Arquivo da categoria: Artigo

O dia em que Manowar quebrou o recorde de homenagens aos pais

Por Guilherme Schneider | @Jedyte 

Você conhece Manowar? A lendária banda norte-americana define com perfeição o heavy metal há mais de três décadas. Entre (muitas) canções exaltando o gênero, há também espaço para o amor paterno. Sim! Nesse dia dos pais cabe lembrar uma das mais bonitas homenagens aos papais no mundo da música.

O ano era 2009, dois anos após o lançamento de “Gods of War”, décimo álbum de estúdio dos auto-intitulados “Reis do Metal”. Joey DeMaio e companhia lançam o EP “Thunder in the Sky“. Diga-se de passagem, EP só no conceito.

Manowar Público
Os fãs de Manowar presenciaram poucas vezes ‘Father’ ao vivo

Afinal, foram dois discos: o primeiro com seis faixas, entre elas Father. E o segundo com 15 outras versões de Father, cantadas em  um total de 16 idiomas diferentes. Mais um recorde na coleção da banda que se orgulha de ter feito o show mais longo da história e de tocar mais alto ao vivo? Pode apostar.

Na época da gravação fãs de Manowar ao redor do mundo se uniram para traduzir Father para seus respectivos idiomas. De graça, na base do “amor pela camisa”. Além da versão em inglês, o vocalista Eric Adams se desdobrou para cantar em búlgaro, croata, finlandês, francês, alemão, grego, húngaro, italiano, japonês, norueguês, polonês, romeno, espanhol, turco e português!

Quando questionado sobre o porquê de regravar tantas vezes a mesma música, DeMaio respondeu à rádio búlgara Tangra Mega Rock: “A maioria das bandas só se preocupa em tirar dinheiro dos fãs, sem dar nada em troca. Você tem que dar tudo de si e mostrar aos fãs o quão importantes eles são. E, óbvio, nós somos os únicos que sentimentos dessa forma. Essa foi uma forma de agradecer aos fãs que acreditam na gente e nos fazem os Reis do Metal“.

Na mesma entrevista o baixista comentou que não se trata de uma música religiosa, e que o “conceito de pai” na música é justamente o familiar. Talvez, até por isso, a música tenha sido tão recebido pelos que já perderam seus pais.

Então, meu amigo metaleiro, quando pensar em uma trilha sonora de dia dos pais dê um tempo no clichê Fábio Jr.

Anúncios

Rádio Cidade e o seu segundo adeus

Por Felipe Sousa | @Felipdsousa

Umas das mais importantes rádios do Rio de Janeiro (e a única de rock), a Rádio Cidade FM, que vinha com programação retomada na frequência 102,9 desde 2014, chega ao fim mais uma vez.

No dia 21 de julho de 2016 foi confirmado que a partir dali a Cidade não teria mais locução, passando a transmitir só música, e que dia 1º de agosto sairia do dial por completo.

A notícia, que vem sendo um grande baque pros fãs de rock, foi confirmada no perfil da Rádio no Facebook:

“Prezados ouvintes, lutamos ao máximo, mas infelizmente é difícil sobreviver com o rock. O mercado brasileiro se adapta melhor a outros segmentos. A partir de 1° de agosto estaremos em radiocidade.fm ou no App. Obrigada pelo carinho com a Rádio Cidade”

Durante sua programação, cada programa também foi se despedindo de sua audiência. Nas redes sociais, integrantes e admiradores da rádio manifestaram a tristeza com a notícia e comunicaram aos seus ouvintes o fim de mais um ciclo. (leia abaixo)


Nina Lessa (Rock Bola):
“Sei que as coisas passam e espero que coisas boas surjam em nossos caminhos, mas a @cidadeoficial é minha casa, sou fã desde criança, sabem?”


Pamela Renha (Hora dos Perdidos):
“Alooooha!

A Hora dos Perdidos termina hoje. Fico feliz por ter feito parte dessa história e por compartilhar tantos momentos. A gente conseguiu realizar a melhor tarefa de todas, fazer as pessoas rirem.

Quero agradecer aos ouvintes por terem nos dado tanto carinho, pelos abraços, pelas gargalhadas. E muito, muito, muito obrigada Zeca Lima, Jean Carlo Vieira, Paulo Oliveira e Pedro Fernandes! Admiro muito vocês e tenho muito orgulho por ter dividido e multiplicado tantas histórias! ❤👊 “


Tico Santa Cruz (Detonautas):
“É uma rádio que ao longo desses dois últimos anos em que esteve no ar representou muito bem, oferecendo espaço pra bandas novas, tocando clássicos do rock, tocando bandas nacionais.”

“Essa derrota pro rock nacional é uma derrota pra cultura.”


Dinho Ouro Preto (Capital Inicial):
“Putz! Acabaram de me mandar essa notícia. Essa doeu no coração. Que pena, que tristeza. A Rádio Cidade nos acompanha desde o nosso começo, há milênios atrás. Um monte de gente vai ficar órfã. Mas roqueiros cariocas, não desanimem, o rock é parte de nós tocando no rádio ou não. Aliás, esse momento lembra nossas raízes; quando começamos não havia rock em lugar algum. Não estava na tv, nem no rádio, mas pra gente tanto fazia. Vamos acabar migrando pra internet, talvez isso acabe fazendo com que nós nos tornemos mais unidos……todas as tribos. Respeito outros tipos de música, mas só ouço rock e pra mim não faz muita diferença o q tá no ar ou não. Se ficarmos circunscritos a menos menos espaço, que assim seja. Vida longa ao rock’n’roll……gringo e brasileiro.”


