Resenha: Raquel Reis e LaBaq @Antonieta Café

Por Tayane Sampaio

Em outubro (21), o Antonieta Café foi palco da oitava edição do Brasilia Sessions. O projeto, sempre preocupado com questões que vão além da realização de shows, abriu espaço para a discussão sobre o protagonismo feminino na indústria musical e contou com um line-up composto apenas por mulheres.

Às 18 horas, Eli Moura, Marcella Imparato e Larissa Nalini deram início à roda de conversa, que foi aberta ao público. O grupo discutiu questões que envolvem a presença da mulher na música, de maneira holística, e suas nuances. Apesar da gratuidade, poucas mulheres estiveram presentes nesse momento, o que só reforça a necessidade de se criar esses espaços para discussão e incentivar a participação da mulher no meio musical.

Quem abriu a noite foi a brasiliense Raquel Reis. Acompanhada de Gabriel Oliveira (guitarra), Zé Assumpção (baixo), Lucas Gemelli (acordeon) e Tom Suassuna (violino), Raquel apresentou, na íntegra, seu trabalho de estreia, Quitinete, que será lançado ainda este mês. Com arranjos especiais para o evento, Raquel mostrou sua versatilidade no palco. A musicista, que esbanja doçura e potência vocal, funciona muito bem sozinha, voz e violão, mas mostrou estar mais do que preparada para liderar uma banda no palco.

Raquel Reis  | Por Tayane Sampaio

Mesmo sem ter um álbum completo oficialmente lançado, a brasiliense já mostrou algumas das canções do álbum na internet e já fez vários shows, inclusive fora do Distrito Federal. Isso, atrelado à simpatia de Raquel, faz com que o público seja dinâmico e interativo. Um dos momentos mais especiais foi em “Casa”, que a galera cantou junto, antes mesmo de Raquel pedir.

A sintonia do grupo não ficou apenas no uniforme (todos estavam com blusas vermelhas). Raquel e banda fizeram um show muito bem pensado e que, sem dúvidas, aumentou a curiosidade de quem já acompanha o seu trabalho e está ansioso para ver o álbum de estreia lançado.

Raquel Reis | Por Tayane Sampaio

No segundo ato da noite, o palco foi ocupado apenas por uma pessoa, uma guitarra e alguns pedais. A incrível LaBaq preencheu o vazio do palco com suas melodias angelicais, que reverberaram por todo o ambiente.

LaBaq | Por Tayane Sampaio

Com apenas um álbum, VOA (2016), mas muita experiência na música, LaBaq consegue criar um universo particular em seu show. As músicas, que são uma combinação perfeita de leveza e força, funcionam melhor ainda ao vivo e envolvem o público em uma atmosfera emocionante, como em “Quiçá”, que você vê abaixo. A participação da plateia emocionou LaBaq e todos os presentes.

A musicista, além de se apresentar sozinha, gerencia todas as esferas de sua carreira e esse envolvimento da artista em todos os detalhes transparece em seu trabalho, criando uma identidade ímpar.

A oitava edição do Brasilia Sessions foi cheia de sorrisos e sentimentos à flor da pele, mas também foi cheia de questionamentos e perguntas ainda sem respostas. Fica a gratidão ao espaço (sempre) aberto a questões importantes para a evolução da cena musical da Cidade e a vontade de que as discussões criem desdobramentos e soluções para os problemas apresentados.

LaBaq | Por Tayane Sampaio

Você pode acompanhar as novidades do Brasilia Sessions clicando aqui. 

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