Categorias
Resenha

Resenha: Drive + Âncora + The Unknows @Teatro Odisseia

Por Thaís Huguenin (texto e fotos)

As pessoas que foram ao Teatro Odisseia na tarde/noite do último sábado, 21/01, estavam lá para viver e apoiar o renascimento da Drive. Banda que estreou sua terceira formação e voltou aos palcos depois de alguns anos em hiatus. Você acompanhou aqui, no Canal RIFF, o lançamento da nova música, o mistério de quem seriam os integrantes e, agora, confere a resenha do show de retorno. Posso adiantar que foram muitas emoções.

A responsável por abrir os trabalhos foi a The Unknowns, única banda da noite a ter um vocal feminino. Eles começaram tocando o single Basta Lutar, mas conquistaram o público presente fazendo cover de 30 Seconds to Mars e um medley que incluía Radioactive, Drag me Down e Summertime Sadness. O grupo tocou ao todo seis músicas, incluindo a inédita Entre Nós.

drive

O segundo show foi o da Âncora, trazendo músicas do EP “Mar Aberto” e a novíssima Entre o Medo e a Coragem, a banda usou e abusou de introduções instrumentais. Isso de maneira alguma foi problema, porque elas se encaixaram perfeitamente no andamento da apresentação. O setlist deles também foi curto e segundo o vocalista, Felipe Barboza , iam fazer valer a pena (e fizeram). Com sete músicas eles mostraram que a banda tem um grande potencial.

ancora

Ao som de troca de estações de rádio e trechos de sucessos da banda, a Drive subiu no palco um pouco antes das 20h. Para a surpresa de muitos, eles já começaram tocando a música nova Não Vou te Sufocar.

Mostrando que é uma nova fase da banda, eles seguiram o show misturando canções do primeiro álbum, “Drive” (2005), e do segundo, “Plano Sequência” (2012), sendo acompanhados pela plateia que foi um show a parte e cantou todas as músicas.

Como se não bastasse toda emoção da noite, eles preparam uma surpresa para os fãs. Fizeram uma nova versão de Sonho Azul, música da Drive que vazou, mas nunca foi regravada ou fez parte de algum disco e mesmo assim é uma das preferidas da galera.

drive-5

Infelizmente, durante Tentando Melhorar a pele do bumbo (da bateria) estourou, mas eles não se abalaram. Pack, vocalista, explicou a situação, pediu desculpas e disse que tocariam dali para frente músicas mais leves. O lado bom foi que isso abriu uma brecha para Juliana entrar no setlist.

Quando o show se aproximava do fim, a banda convidou vários fãs para subirem no palco e ajudarem a cantar o grande sucesso da Drive, Olhando Pra Você. Muitas pessoas foram, mas outras preferiram curtir na plateia mesmo. Que momento!

Como ainda sobraram alguns minutos, o grupo pediu sugestões para uma última música e Verdade fechou com chave de ouro essa noite de nostalgia.

O recado foi dado: eles voltaram com tudo. Não restam dúvidas que a nova formação chegou com o pé na porta, Douglas, Marlon, Davidson Pedro mostraram que aguentam a responsabilidade de agora fazerem parte da banda que marcou uma geração.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Para a galera de São Paulo, eles estão chegando aí na sexta, dia 27, no Hangar 110. E o próximo show aqui no Rio é no dia 3 de Fevereiro, com Drops 96 e Divisa no Saloon 79, em Botafogo. Se eu fosse vocês não perdia.

setlist

SETLIST DRIVE

1-Não Vou Te Sufocar
2 – Cada Vez Mais Só
3 – Bom cidadão
4 – Singular
5- Muito Mais Que Eu Quis
6 – Tempo
7 – Frases Feitas
8 – Sonho Azul
9- Deixa Eu
10- Meus Olhos
11- Bons Amigos
12- Tentando Melhorar
13 – Juliana
14- Recomeçar
15 – Olhando Pra Você
16 – Verdade