A Rádio Cidade, que foi fundada originalmente em 1977, sendo propriedade do grupo Sistema Jornal do Brasil (Que ainda detinha outras rádios), teve sua primeira “queda” em 2006. Na época foi substituída pela Rádio Oi FM. E logo em 2012 o canal 102,9 foi ocupado pela paulista Jovem Pan. Essa, no entanto, não teve tanto sucesso junto aos cariocas, enfrentou problemas financeiros, e assim, deixou o canal novamente vago em 2013.

A volta da Rádio Cidade como conhecemos hoje, aconteceu em março de 2014 com a campanha #VoltaRádioCidadeRJ. Com grande apelo nas redes sociais dos apaixonados pela emissora, e contando com apoio de grandes nomes da música nacional (como Tico Santa Cruz, Pitty e Raimundos), a Rádio voltou a ocupar a frequência 102,9 de forma totalmente independente.

Nessa segunda etapa, a Cidade teve belos momentos; um deles aconteceu em dezembro de 2015 quando emissora conquistou quatro troféus no Prêmio de Rádio Rio 2015: Melhor Rádio, Melhor Locutor (Demmy Morales), Melhor Programação MusicalProgramador Musical (Alessandra Prado). E no dia 24 março de 2016, em comemoração aos dois anos de sua volta, a Cidade organizou uma mega festa, que contou com gigantes do rock nacional, como Detonautas, Suricato, Scalene e CPM 22 e fizeram um baita espetáculo digno do tamanho do aniversariante.

Em contraste a isso, a Rádio Cidade retornando ao dial em 2014, adotou um perfil mais jovem e com linguagem de locução que muitos criticaram por “não ser compatível ao segmento rock”. Essa era uma das principais críticas que a Cidade recebia, além de ser questionada sobre sua programação recheada com clássicos “se igualando à rádios hit-parade”.

Outra polêmica em meio aos críticos era por a rádio ter muitos integrantes que não eram especializados em rock, o que pra eles descaracterizava a rádio de sua ideologia original.

Depois de tudo, em meio à dificuldades e muitos momentos bons, a Rádio Cidade sai novamente do ar. Deixando órfãos não só os ouvintes amantes de rock. Mas também diversas bandas que bravamente lutam pra sobreviver (e não é fácil) de rock nesse país. Bandas que tinham a Cidade como oportunidade pra compartilhar suas poesias e riffs com a galera, e fazer valer seus sonhos tocando no coração de cada um que os ouviam. Porque era esse o papel que a Cidade vinha fazendo de forma grandiosa.

Uma notícia triste pros ouvintes, pras bandas, pras diversas pessoas que faziam a Rádio Cidade. Mais uma vez ela nos deixa, mas sempre vai ficar na alma de quem curte rock. E sempre estaremos prontos pro seu retorno. Que seja logo!


Acompanhe aqui a programação online da Rádio Cidade e pelo Facebook.

A influência dos meios de comunicação para o novo cenário musical

Por Bruno Britto | @brunosbritto

O cenário musical atual é bastante diversificado. Existem bandas e projetos para os mais diversos gostos musicais e, por mais que existam críticas sobre determinados gêneros, há espaço para todos. Em festivais, vemos bandas sem muitas semelhança musical se apresentando no mesmo dia, as vezes até nos brindando com uma parceria inesperada.

Naturalmente, sempre existirá uma progressão, simbolizada pela expressão “passar a tocha”. Grupos já consagrados começam a ficar perto do fim da carreira e outros começam a adquirir o status que sempre almejaram. No cenário do rock e do metal, bandas como Avenged Sevenfold, Queens Of The Stone Age, Bring Me The Horizon, e até mesmo os tão criticados, Ghost e Slipknot já deixaram de ser promessas há tempos, sendo hoje bandas gigantescas, com legiões de fãs. De fato, com o avanço da tecnologia, a divulgação de trabalhos autorais consegue ser mais prática e, consequentemente, podemos descobrir bandas que dificilmente teríamos acesso, dando mais oportunidade as mesmas para, quem sabe, se tornarem futuros ícones.

QOTSA1

A televisão exerce esse papel de grande divulgação a muito tempo, sendo responsável pela exposição de grandes grupos, seja através de programas de auditório ou pela transmissão de festivais de música, como o clássico Rock in Rio. Sempre existiram críticas à respeito do que é oferecido e, sem dúvidas, existe a influência de produtores e todo um grande “backstage” envolvido. Entretanto, os programas musicais, que são vistos como os novos “xodós” das emissoras, parecem ter uma maior liberdade e, apesar de serem amplamente criticados, são responsáveis por divulgar inúmeros talentos, tanto no âmbito internacional, como nacionalmente. Bandas como Scalene e vocalistas como Adam Lambert e Phillip Philipps teriam grande possibilidade de sucesso graças ao seu talento, mas talvez acabassem por não ter um reconhecimento tão amplo se não fosse por essa oportunidade.

Porém, atualmente a internet é o grande foco de divulgação da maioria do chamado novo cenário musical. Em uma simples navegação por plataformas de vídeo, como o YouTube, ou de áudio, como o Deezer e o Spotify, é possível ouvir bandas excelentes que sequer ouvimos falar o nome. O poder de interação da rede e o alto custo-benefício são fatores muito estimulantes para grupos que ainda estão começando. Um exemplo disso são artistas como o grupo americano Boyce Avenue, que conseguiu um grande público através de seus covers, publicados no seu canal no YouTube. A era digital é excelente para descobrirmos novos talentos, que cada vez mais vão ficando independentes e construindo suas carreiras de forma bastante popular.

