa, com uma feira de produtores locais, além de bares e foodtrucks.

Esses dois palcos irão animar a tarde e noite do dia 18 de agosto (sábado) com atrações mineiras e convidados especiais de outros estados do país e até do Uruguai. O palco Iemanjá faz a ponte RJ-MG, escalando os cariocas da El Efecto, o niteroiense Sant e as mineiras Lamparina e a Primavera e Mineiros da Lua.

O Palco Circuito Beagá de Feiras, por sua vez, traz a paulista E A Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante, a pernambucana Duda Beat, os uruguaios da Alucinaciones en Familia e a Confeitaria, banda da terra que abre os trabalhos às 15 horas em ponto.

No dia anterior, o festival aquece as turbinas em duas das casas importantes para a música belorizontina. N’A Obra Bar Dançante, Vitor Brauer e Larissa Conforto desfilarão os sucessos dos projetos que participam, enquanto Fernando Motta e Posada e o Clã apresentam seus trabalhos mais recentes n’A Autêntica.
Mais informações no evento do festival no Facebook!
Por Alan Bonner I @bonnerzin
O fim da Copa do Mundo traz com ele alguns enfrentamentos desnecessários para alguns, fundamentais para outros mas inevitáveis para todos: as eleições presidenciais, o final do inverno e o começo do calor infernal que dura cerca de 9 meses em quase todo o país, a volta do enfadonho Campeonato Brasileiro, e por aí vai. Esse ano, teremos um agravante: a nova temporada do reality show musical “The Voice Brasil”, da Rede Globo.

A despeito do forte apelo e expectativa dos fãs, a sétima temporada do programa promete ser aquilo que foi durante todas as temporadas anteriores: um programa que, apesar de prometer revelar “a nova voz do Brasil”, não consegue chegar próximo disso em termos de alcance popular, inovação artística e relevância dos artistas vencedores do reality.
As razões para tal insucesso se resumem em uma só: o formato, que tem como intuito aumentar a audiência do horário e atrair mais patrocinadores e, assim, mais dinheiro. Como consequência, a atração não se renova, e temos que aguentar, ano após ano, as mesmas músicas, as mesmas reações de participantes, técnicos e público e as mesmas piadas do enfadonho Tiago Leifert. É como ver Chaves, com a diferença que as caras mudam a cada ano e que não é engraçado. Essa falta de renovação também é percebida no conteúdo apresentado, já que o programa é, no fringir dos ovos, nada mais do que um grande karaokê de hits radiofônicos nacionais e internacionais em vozes desconhecidas.

O rumo que a carreira dos vencedores da atração tomou é um retrato perfeito da falta de relevância do The Voice Brasil. Vamos fazer um teste: irei dizer o nome dos campeões das seis edições do programa realizadas até agora e você tem que dizer se lembra deles, com direito a fotinha. Se lembrar, tem que citar uma música que você conhece desses artistas. Vamos lá?
1a temporada – Ellen Oléria

