Categoria: Artigo
BLINK-182 MAIS PUNK DO QUE NUNCA?



O rio está, aos poucos, voltando ao circuito de shows de grande porte internacionais. E, o show que vai ocorrer sexta (15/02) vai ser muito especial pra mim. Eu vou ter a oportunidade de assistir o Bush, uma das minhas bandas favoritas, 22 anos depois!!! No dia 12/11/1997, uma quarta feira, o Gustavinho estava de 13 anos estava perdendo a voz com Gavin Rossdale e cia. Muito provavelmente a minha memória vai me trair, mas eu acho que eles abriram aquele showzão com ” A Tendency to start fires”, e fecharam com “Little things”. Pelo que eu pude descobrir, eles ainda tocam “Little Things” nos shows.
Infos:
SÃO PAULO
Data: Quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019
Abertura dos portões: 19h30
Horário: 21h00 – Stone Temple Pilots
Local: Credicard Hall SP – Av. das Nações Unidas, 17.955 – Santo Amaro – São Paulo (SP)
Capacidade: 7.064 pessoas
Ingressos: de R$ 60 a R$ 600.
Classificação etária: De 15 a 17 anos: Permitida a entrada acompanhados dos pais ou responsáveis legais. De 18 anos em diante: Permitida a entrada desacompanhados.
Abertura da casa: 1h30 antes do espetáculo.
Acesso para deficientes
Ar-condicionado
Venda de ingressos no site: www.ticketsforfun.com.br
Venda a grupos: grupos@t4f.com.br
Estacionamento (terceirizado): R$ 60.
RIO DE JANEIRO
Data: Sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019
Abertura dos portões: 19h30
Horário: 21h00 – Stone Temple Pilots
Local: Km de Vantagens Hall RJ – Av. Ayrton Senna, 3000 – Shopping Via Parque – Barra da Tijuca
Capacidade: 7.758 pessoas.
Ingressos: De R$ 130 a R$ 590.
Classificação etária: De 15 a 17 anos: Permitida a entrada acompanhados dos pais ou responsáveis legais. De 18 anos em diante: Permitida a entrada desacompanhados.
Abertura da casa: 1h30 antes do espetáculo.
Acesso para deficientes
Ar-condicionado
Venda de ingressos no site: www.ticketsforfun.com.br
Venda a grupos: grupos@t4f.com.br
Estacionamento do Shopping: Moto: R$ 5,00 – preço único / Carro: Primeiras 5 horas: R$ 10,00. A partir da 5ª hora: R$ 2,50 – por hora ou fração.
BELO HORIZONTE
Data: Domingo, 17 de fevereiro de 2019
Local: Km de Vantagens Hall – Av. Nossa Sra. do Carmo, Belo Horizonte
Venda de ingressos no site: www.ticketsforfun.com.br
Venda a grupos: grupos@t4f.com.brP
Sério, não dá pra perder! E, caso você esteja em dúvida, vou listar aqui 5 músicas que com certeza estaram no show!
The Chemical Between us:
Everything Zen
The People that we love
Swallowed
Comedown
Por Alan Bonner (@bonnerzin)
A partir de hoje, toda sexta, o Canal RIFF trará a “Próxima da Fila”, uma coluna sobre os próximos grandes artistas/bandas nacionais. Na estreia, a banda mineira El Toro Fuerte.
O que leva uma banda independente e desconhecida até mesmo de parte do público de seu nicho a rodar boa parte do pais? Não há investimento de gravadora, apoio de selo, grana própria para investir e a tal “cena” se preocupa cada vez mais em falar mal de si mesma e menos em se ajudar. Alguém precisa bancar esse rolê em cada cidade, fornecendo estrutura para o show, teto, comida, cachê e um mínimo de orientação de como chegar e ir embora. Este alguém, portanto, precisa gostar do que essa banda faz e/ou de seus membros. Afinal, se tudo der errado, pelo menos vai ficar a satisfação de ter visto uma banda ou uma pessoa querida.

É na base do afeto que bandas como a El Toro Fuerte conseguem se manter logisticamente e desbravar a dor e a delícia de se fazer música no Brasil. Iniciada em Belo Horizonte no ano de 2015 e formada na época por Diego Soares (baixo/guitarra/voz), Gabriel Martins (bateria) e João Carvalho (baixo/guitarra/voz) a banda lançou seu debut “Um Tempo Lindo para Estar Vivo” em 2016, se tornando rapidamente uma das caras da estética multifacetada que, de forma bem humorada, foi denominada como rock triste. Rótulos a parte, a banda entregou um primeiro trabalho coeso e competente, apresentando sua identidade firmada no emo e no math rock e repleto de elementos experimentais e de música brasileira.