Estamos diante do que pode ser um futuro promissor para a música, ao contrário do que muitos “old school” tentam afirmar. É preciso ter em mente que nenhuma banda vem com a missão de apagar o que grupos como Queen ou Pink Floyd fizeram, mas sim, tentam buscar seu próprio espaço na história. Parece que não mais será necessário escolher qualidade ou quantidade, mas sim usufruir da  sintonia de ambos.

O retorno da Catch Side

Por Lorena Nascimento | @lorenallori 

Quantos anos você tinha em 2004?

Bom, estamos em 2016, e talvez você tenha hoje a idade que eu tinha quando conheci a banda Catch Side.

Pois é, meus amigos…. o tempo voou. Há 12 anos assisti ao primeiro show deles, no auge dos meus 15, e de lá pra cá, muita história rolou!

received_1231784026854404_1

Kaká Reis (vocal/guitarra), Diego Santos (guitarra), Bryan Chagas (baixo) e Rodrigo Galha (bateria) estão juntos desde 2008, porém, a Catch Side já teve outras formações, e ao contrário do que o Vagalume pensa, o primeiro CD da banda não foi “O Sonho Não Acabou”. ;p

Apesar dele ter sido o álbum mais vendido do grupo, e o que fez a banda estourar, com o hit Eu e Você, os meninos da Catch Side já faziam sucesso antes mesmo desse primeiro CD oficial lançado em 2007.

received_1231784010187739_1

Depois de bombarem na internet, na TV, em eventos, e de muitos shows pelo Brasil, em agosto de 2009 eles lançaram o álbum “Sempre Mais”. Foi aí que surgiu o primeiro clipe da Catch Side, com outro hit marcante, “Daquilo que Eu Chamo de Amor” (não sei você, mas sete anos se passaram e eu ainda sei cantar essa! rs).

Olha só o que estava rolando com a banda nessa época:

Exatamente um ano depois, em agosto de 2010, a Catch Side anunciava seu fim, e dava início à sua última turnê pelo Brasil:

“[…]Chega uma hora na vida que cada um tem que correr atrás do que é bom pra si, sempre buscando seus sonhos e objetivos, mas com o pé no chão. Viver de musica é muito complicado como vocês todos sabem. Saber a hora de parar é importante, pois o que construímos com o Catch Side é muito grande e não seria justo nem com vocês e nem com a gente que deixássemos esse legado terminar de uma forma feia, com brigas, problemas e sem shows. Estamos terminando de cabeça erguida, numa época boa e sabendo que todos nós fizemos sempre o melhor pro Catch Side. Esse fim não pode nunca, de forma alguma, ser considerado um fracasso, pelo contrário, o saldo final dessa história é de total SUCESSO. Corremos as principais capitais do pais, tocamos em shows excelentes, gravamos dois CDs, chegamos a uma gravadora, fomos indicados em prêmios, abrimos shows gringos, fizemos inúmeros amigos, e principalmente, conquistamos vocês. Com certeza nosso maior sucesso é ter vocês do nosso lado!”

Em 2015, a banda chegou a lançar um terceiro CD, o “Colombo”. Com apenas seis faixas, esse é o meu favorito. Ele traz um som mais maduro da banda, mas com toda a história e nostalgia desses 13 anos de estrada.

Agora,  seis anos após sua turnê de despedida, a formação mais marcante e importante da história da banda Catch Side está de volta. Kaká, Digo, Bryan e Galha se reuniram mais uma vez, e resolveram comemorar os 10 anos do álbum “O Sonho Não Acabou”, o mais vendido do grupo. Tocando na integra todas as canções do disco, prometem um reencontro único!

Eles já fizeram shows em São Paulo e no Rio de Janeiro, o Canal RIFF foi conferir, e já pegamos o set list oficial pra vocês:

received_1230402443659229

É ou não é memorável?! ;D

Não vou contar detalhes sobre o show, que é pra não estragar as surpresas.

Aproveita que bateu aquela saudade, e vai lá conferir de perto o último show dos caras, que vai rolar HOJE, dia 25/6, às 18:30 no Teatro Odisséia!


SERVIÇO | Show Catch Side

received_1231783550187785_1

Data e horário: 25/6 (sábado) às18h30

Local: Teatro Odisséia (Endereço: Av. Mem de Sá, 66 – Lapa / Rio de Janeiro)

Classificação: 18 anos

Ingressos:

Primeiro Lote R$ 20,00

Segundo Lote R$ 25,00

5 razões para ir ao show do City And Colour

Por Thais Rodrigues | @thwashere

A comoção causada por todas as bandas que agitaram o festival Lollapalooza nos últimos meses, com direito a apresentações épicas e bside shows, já começa a ficar no passado a partir das próximas semanas enquanto caminhamos em direção aos primeiros dias de abril. Sem dúvida, quem conseguiu colecionar memórias, palhetas, setlists de shows e até novos amigos, vai ter muito mais que um “já está quase no meio do ano” pra contar.


 
Quando agraciados com a primeira visita de um artista em terras brasileiras, fãs e admiradores ficam muito felizes e entusiasmados, isso inclui espera em filas, choro e ansiedade incontroláveis. Agora, pensem em tudo isso pela segunda vez e transporte-se direto para o Circo Voador! Talvez ter cantado Lover Come Back tantas vezes tenha finalmente funcionado, pois no dia 29 de Abril o City and Colour volta ao Brasil com a turnê do último disco If I Should Go Before You, lançado em 2015.