2a temporada – Sam Alves

3a temporada – Danilo Reis & Rafael

4a temporada – Renato Vianna

5a temporada – Mylena Jardim

6a temporada – Samantha Ayara

Lembrou de alguém? Confesso que os nomes de Samantha Ayara e Sam Alves ainda estão frescos na minha cabeça, mais porque a primeira foi a campeã da última edição e o segundo fazia covers interessantes de Bruno Mars do que qualquer coisa que realmente valha a pena lembrar.
Os números desses artistas nas plataformas de streaming (que é o que vale hoje em dia, que quase ninguém mais compra discos) é outro indicador do fracasso completo do programa em seu suposto propósito. Sam Alves, por exemplo, acumula pouco mais de 20 mil ouvintes mensais em seu perfil do Spotify, três vezes menos do que a banda goiana Carne Doce, sem gravadora ou TV, já alcançou. No YouTube, Sam tem marcas mais robustas, com 111 mil inscritos em seu canal (já ganhou até plaquinha do YouTube!), com seu vídeo mais acessado batendo a marca de 2 milhões de visualizações. Ganha um doce quem acertar qual vídeo é esse. Óbvio, um cover de Bruno Mars.
O caso de Danilo Reis e Rafael beira a melancolia. Na era do sertanejo universitário, a dupla tem menos de 5 mil ouvintes mensais em seu Spotify, marca já batida por Brvnks, outro projeto de Goiânia que tem apenas um EP com quatro músicas lançadas, também sem tv e sem gravadora. As músicas mais ouvidas da dupla plataforma são, advinha? De outras duplas! Os clássicos “Sinônimos”, “Domingo de manhã” e “Romaria”, todos eles em “versão The Voice Brasil”, atingem, somados, 380 mil plays, menos do que “Você não sabe quantas horas eu passei olhando pra você”, do duo carioca gorduratrans, sozinha. Outra que atinge números expressivos via do it yourself.
Esse apego (ou necessidade?) em (re)cantar o que já existe é o que mergulha esses artistas num mar de mesmismo e que fazem o The Voice ser, ironicamente, um trampolim para o ostracismo. A impressão é a de que os artistas revelados nada mais são do que… só uma voz. O que é bem limitado artisticamente e pouco perto do que um programa no canal mais conhecido do maior grupo de comunicação da América do Sul pode oferecer e já ofereceu. Vide o Superstar, que revelou aquela que sem discussão pode ser considerada a banda de rock autoral brasileira mais popular da década e que tocou no Palco Mundo do último Rock in Rio sendo apenas a vice-campeã da sua primeira temporada, enquanto os campeões, que tocavam músicas dos outros… quase ninguém se lembra e, se lembra, não sabe por onde anda ou o que tem feito. A casa tem, dentro dela, um modelo de algo que pode ser relevante de fato para a cultura e que pode ser atrativo financeiramente. Basta colocar seu próprio plano (que já deu certo e que foi abandonado) em prática novamente.
A Slaves invade o Brasil essa semana!
O calendário de atrações internacionais no Brasil continua agitado no segundo semestre. Uma das responsáveis por isso é a Tree Produtora, que traz nesse mês de julho um dos projetos mais aguardados pelos fãs de rock alternativo do país. Trata-se da Slaves, banda americana encabeçada pelo canadense Jonny Craig, conhecido por sua passagem em outros projetos famosos como o Emarosa e o Dance Gavin Dance.

Dona de um post-hardcore moderno e cheio de efeitos, a banda tem como marca registrada o seu flerte com a música eletrônica, como visto em “I Know a Lot of Artists”, do álbum mais recente, “Beautiful Death”.
Os agudos marcantes da voz de Craig, evidentes em músicas como “Burning Our Morals Away”, do segundo disco da banda, “Routine Breathing”, também são um dos atrativos da Slaves.
A banda traz a turnê do disco “Beautiful Death” para o Brasil em três datas: dia 19/07 no Teatro Odiesseia (Rio de Janeiro), 21/07 no Fabrique Club (São Paulo) e 22/07 na Agulha (Porto Alegre).
Os (últimos) ingressos estão a venda em www.pixelticket.com.br. Animados? O Jonny não vê a hora de chegar no Braza…

