Thrice no Brasil: influências e influenciados

É semana de Thrice no Brasil! A icônica banda americana traz seu post-hardcore pela primeira para a América do Sul. Com passagens por Rio de Janeiro (24/08, sexta), São Paulo (25/08, sábado) e Curitiba (26/08, domingo), a banda deve fazer um passeio por seus grandes sucessos ao longo dos 20 anos de carreira, apesar da boa repercussão do último álbum “To Be Nowhere is To Be Everywhere”, lançado em 2016. A banda também tem datas em Buenos Aires (28/08) e Santiago (29/08), completando a gig sul-americana.

Tanto tempo de carreira e tanta importância resultou em influencia para bandas novas e ascendentes do nosso país. Conversamos com membros de algumas delas para entender a importância do Thrice em seus trabalhos, além da expectativa para os shows e as músicas mais esperadas para finalmente serem ouvidas ao vivo.

“A construção das músicas do Thrice são incríveis. A forma que a letra encaixa na melodia e como os versos são escritos é algo lindo de ouvir. Já virei madrugadas com as letras impressas ouvindo e entendendo as referências e sentidos. Acho Daedalus uma aula de composição. Expectativa gigantesca pra ouvir pela primeira vez uma das bandas favoritas ao vivo.”

Alexandre Lekakis – Saturno

“Nossa, eu adoro o Thrice. Musicalmente, é uma grande influência pra mim e eu acho o Dustin um dos melhores vocalistas dessa geração. Curto muito a banda principalmente a partir do Alchemy Index. Gosto demais do Beggars, Major/Minor, TBEITBN e tô bastante ansioso pelo show já há alguns anos. Que bom que finalmente vai rolar. Bem, a gente sabe que são muitas músicas pra tocar, com certeza alguma coisa vai acabar ficando de fora mas se eu pudesse pedir: In Exile, Beggars e Daedalus.”

Cyro Sampaio – menores atos

“O que eu conheço mesmo deles são os discos The Illusion of Safety (2002) e The Artist In The Ambulance (2003) e eu amo como essas músicas são cruas, tocadas e cantadas na flor da pele. Gosto de como algumas delas são super dinâmicas: agressivas, mas depois mais vulneráveis e vão se desenvolvendo alternando entre extremos, com uma urgência muito especial. Acho que a que eu mais gosto é Kill Me Quickly. O nosso som certamente não tem muitas similaridades com o deles, é no geral bem mais calmo e introspectivo. Temos nossos (poucos) momentos pesados até, temos nosso lado mais cru, mas pra mim o mais comparável é esse gosto que temos por composições dinâmicas, que mudam num instante. Não quero ser o cara chato que fica cobrando de bandas que toquem todas as músicas antigas que ele gosta, por mais que eu goste desses discos (e adoraria ver essas músicas ao vivo), admiro como o som deles evoluiu e tô até ouvindo as mais recentes e gostando.”

Luiz Felipe – Contando Bicicletas

“A maior influência do Thrice pra foi ter abrido as portas pra toda a cena do emo/post-hardcore dos anos 2000 que moldou meu gosto musical e muito do meu estilo de tocar. Mas além disso, lembro de ouvir muito rock clássico na época que os conheci e, quando escutei a linha de baixo de Stare at the Sun, aquilo mudou completamente a minha forma de enxergar o instrumento. O show aqui no Brasil vai ser a realização de um sonho, com certeza terei vários momentos nostálgico além de apreciar as excelentes músicas do To Be Everywhere Is to Be Nowhere que mostram que a banda ainda está muito viva e tem muito pra entregar. Não tenho uma música favorita por assim dizer, mas tenho uma tatuagem “inspirada” em The Whaler então vou dizer essa, ou Stare at the Sun mesmo pela importância que teve pra mim.”

Felipe Ernani – Stella

“O Thrice influencia muito a minha banda. As linhas de vocais e as bases de guitarra e bateria, que são sempre muito trabalhadas; além das letras muito poéticas e marcantes, desde a época mais post-hardcore. Quanto ao show, a expectativa é altíssima, não só por ser a primeira tour no Brasil, mas por sempre ver em vídeos que entregam de forma muito cuidadosa tudo que fazem. Se em vídeo já me emociono demais, mal posso esperar pra ver e ouvir de fato! Acho muito difícil escolher uma música favorita, até porque tem algumas fases (sendo todas ótimas), mas fico com Of Dust and Nations.”

Victor Vogado – We Are the Resistance

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