Além de Dallas Green, o escritor solitário e vocalista, podemos contar com a presença de Jack Lawrence (baixo), Dante Schwebel (guitarra), Doug MacGregor (bateria) e Matt Kelly (guitarra) que farão jus ao trabalho que tiveram na faixa Friends e assim como no ano passado, se apresentarão juntos, porém dessa vez no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte, graças à parceria entre Queremos! e Heineken.

Dallas Green

Os ingressos já estão à venda e se você ainda não está convencido, aqui estão cinco motivos que te levarão até o show pra curtir com a gente e mais um montão de empolgados.

  1. A experiência do show vale mais que mil selfies!

Na era onde cada piscar de olhos pode ser disseminado em várias mídias diferentes, aos poucos vai se deixando de lado a ideia de realmente aproveitar o evento em si, isso inclui cantar de olhos fechados ou até ficar em silêncio e entender o que o artista está tentando dizer. Dallas já se mostrou bastante preocupado com isso em alguns shows, assim como Rhye e outros e, com a promessa de pontualidade e emocionar o público em uma apresentação singular, a dica é: capte a mensagem com seus equipamentos naturais, olhos e ouvidos, e deixe todo o resto com os fotógrafos talentosos que estarão assistindo ao show. Não perca esse momento!

  1. Versatilidade!

Antes do City & Colour ganhar espaço com o álbum Sometimes em 2005, Dallas Green era vocalista da banda Alexisonfire que ganhou projeção com um estilo bem diferente do projeto atual e com quê de post-hardcore. Mudanças consideráveis entre um gênero musical e outro dão importância à trajetória do mesmo no cenário musical, e apesar dos primeiros álbuns serem orgânicos e repletos de individualidade poética, talvez característica da personalidade introspectiva, o If I Should Go Before You apresenta um som mais elétrico de um homem, que apesar de acompanhado de uma banda, busca por clareza e não se importa em ser soft e acústico em algumas faixas e em outras, abusar de acordes mais pesados para falar sobre amor e suas decepções.

dallas green site

  1. Ifyou get lost, you can always be found.

Esse trecho é de uma música do Phillip Phillips, mas fala sobre a jornada de se aventurar em tudo que a vida proporciona e isso inclui decepções, momentos de solidão, tristeza e coisa felizes também, mesmo que todas as faixas tenham um pouco de melancolia o intuito é auxiliar o ouvinte a encontrar a si próprio. A faixa Blood que encerra o álbum fala sobre o fim de um ano, ou época, e como se deve relaxar e encarar as coisas de uma forma diferente, encontrando beleza até no esforço e sentindo o que de natural a vida e a terra pode oferecer e por fim, “I think we finally found a home in this place”.

  1. Fãs felizes, posts felizes!

Se você quiser saber como vai ser o show do City And Colour, mas não conseguiu ingresso ou não estará andando pela Lapa no dia, fique de olho nas redes sociais. Fãs felizes não mentem e o que não falta é depoimento de gente super agradecida pela vinda da banda ao Brasil antes e após o show.

Dallas

  1. Vai ter flashback sim!

Não ouviu o álbum novo ainda? Ainda dá tempo de se entregar a essa nova fase, não se preocupe! Conte também com a compreensão de Dallas durante o show, cantando músicas dos álbuns anteriores com todo aquele jeito humilde e fofo que é a cereja do bolo.

Já temos um vencedor: Super Mario Bloco zera o carnaval 2016!

Por Guilherme Schneider | @jedyte

Todo carnaval tem seu fim. E, geralmente, ele é na quarta-feira de cinzas. Mas, como aqui no Brasil toda chance de se divertir um pouco é bem-vinda (e necessária), a verdade é que ninguém mais espera o sábado de carnaval para começar a folia – muito menos decreta o final na ressaquenta quarta. Especialmente aqui no Rio, onde a cidade já transpira a euforia dos blocos bem antes da largada oficial.

Até aí tudo dentro dos conformes para quem tem um coração não-amargo. A diferença neste 2016 é que, na minha humilde opinião, o carnaval já foi “zerado”. Afinal, o Super Mario Bloco desfilou de surpresa na quinta-feira anterior ao carnaval, dia 4 de fevereiro. Isso, aquele bloco que toca músicas do clássico game Mario Bros. Irretocável.

Menos é mais
Que o brasileiro tem mania de grandeza isso não é nenhuma novidade. Só ver os nomes de estádios, quase sempre no superlativo (mesmo que não faça sentido algum): Mineirão, Castelão, Machadão e até Moacyrzão (!). Os blocos de carnaval não ficam atrás. Se exalta muito os tradicionais Cordão do Bola Preta ou Simpatia É Quase Amor, geralmente contando o público de milhão pra cima. Porém, o Mario Bloco está (propositalmente) cada vez… menor. E isso é bom.

Apesar de ter sido anunciado oficialmente para sair na quarta-feira de cinzas, o bloco foi transferido em cima da hora, com um comunicado divulgado 24h antes. Tudo para fugir do tumulto. Infelizmente muito gente que adoraria conhecer (ou retornar) ao Mario Bloco não pôde – e está fazendo campanha para um improvável bis. Dia de semana é mesmo foda. Ainda mais com concentração marcada para o solzão carioca das 16h.

Quem conseguiu ir ao 5° ano do Mario Bloco não se arrependeu. Não faço ideia do número oficial, mas, deve ter girado em torno de uns 500 felizardos. Famílias, gringos, cosplayers, gente que nunca jogou Mario… sobretudo gente que seguiu aquela procissão naïf com um sorrisão no rosto. Carnaval é não ter vergonha de ser criança um pouquinho. Cogumelos, Princesas, Estrelas, Marios, Warios e Luigis que o digam.