Categorias
Resenha

Resenha: Gloria, Âncora, The Ocean Revives e 8mm @Teatro Odisseia

Por Alan Bonner | @Bonnerzin | Fotos @GustavoChagas

Noite de domingo (03/7) com som alto, bom e pesado no Teatro Odisseia! Quatro bandas dos mais diversos estilos do rock convidaram os cariocas a saírem da monotonia de um domingo nublado para bater um pouco a cabeça: 8mm, The Ocean Revives, Âncora e Gloria. O show foi mais uma produção da Cena Rock, que tem levado ótimos artistas de todo o Brasil para o Rio de Janeiro.

O hardcore casca-grossa da 8mm abriu a noite. O quinteto, formado por Alemão (vocal), Fabio Garcia (guitarra), Rodrigo Salgado (guitarra), Zé Freitas (baixo) e André Costa (bateria) é figurinha carimbada da cena carioca e trouxe ao palco riffs muito bem construídos, uma linha de baixo bem criativa em relação ao que se vê em outras bandas do estilo e uma bateria frenética, sustentando o vocal grave e as letras recheadas de críticas sociais cantadas por Alemão. Mesmo encarando um tipo de público que não costuma frequentar os shows da banda e tendo que passar por cima de problemas técnicos, a banda manteve a intensidade durante todo o show e agitou bastante a galera que chegava ao Odisseia.

13624812_1376633745686645_65341844_n

Dando continuidade à noite, tivemos uma surpresa daquelas que se acha saindo de casa e indo aos shows. Bandas de metalcore existem aos montes, e a sonoridade delas costuma soar repetitiva. Mas o que a The Ocean Revives (RJ) faz sai pela tangente do senso comum e toma um caminho bastante interessante. Com uma energia e uma presença de palco raramente vista em outras bandas, Charles Barreto (guitarra), Kevin Duarte (bateria), Rafael Carrilho (guitarra/vocal), Rodrigo Andrade (baixo), Rodrigo Nascimento (vocal) e Vic Corrêa (vocal) fazem um som que merece a atenção do fã do estilo. Com belas letras em português, vocais limpos e guturais se alterando de uma maneira muito agradável e uma produção de palco de dar inveja até em bandas com público grande, a banda agradou não só quem já conhecia (e que não era pouca gente, pela quantidade de pessoas cantando junto da banda) como também quem nunca tinha ouvido falar do som dos caras, como nós do RIFF que já estamos no aguardo de mais shows e mais material autorial dessa banda que tem um futuro muito interessante.

Penúltima banda da noite, a Âncora infelizmente teve pouquíssimo tempo para mostrar seu som. Mas deu pra perceber que o post-hardcore feito por Felipe Barboza (vocal) Brandon Antunes (guitarra) Rodrigo Macario (baixo) Johnny d’Avila (guitarra) e Marcos Eduardo (bateria) é original e tem uma pegada mais “tranquila” em relação às bandas anteriores. Destaque para a voz de Felipe, afinadíssimo e atingindo notas bem altas sem grandes dificuldades, e para Marcos, que sabe cadenciar muito bem o ritmo da banda.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Por fim, depois de uma espera de anos, o Gloria subiu ao palco para desfilar sucessos de todas as fases da banda. E, como era esperado, o público já estava ganho desde a primeira música. Fazendo um show tecnicamente perfeito, Mi (vocal) Elliot Reis (guitarra e vocal) Peres Kenji (guitarra) Thiago Abreu (baixo) e Leandro Ferreira (bateria) alternaram músicas dignas de mosh com baladas que fizeram um ou outro se emocionar. O quão alto o público cantou junto e de deixou conduzir por Mi, que parecia mais um maestro da multidão, impressionou bastante. Mostrou que os Guerreiros (pelo menos os do Rio de Janeiro) continuam firmes, fortes e sedentos por novos trabalhos da banda e torcendo para que a Gloria tenha uma vida longa pela frente.