Os três anos que se passaram até o presente da banda trouxeram as glórias que um disco localmente aclamado pode proporcionar a uma banda independente: o primeiro show fora da cidade natal, a primeira casa cheia, a primeira invasão de palco pelos fãs. Logo vieram uma turnê no Nordeste, datas pelo Centro-Oeste e a coroação do primeiro disco no maior festival de música independente do país, o Bananada (GO) e a entrada de um novo membro, o jovem Fábio de Carvalho. O primeiro disco fez a banda rodar bastante, e logo era a hora de voltar para Belo Horizonte e começar a projetar o futuro da banda, o que significava um novo disco.
Essa volta foi um período complicado para os membros da Toro. Desentendimentos, perda de pessoas queridas, planejamentos que não deram certo e a pressão de gravar um disco no meio disso tudo. Mas, tal qual Frank Ocean, a banda fez valer a espera. No fim de janeiro de 2019, era vazado lançado o aguardado “Nossos Amigos e os Lugares que Visitamos”. Um disco que dá pra ver o suor escorrendo e a testa brilhosa só de ver a tracklist. São 13 músicas com uma duração total de quase uma hora. É trabalhoso (e caro!) fazer um disco deste tamanho em estúdio, com aluguel de piano, despesas e logística de gravação de videoclipe e das participações especiais, fora o trabalho e custo de mixagem e masterização (feitas brilhantemente por Fernando Bones e João Carvalho). E se ter uma banda hoje em dia é pensar como uma empresa, o NALV é um investimento daqueles de muito valor.

E a riqueza do disco é perceptível em cada uma de suas nuances. A incorporação de novas influências do pós-punk e do hip hop agregou ainda mais a sonoridade inventiva do agora quarteto. Os letristas da banda trazem temáticas diversas ao disco, mas que se conversam na questão do afeto, sempre ele. Desde a relação com uma pessoa que já foi muito importante e que atualmente não é mais, passando pelo sofrimento do fim de um relacionamento até declarações explícitas de amor aos amigos e parceiros. O afeto presente nas letras é cíclico, pois a banda o recebe de volta dos fãs, fiéis e barulhentos nos shows e nas redes sociais.
A entrada de Fábio de Carvalho como compositor da banda trouxe o seu estilo particular de composição e, de forma simbiótica, criou algo diferente do que artista e banda apresentavam em separado. Ouça “Aniversários São Difíceis” para entender. João Carvalho é responsável, como de costume, pelos momentos mais surpreendentes da obra, principalmente pelos elementos eletrônicos incorporados em suas canções. Ouça “Hidra” para entender. Diego Soares parece ter a fórmula de compor hits em seu nicho, e fez as canções que batem mais fácil no disco. Ouça “Santa Mônica” para entender. E as linhas de bateria de Gabriel Martins são o destaque maior em um disco que acertou em quase tudo que se propôs a entregar. Preste atenção no que esse rapaz, que já pode ser considerado um dos bateristas mais criativos do país, fez durante todo o disco.
“Nossos Amigos e os Lugares que Visitamos” é um disco dialeticamente denso e leve, em todos seus aspectos. Tem um fator de replay ilimitado pela diversidade de mensagens contidas nas letras e a complexidade dos arranjos, mas bem fácil de ouvir por e de se deixar levar pelas melodias carismáticas e pelas mensagens empáticas. Um disco pra ouvir por meses, até o fim do ano, onde ele será devidamente consagrado na lista dos melhores de 2019.
Ouça El Toro Fuerte
YouTube: https://www.youtube.com/channel/UCa-nHNsuYzMmaEsc8rn7kVA
Spotify: https://open.spotify.com/artist/2YElQs97LTX6gn5Td89FaQ
Bandcamp: https://eltorofuerte.bandcamp.com/
Deezer: https://www.deezer.com/br/artist/10094068
Siga El Toro Fuerte
Facebook: https://pt-br.facebook.com/ilfortetoro
Instagram: https://www.instagram.com/eltorof
Twitter: https://twitter.com/el_toro_fuerte
Por Alan Bonner | @bonnerzin
Os festivais de música tem se popularizado cada vez mais no nosso brasilzão, para a felicidade dos amantes de música. Os gigantes, como o Lollapalooza e o Rock in Rio, tem tido suas edições constantes há quase dez anos. Os grandes a nível regional, como o Bananada e o Coquetel Molotov, ganharam alcance, cobertura e importância a nível nacional. E os emergentes, como o Locomotiva e o CoMA, fizeram bonito em suas primeiras edições e se consolidaram no circuito. Ainda tivemos agradáveis surpresas, como a primeira edição do Queremos! Festival. Enfim, festival de qualidade não tem faltado país afora.
Dimensões e repercussões a parte, um fato tem sido comum a todos eles: a repetição de atrações. Você consegue citar algum festival desse ano que não teve Baiana System, Boogarins ou Scalene em seus lineups? Todas elas são bandas muito queridas e recomendadas pelo RIFF (vídeo sobre elas no canal não falta!), mas suas presenças constantes em festivais, especialmente os de nichos mais específicos, pode ser perigosa, tanto para a longevidade do festival quanto para as bandas. Afinal, vale a pena ver a mesma coisa todo ano no mesmo lugar?
Alguns festivais desse mês de novembro quebraram esse estigma e prometem ser os mais interessantes do ano, não só pelo ineditismo das atrações, como também por sua qualidade e variedade. São eles o Balaclava Festival, o Popload Fest e o Festival Música Quente. Dois deles (Quente e Balaclava) já rolaram e cumpriram as expectativas, mas o Popload promete chegar feito um cometa em São Paulo no feriado da República: rápido (dura um único dia), bonito (identidade visual incríveis, ótimo lineup e local bem escolhido) e raro (repleto de atrações inéditas ou quase inéditas por aqui).