‘Video Games Live’ Brazuca
Por não estar tão cheio como nos dois últimos anos, os foliões puderam ouvir o som de pertinho. Música de primeira, de uma big band de metais cada vez mais entrosada guiada por Marco Serragrande, o comandante do bloco. Marco toca em diversos coletivos musicais, mas fica evidente o xodó que tem pelo Mario Bloco.

moeda 8 bits
Uma singela moedinha 8 bits dava um charme extra

Mais do que folia carnavalesca esse foi um espetáculo completo, com atos (intencionais, certamente). Há coerência, começo, meio e fim. Que não deixa nada a dever para o Video Games Live. O trajeto nem foi dos maiores: o belíssimo Mirante do Rato Molhado até a Pracinha Odilo Costa Neto. Cara de Santa Teresa.

O único bloco gamer possível?
Para quem tem pavor da ideia de um bloco de carnaval, o Mario Bloco talvez seja o que mais próximo poderia mudar seus planos. Principalmente para a galera nerd/gamer – que já ganharam outros blocos (até maiores) pelo país. O som é instrumental do início ao fim, mas é permitido (claro) cantarolar os temas de Mario. Um convite irresistível para quem já perdeu horas e horas jogando com o herói da Nintendo.

O maior feriadão do ano no Brasil pode até terminar celebrando os grande blocos, desfiles do sambódromo e afins. O barato da democracia da alegria é essa mesmo: divirta-se onde quiser (mesmo em uma maratona Netflix em casa). Mas, tenho certeza que a genuína alegria gamer falou mais alto na última quinta.

E que a trupe de Super Mario Serragrande ganhe o mundo, cada vez mais. Vida longa ao som do Mario Bloco!

Digerindo a morte de Bowie

Por Laura Tardin I Fotos Getty

Às 7:00 dessa segunda, acordei.

David Bowie morreu.

Cacete, Bowie não. Não, por favor, levem outro cara. Me peguei conversando há poucos dias exatamente sobre isso – quem vai morrer e me deixar triste? Depois da morte de Lemmy, nomes vieram à cabeça. Paul, Dylan, Smith, May. Os Stones. Led Zeppelin. Bowie.

Tomada pelo sono, me lamento em silêncio enquanto leio as notícias. Aparentemente não é mentira. Que ruim, me sinto mal por sua família. Apesar dos sentimentos, durmo de novo.

Quando acordo novamente, ponho para escutar Lazarus, clipe lançado do último CD, Blackstar. Aí, eu desabei.

MANCHESTER, ENGLAND - NOVEMBER 17: David Bowie in silhouette performs on the first night of his UK tour at the MEN Arena on November 17, 2003 in Manchester, England. (Photo by Alex Livesey/Getty Images)

Segunda-feira foi um dia estranho. Acho que para todos nós, fãs de rock. Passei o dia entre homenagens, leituras, discos devorados, tristezas. O que há na morte de um artista que nos atinge tanto? Aposto que tanta gente, como eu, sequer chegou a ver um show do Bowie.

Ora, Bowie nos disse muitas coisas durante sua carreira, inclusive que seu fim estava próximo. E estava. Entretanto, acho que daí vem a dor: como dissociar “Bowie” de todos os seus personagens, e  de “David Jones”, inglês, que morreu depois de 1 ano e meio lutando contra o câncer? O artista vira gente de carne e osso? Vive, cria e morre? Como…todo mundo?

Para mim, a morte de um artista sempre tem um quê de sexo dos anjos. É algo que evitamos falar, mistificamos, não sabemos explicar. Não sei porque a morte de David Bowie me faz chorar tanto quanto a morte da minha avó. Talvez o considere parte da família. Afinal, tem fotos dele na minha casa. Escuto sua voz, às vezes, por um dia inteiro. Ele é parte da minha vida, da minha história.

Volto à 2009, quando Michael Jackson morreu. Das mortes que acompanhei nos meus 24 anos de vida, essa foi com certeza a mais dolorosa. Primeiramente, ninguém esperava que, com turnê para começar, ele nos deixaria tão cedo, de uma forma tão estranha quanto sua trajetória pessoal. Foi dramático e, como sempre, tive pena do Michael. Um cara talentoso, mas perdido. Em segundo lugar, sua morte foi tão intensamente explorada pela mídia que a dor parecia multiplicar-se. Cara, jamais vou me esquecer do funeral de Michael Jackson, transmitido ao vivo. Dentro daquele carro funébre que ia pelas ruas de Los Angeles, lá estava Michael Jackson, genial e fraco, em seu último estrelado nesse mundo, para nunca mais voltar. Dias como aquele me fazem agradecer pelo fato de Jim Morrison e Freddie Mercury já estarem mortos quando eu nasci – sinceramente, não sei o que eu faria se visse um dos dois morrerem diante dos meus olhos.

Voltando à Bowie, memórias não paravam de vir. É realmente como perder um amigo, alguém que estava lá. “Lembra aquela vez em que…?” “É, David estava com a gente”. Ainda fiquei o dia todo pensando em meu pai e minha mãe, que mesmo após 11 anos separados, disseram exatamente a mesma coisa: “Agora estou órfão de Lennon e Bowie”. Caramba, um carinha colocou meus pais para pensarem na mesma coisa ao mesmo tempo, e isso é incrível.