Por Natalia Salvador
Os transtornos psíquicos e psicossomáticos vêm sendo tema frequente de diferentes discussões e peças artísticas. Na música isso não é diferente. Principalmente por, muitas vezes, se tratar de experiências pessoais dos artistas, a pauta é pertinente e está abrindo o caminho para que a informação atinja cada vez mais pessoas e o assunto deixe de ser um tabu. Hoje é dia dos mineiros da Riviera tratarem do assunto no clipe de Temporário, primeiro single do novo álbum Aquário. O Canal RIFF traz esse lançamento, além de uma entrevista com Vinícius Coimbra – vocalista e guitarrista -, com exclusividade para você. Confira!
Para aquecer o lançamento do novo trabalho, a banda, que é destaque da cena independente mineira, lança um clipe bastante pessoal para a faixa. A sonoridade mais madura não se distancia da base que sempre chamou atenção do público. Já a letra, remete à luta de Vinícius contra a depressão. Em entrevista exclusiva ao Canal RIFF, o vocalista afirma acreditar que falar sobre o tema é o primeiro passo para desenvolvermos a empatia no outro, percebendo assim que não estamos sozinhos.
“A nossa geração tá toda quebrada e passando por transformações culturais absurdas. Nós não conseguimos evoluir como pessoas na velocidade que o mundo evolui (ou involui, ainda não sei) e isso pesa demais e o corpo sente. Cada dia que passa vemos mais e mais pessoas tentando abordar esses temas, porque existe de fato um tabu, uma vergonha ou até mesmo desconhecimento sobre algo que afeta tanto. A ideia de que somos vulneráveis como seres humanos, culturalmente, não era tão citado como na nossa geração, e talvez, por isso, aparece tanto em evidência”, concluiu.
Falar das próprias experiências pode parecer simples aos olhos do público ao consumir o material pronto, mas nem sempre é fácil externalizar seus sentimentos e angústias, expondo isso a outras pessoas. Para Vinícius, todo esse processo funciona como um expurgo, que coloca tudo aquilo que se passa internamente para fora, quase como uma terapia.
“Eu sempre utilizei música para falar coisas que não tenho coragem de dizer ou sentir na vida real. É como se eu tirasse minha máscara dos bons costumes de uma vida coletiva saudável, pudesse ser eu cru e nu e dizer todos os meus absurdos. Isso pode gerar impacto de formas diversas em outras pessoas e, por mais atemporal que essa música seja, e as inúmeras interpretações que o público possa fazer com ela, pra mim ela guarda a moldura e foto do momento: seja pra lembrar ou seja pra esquecer, mas que de alguma maneira eu vivi”, pontuou sobre o tema abordado na letra e vídeo.
De acordo com o vocalista, apesar da letra autobiográfica deste single, o processo de composição é cada vez mais co-participativo. Além de Vinícius, Riviera é formada por Rapha Garcia (baixo), Rafa Giácomo (guitarra) e David Maciel (bateria), que dividem as tarefas entre música e tudo que envolve administrar uma banda. “Todo mundo tem alguma função além de ser músico, levamos demais a parte do ‘faça você mesmo’ conosco. Já os processos criativos na Riviera mudam muito, principalmente pela dinâmica da banda e algumas mudanças de integrantes. Mas no último álbum, principalmente, parte de arranjos foi uma construção bem coletiva, na maioria das vezes em jams, diferente do meu usual voz/violão e melodias estranhas gravadas no celular”, brincou o músico.

O clipe de Temporário foi dirigido por Afonso Silva e, segundo Vinícius, não foi difícil chegar ao resultado que eles queriam. “A música fala um pouco da angústia sobre a temporalidade das pessoas e suas ideias, e me lembra uma fase muito ruim que vivi quando morava em Brasília, antes da Riviera existir. Eu morava num apartamento pequeno, com quase nada de móveis. Apenas um colchão no chão, muita comida processada e uma depressão fodida, onde apenas sobrevivia todo dia numa rotina de trabalho, casa, trabalho, sem amigos e poucas perspectivas”, relembrou.
Para construção das filmagens, a banda resgatou parte dessa rotina do vocalista, alguns objetos que existiam em seu apartamento e reproduziram este momento. Todo esse caos é representado por fantasmas do passado, que aparecem em múltipla exposição. Confira em primeira mão o resultado:
Recentemente vencedores do concurso promovido pelo Rock StartUp Festival, os músicos da Riviera estão empolgados com o disco Aquário, que será lançado no segundo semestre de 2018. “É um álbum denso, sonoramente bem mais pesado que os trabalhos anteriores e com um processo criativo muito mais espontâneo, experimental e coletivo. Acompanhado ainda de letras com temas nada fáceis de discutir, mas que pra mim, acima de tudo, é verdadeiro e fazemos questão de levantarmos essa bandeira ao falar sobre a angústia no disco. Sentimos que é ferida exposta e muita vulnerabilidade, e por isso, a gente espera que as pessoas se conectem com as mensagens sobre e percebam que no fundo no fundo, qualquer um pode passar por esses problemas”, concluiu.
Além disso, os caras estão doidos para rodar o Brasil apresentando o novo álbum e conhecendo os fãs. Quer saber quando sai novidade e se eles vão passar perto de você? Fique ligado nas redes sociais da Riviera e aqui no Canal RIFF!