O Popload jogou alto e trouxe logo a dona do melhor disco de música pop do ano passado para encabeçar sua festa. Lorde vem ao Brasil pela segunda vez para um show único graças a produção de Lúcio Ribeiro e companhia e promete arrastar boa parte do público, que irá ao festival graças a sua presença.

Depois do tiro certo, as surpresas inesperadas. De uma tacada só e no mesmo dia, três bandaças de estilos diferentes vão estrear em terras brasileiras e abrilhantar ainda mais o palco do Espaço das Américas. O At The Drive-In meio que tinha acabado, virou duas (ou mais) bandas e, do nada, se juntou novamente no ano passado para gravar um disco, o que resultou numa turnê mundial e em sua vinda á América do Sul pela primeira vez. A banda também passa por Rio de Janeiro (Circo Voador) e Porto Alegre (Bar Opinião), estes com produção da Queremos!.

O Death Cab For Cutie, banda icônica do indie/alternativo na década passada e tão esperada pelos fãs, também vem ao Brasil quando ninguém mais esperava. A banda está em turnê do seu último álbum, Thank You For Today, mas deve fazer um passeio pelos hits da carreira por se tratar de uma primeira (e por enquanto única) vez no Brasil.

Mais inesperado ainda é a presença do Blondie no lineup, quase 45 anos (!!!) depois de sua fundação. A banda liderada por Debbie Harry, a proprietária do rock novaiorquino, também vem para um único show no Brasil, mesmo com esse tempo todo sem aparecer por aqui.

Mais frequentes em terras brasileiras, os queridinhos do indie do MGMT fecham a escalação gringa trazendo pro Brasil a turnê do aclamadíssimo Little Dark Age, que entra na conversa de álbum do ano de 9 a cada 10 críticos musicais. A banda também dá uma passadinha pelo Rio na véspera do festival, em mais um ataque de oportunidade da Queremos!.

O festival também foi feliz na seleção da parte nacional do lineup, ao promover uma parceria coerente e inédita com Mallu Magalhães & Tim Bernardes, além de Letrux, outra artista que ocupou os palcos Brasil afora mas foi pouco lembrada na escalação dos principais festivais brasileiros.

As informações sobre o Popload Festival 2018 estão abaixo, mas já fica a dica: mesmo se você for de fora de São Paulo, aproveite o último feriadão do ano e vá! Uma vez que o cometa passa, você pode não estar vivo para vê-lo na próxima.
Site oficial: http://www.poploadfestival.com/
Ingressos: https://bit.ly/2RRD1GS