Floral tributes are seen beneath a mural of British singer David Bowie, painted by Australian street artist James Cochran, aka Jimmy C, the day after the announcement of Bowie's death, in Brixton, south London, on January 12, 2016. Music legend David Bowie was famously private during his lifetime -- and in death, as a string of questions about the circumstances of his passing remained unanswered. His official social media accounts had announced the shock news of his death at 69 on January 11, 2016: "David Bowie died peacefully today surrounded by his family after a courageous 18-month battle with cancer," adding a request for privacy for the grieving family. / AFP / LEON NEAL (Photo credit should read LEON NEAL/AFP/Getty Images)

Os dias se passam e ondas maiores me atingem. Sou atingida pela morte de Bowie porque meus pais estão envelhecendo e penso que, um dia, eles vão partir. Podem parecer eternos como Ziggy Stardust, mas são efêmeros como papel. Se David se foi aos 69, talvez não reste muito tempo para meus pais, que viveram simultaneamente a ele. Sonhei que recebia a notícia de que meu pai tinha morrido e, ao acordar, pensei sobre como a morte de alguém que eu nunca conheci me afeta em questões profundas. Como meu pai diz, nunca sabemos como vai reagir.

Também tenho arrependimentos bobos, tipo, “por que diabos eu fiquei ouvindo o CD do Justin Bieber quando David Bowie estava em sua última semana na Terra?”. Revejo tudo o que estou fazendo, como se tivesse uma segunda chance de ligar para alguém. É assim que me sinto ao ver “Lazarus” – com um sentimento de pena, perda, ausência. Como se eu pudesse pegar na mão de Bowie enquanto ele está deitado e estar dançando com ele no segundo seguinte. Ou pedir para ele ficar antes que ele entre naquela porta.

Estou arrasada. Já declarei que essa é uma semana perdida, triste, pesada.

David, vá em paz, espero que você realmente esteja no paraíso com tantos amigos que já se foram. Ou em Marte, como preferir. Amamos você para sempre.

Todos os vencedores do Prêmio RIFF de Música 2015

No último dia 21 de dezembro o Canal RIFF orgulhosamente apresentou a sua primeira premiação oficial: o Prêmio RIFF de Música 2015. Ao todo foram 13 categorias eleitas através de voto popular.

O grande vencedor de 2015 foi a banda Versalle, finalista do programa SuperStar da Rede Globo (vencedora do infame Glande de Ouro). A Versalle levou nada menos do que o Álbum do ano (Distante Em Algum Lugar), Música do ano (Marte) e Banda/Artista nacional.

Florence and The Machine faturou Banda/Artista internacional. O melhor show internacional foi para o System of a Down, pelo showzaço do Rock in Rio. Já o CPM 22 levou o melhor show brasileiro, justamente pelo apresentado no mesmo festival. Por sinal o Rock in Rio levou o prêmio de melhor line-up.

A revelação do ano foi a banda de rock Mr Catra e os Templários. O clipe de Histeria, do Scalene, foi eleito pelos fãs o melhor de 2015. A viajada capa de Currents, do Tame Impala, ganhou com a melhor do ano. E a mídia de música que mais se destacou em 2015 foi o canal Minuto Indie. O melhor riff de guitarra foi para Don’t wanna fight do Alabama Shakes.

Ah, e o próprio Canal RIFF quis saber qual quadro que mais agradou no ano. O finado Comentando SuperStar foi o grande vencedor (ele não está mais no YouTube, mas pode ser revisto no Facebook do RIFF).

Confira a lista COMPLETA dos resultados e até dezembro de 2016!

  • Banda/Artista do Ano – Internacional

Florence and The Machine

6a8c828c-41ef-43aa-bb73-75d86aee1c00-2060x1236
Foto: Tom Beard/Toast Press
  • Banda/Artista do Ano – Nacional

Versalle

Foto: Divulgação/Facebook da Versalle
Foto: Divulgação/Facebook da Versalle
  • Melhor Clipe

Histeria (Scalene)

  • Melhor Show – Internacional 

System of a Down

  • Melhor Show – Nacional 

CPM 22

  • Revelação 2015 

 Mr Catra e Os Templários

  • Melhor capa de álbum 

Currents (Tame Impala)

Currents

  • Melhor riff de guitarra do ano

Don’t wanna fight (Alabama Shakes)

  • Melhor quadro do Canal RIFF 

Comentando SuperStar

  • Melhor line-up de Festival 

Rock in Rio

Foto por Ariel Martini / I Hate Flash
Foto: Ariel Martini / I Hate Flash
  • Mídia de Música 

Minuto Indie

minuto indie

  • Música do Ano 

Marte (Versalle)

  • Álbum do ano 

Distante Em Algum Lugar (Versalle)

Para Entender: O Punk Inglês

Por Thiago Pinheiro I @pinheiro77

Punk. Se você sair às ruas e questionar sobre o que isso significa, receberá uma resposta para cada um que ouvir. Fora, claro, a eterna discussão sobre onde o movimento começou: Londres ou Nova Iorque (tudo sobre Ramones aqui).

Mas, deixando a discussão de lado, o Punk realmente surgiu lá nos EUA, mas é inegável que a Terra da Rainha soube dar uma cara única ao movimento a partir do Sex Pistols. Depois que Johnny Rotten começou a bradar sobre a anarquia pela ilha, centenas de bandas vieram a ser formadas ou tomaram coragem para sair da garagem.

O fato é que o Punk, com as pequenas gravadoras, fez reviver a era dos singles dos anos 50, o que foi mais uma das suas características de remeter ao surgimento do Rock and Roll. Assim, como movimento na Inglaterra, o Punk durou de 1976 até 1980. A partir dali, todas as bandas já haviam migrado para os novos estilos ou subestilos que haviam surgido: Hardcore, Post-Punk, New Wave ou 2Tone.

Entretanto, antes de se realocarem, dezenas de bandas que vieram a se consolidar em outros estilos, passaram pelo Punk. A Inglaterra, ou melhor, o Reino Unido, mais do que qualquer outro lugar no mundo, foi palco de uma profusão de grupos de estilos tão distantes como Buzzcocks, The Cure, Elvis Costello, Jam e Stiff Little Fingers.

Assim, nesta playlist, procurei não apenas relacionar os grupos que efetivamente vieram a ser identificados como Punk, mas todos que, de uma maneira ou de outra, surgiram por causa da onda Punk que passou pela Grã-Bretanha naquele período.

Ao ouvir a playlist, sugiro que o faça em ordem aleatória, pois não há sequência cronológica. Ela está, em grande parte, em ordem alfabética.

OBS: não há canções do Flys e do Crass no Spotify, por isso eles ficaram de fora da playlist.

Talvez a banda mais curiosa da listagem seja o Chumbawamba. Sobre eles, vale falar um pouco mais:

Apesar do sucesso com “Tubthumping” ao final da década de 90, a carreira do Chumbawmba remonta ao início da década de 80 quando estiveram envolvidos com o Anarcho-Punk junto ao Crass e ao Oi Polloi.  Curioso é que eles participaram de um LP chamado “Fuck EMI” em 1989 e assinaram com a gravadora em 1997, tendo o seu hit mundial no ano seguinte.

Bandas incluídas:

Primeira leva do Punk

Em comum, as bandas aqui têm o fato de terem sido da primeira geração do punk britânico ou de sempre terem sido identificadas como Punks.

999, Adverts, Alternative TV, Anti-Nowhere League, Banned, Billy Bragg, Buzzcocks, Carpettes, Chelsea, Cortinas, Drones, Eater, Generation X, Lurkers, Newtown Neurotics,  Penetration, Rezillos, Rudi , Sex Pistols, Sham 69, Stiff Little Fingers, Television  Personalities, The Adicts, The Boys (e The Yobs), The Clash, The Damned, The Flys, The Jam, The Nips, The Outcasts , The Stranglers, The Users, Toy Dolls, UK Subs, Undertones, Vibrators, Vic Godard & Subway Sect, X-Ray Spex.

sex pistolsSex Pistols

2Tone (Ska)

O 2Tone é o nome que se dá à segunda leva do ska, com a primeira tendo sido a original, à que deu origem ao Reggae, na Jamaica, nos anos 60. O nome do 2Tone é por causa das roupas, sempre em tons preto e branco, mas, principalmente, pela gravadora 2 Tone Records, do tecladista do Specials.

English Beat, The Selecter, The Specials.

Reggae/Ska

As bandas aqui surgiram no meio Punk, mas o reggae e ska acabaram por ser o seu principal componente.

The Ruts, The Police, Slits.

Oi! e Street Punk

Embora a maioria das bandas abaixo já existisse quando o jornalista (e vocalista do Gonads), Garry Bushell, intitulou o movimento com esse nome em uma resenha.  “Oi!” é algo que os ingleses, particularmente os do subúrbio (os cockneys), dizem como se fosse uma vírgula. Em qualquer frase, você poderá ouvir um “oi!”. Embora o som tenha sido, historicamente, ligado aos skinheads, a primeira leva de bandas não tinha ligação com o movimento.

4-Skins, Angelic Upstarts, Blitz, Brats, Business, Chron Gen, Cock Sparrer, Cockney Rejects, Expelled, Gonads, Last Resort, Menace, Notsensibles, Partisans, Peter and the Test Tube Babies.

cockney rejectsCockney Rejects

AnarchoPunk

O Crass não tem como entrar em nenhuma das categorias. Embora o som do seu álbum inicial, “The Feeding of the 5000” fosse muito mais próximo do Street Punk, o grupo iniciou a vertente intitulada como AnarchoPunk e a levou até às últimas consequências. O Crass virou uma comunidade e suas atividades iam muito além das músicas.

Crass, Chumbawamba, Poison Girls.

New Wave e Pós-Punk

Muitas das bandas aqui não têm efetiva ligação com o Punk, mas são filhas indiretas do movimento. A maioria aproveitou o turbilhão do Punk como empurrão para começar as atividades e foram mudando o som à medida que o grupo crescia, distanciando-se do Punk que perdia a força com a chegada da década de 80.

Adam and the Ants, Au Pairs, Boomtown Rats , Department S, Elvis Costello, Joy Division, Magazine, Only Ones, Pop Group, Rich Kids, Siouxsie And The Banshees, Skids, Slaughter and the Dogs, The Cure, The Fall, The Members, The Photos, The Raincoats, Theatre Of Hate, U2, Ultravox , UK Decay, Wire, Wreckless Eric.

elvis costelloElvis Costello

Hardcore

O Hardcore é a evolução mais comumente associada ao Punk. Algumas das bandas simplesmente aceleraram o já rápido som do Punk e acrescentaram mais peso. O Hardcore também flertou mais com o anarquismo, mas não com a mesma intensidade do Crass.

Anti-Pasti, Exploited, G.B.H., Subhumans, The Varukers

Outros

Eddie & The Hot Rods e Tom Robinson Band.

ESPECIAL: O K-Pop em 10 artistas imperdíveis

Por Lucas Sales I @LucasAtende I Com colaboração de Thais Hern e Suzana Schneider

Se você é um ser humano e habita o planeta terra já deve ter ouvido falar ao menos uma vez de Korean Pop – ou simplesmente K-Pop. E se não ouviu, eu te perdoo. Afinal, estou escrevendo para o Canal RIFF justamente para trazer conteúdo novo sobre pop.

O estilo musical Sul-Coreano que possui fortes influências no pop ocidental, tem suas origens no início dos anos 90 e hoje em dia com a globalização da cultura oriental tem feito a cabeça de milhares de jovens, inclusive no Brasil. A maior prova dessa globalização se dá por conta do clipe Gangnam Style. Vai me dizer que você não arranhou um coreano quando o clipe tava estourando? Minhas tias tudo fizeram a dança do cavalinho no meu aniversário daquele ano.

De algo desconhecido a um estilo completamente abraçado pela cultura pop, o ritmo coreano figura , hoje em dia, entre propagandas virais, páginas de moda a top das paradas e possui como principal característica batidas modernas porém geralmente sincronizada com coreografias de tirar o fôlego só de assistir, num videoclipe. Sim, no K-Pop a música é apenas uma parcela do pacote total.

Mas agora que você já sabe o que K-Pop é, vamos ao que interessa: riffs! O Canal RIFF separou 10 artistas essenciais do K-Pop para você curtir e conhecer um pouco dessa vertente do pop que fica forte a cada dia mais.


10) Gain
Gain é uma cantora coreana anteriormente conhecida pelo grupo Brown Eyed Girls, que estreou em 2005. Foi em 2010 com o single “Irreversible” que Gain ganhou asas com sua carreira solo. Seu estilo é bem particular, passeando pelo pop, eletro-dance e “nuevo tango” (estilo nuevo até pra mim).

9) f(x)
Certamente o f(x) é uma das bandas que mais se destaca dentre o K-Pop pelas suas singularidades e riscos. Com um estilo fashion singular bastante colorido e a aposta na sonoridade arriscada do electropop, foi com seu segundo album Pink Tape que a banda tomou notoriedade no show business internacional.

8) MBLAQ
Uma das primeiras bandas a pisar em território nacional, em 2014, o MBLAQ (acrônimo de “Music Boys Live in Absolute Quality”) é uma banda de 2009 onde seu principal estilo fica dentro do pop. Também com uma discografia japonesa, possui como single que marcou o início de sua carreira “Oh Yeah”.

7) Super Junior
A banda estreou em 2005 com 12 integrantes, ganhando mais um posteriormente. Seu single de maior sucesso internacional é o “Sorry, Sorry”, de uma carreira onde venderam 1,7 milhões de cópias físicas de discos em um curto espaço de tempo. Também está no grupo de top banda mais amadas do K-Pop.

6) EXO
O EXO é um dos mais recentes no cenário, mas já é conhecido como um dos mais amados grupos masculinos na Coréia do Sul e Japão. Com estreia em 2012, o grupo possui originalmente 12 membros, dividido em 2 sub-grupos: O EXO-K e o EXO-M, que trabalham divulgando o grupo simultaneamente na Coréia e na China. Louco e bem singular, né?

5) SHINee
A banda estreou em 2008 e é conhecida pelas suas coreografias complicadas e completamente sincronizadas, além de seu estilo único e que faz a cabeça dos meninos na Coréia do Sul e Japão. Também esteve no Brasil no ano passado, durante o festival Music Bank.

4) Big Bang
Um dos mais populares e mais conhecidos grupos de K-Pop, foi fundado em 2006 pela gravadora YG Entertainment. Alguns membros (como por exemplo G-Dragon ou T.O.P) já possuam carreira relacionada ao entretenimento, seu estilo varia entre o pop, hip hop e dance.

3) 2NE1
Leia-se “to anyone” (“para qualquer um” em tradução livre), a banda começou como proposta alternativa para a banda masculina Big Bang, sendo divulgada no começo da carreira bem comumente como “Big Bang feminino”. Começaram sua carreira em 2009, e ironicamente foi com o single em parceria com o Big Bang chamado “Lollipop” que a banda ficou internacionalmente conhecida. Curioso é que a canção Lollipop não era elegível a figurar em paradas de sucesso oficiais por ser uma canção criada para promover o celular Cyon Phone Lollipo, configurando a música como jingle comercial.

2) Girls Generation
Uma girl-band formada por oito garotas que já possuíam histórico na industria do entretenimento, está na estrada desde 2007, mas foi com o sucesso do single “Gee” em 2009 que a banda ficou conhecida nacionalmente na Coréia do Sul. Não demorou muito e a banda lançou álbum no Japão em 2011, fortalecendo a conexão Nipo-Sulcoreana, e em 2013 lançou um álbum norte-americano pela Interscope.

1) BoA
A primeira a emergir no ocidente, fez a ponte de sucesso entre o pop japonês que permeava os eventos de anime há mais de dez anos, e o pop coreano. Seu álbum de estreia Listen to My Heart obteve notável sucesso no Japão, tornando BoA a primeira artista coreana abrangentemente conhecida no Japão. Há quem diga que ela foi responsável até mesmo por ‘restaurar‘ a ponte cultural entre o Japão e a Coreia do Sul – cuja conexão entre os países foi abalada por um histórico de guerras.

Bônus!
Fruto da internacionalização do K-Pop, eis que o internacionalmente conhecido Dj Skrillex chamou cantores pop coreanos para seu hit “Dirty Vibe”. Vale a conferida, pois representa a troca de duas culturas que andam se retro-alimentando nos últimos anos.