Resenha: Neck Deep @Teatro Odisséia

Por Natalia Salvador

A mini-tour dos ingleses do Neck Deep era apenas o fim de uma grande aventura de meses pelo mundo! The Peace and The Panic Tour foi a promoção do terceiro disco da banda e que repercutiu muito bem entre o público. Mas mesmo depois de tanto tempo viajando e longe de casa a primeira passagem do grupo pela América do Sul não poderia ser assim tão tranquila. O público brasileiro pediu muito por esses meninos e fez valer cada mensagem de “Please, come to Brazil” valer a pena. A primeira parada no Brasil foi na cidade do Rio de Janeiro: uma quinta-feira, bem no coração da Lapa, era quase um aviso de que a temperatura ia subir – literalmente!

A banda escolhida para acompanhar os ingleses pelo país foi a Dinamite Club. O pop punk dos paulistanos já é conhecido por aqui e, por isso, a casa já estava cheia quando eles subiram ao palco. O setlist contemplou músicas dos CDs Tiro&Queda, de 2013, e Nós Somos Tudo o Que Temos, de 2017. O som bem energético foi responsável por aquecer o público que entrava na casa. O Teatro Odisséia é famoso no cenário independente da cidade maravilhosa. Mas, apesar do fit com a platéia, a ansiedade pelos grandes nomes da noite era nítida!

 

Com a casa quase lotada, o Neck Deep entrou no palco fazendo barulho e é claro que os cariocas acompanharam em plenos pulmões. Com um repertório que contemplou 3 dos 4 CDs dos meninos do País de Gales, o Teatro Odisséia parecia um só corpo e uma só voz. Happy Judgement Day, Lime St, Gold Steps e Motion Sickness foram as escolhidas para abrir a noite. E da primeira à última música foi impossível olhar para a platéia e não se contagiar com a energia. Era mosh, todos pulando e cantando juntos! Uma verdadeira festa.

O burburinho era tanto próximo ao palco que uma fã pediu ao vocalista, Ben Barlow, para que as pessoas dessem um pouco mais de espaço e a resposta dele não foi bem o que ela esperava. Ben deu para a fã um conselho: “Se você que um pouco mais de espaço, eu sugiro que você vá lá para trás. Se você quiser ficar aqui eu quero que você curta e sinta esse momento, ok?”. Ela aceitou o desafio e levou até o fim, guerreira! O calor na casa era tanto que as paredes suavam, as lentes das câmeras e óculos estavam embaçadas. Que tiro foi esse, Neck Deep?

Claro que Parachute, In Bloom, December e Part Of Me não ficaram de fora do setlist. Mesmo depois da banda afirmar que tinha finalizado o show, eles voltaram para o bis com Can’t Kick Up The Roots e Where Do We Go When We Go. E não teve uma música que não foi acompanhada em alto e bom som! Se a intenção do público carioca era provar que o Brasil nunca deve ser esquecido pelas bandas gringas, eu diria que o evento foi realizado com muito sucesso! Os ingleses do Neck Deep prometeram não demorar tanto tempo para voltar e a gente acreditou, tá pessoal?!

E como em toda primeira vinda ao Brasil, nós do Canal RIFF não podíamos perder a oportunidade de bater um papo exclusivo com os caras. Além disso, fizemos eles provarem algumas comidinhas bem brasileiras! Vocês chutam alguma? Fica ligado nas nossas redes sociais que já já sai a entrevista completa.

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Entrevista: Supercombo e um pouco mais sobre a Session da Tarde

Texto por Camila Borges / Foto por Stefano Loscalzo

Um show com cara de sala de estar: poucos instrumentos, tapetes e um som acústico. É nessa toada que a Supercombo apresenta sua mais nova turnê, Session da Tarde, pelo Rio Grande do Sul este fim de semana, passando pelas cidades de Santa Cruz do Sul, Canoas e Gravataí, nos dias 13, 14 e 15 (hoje, amanhã e domingo) respectivamente.

Inspirado na websérie também chamada Session da Tarde, lançada pela banda ano passado em seu canal no YouTube (supercomborock, +725 mil inscritos), o novo show traz a Supercombo para mais perto do público, valorizando um repertório recheado de hits e canções queridas pelos fãs, valorizando palcos e espaços mais intimistas, como teatros e casas de shows mais acolhedoras.
Apresentando um convidado especial em cada episódio, a Session da Tarde renovou o repertório autoral da Supercombo ao permitir essa fusão de diferentes sonoridades ao já característico pop rock da banda.

Aproveitando que a turnê está passando pelo sul nós entrevistamos por telefone o Pedro Ramos (mais conhecido como Toledo),  onde ele conta um pouco mais sobre a Session e os próximos passos da banda.

Canal Riff: Vocês começaram com a turnê Session da tarde agora em 2018 (vários episódios já foram lançados em 2017), como tem sido a recepção dos fãs?

Pedro Ramos: É muito massa fazer esse tipo de show mais intimista. A gente tava super acostumado a tocar em palcos grandes, cheio de luzes, isso dá uma afastada do público. Então é legal fazer a música de uma maneira mais crua (violão e voz) e a galera cantando bastante.

Uma das cidades por onde a turnê vai passar é Gravataí (cidade natal do Toledo), você já tocou com a banda por lá? Ansioso por tocar lá?

Não, é a primeira vez. Estou é com muita vontade de comer xis.

A banda interage muito com os fãs nas redes sócias, nos shows. Como é essa troca?

É muito massa. A gente sempre tenta atender a galera depois dos shows. A gente gosta da troca de ideias, das histórias que eles compartilham por causa das músicas.

Agora em 2018 volta a segunda fase da Session da Tarde, quando vão começar a disponibilizar?

Recomeça dia 4/5 e serão 10 músicas.

De todos os artistas que participaram da Session da Tarde até agora, algum ficou de fora?

Nós temos 41, 42 episódios gravados, e ainda tem uns 15 considerando a discografia atual da banda. A ideia é gravar a discografia inteira de forma acústica e diferente pra lançar no Youtube. A gente tá aguardando os 15 últimos pra chamar algumas pessoas diferentes.

Você entrou na banda em 2013, o que mudou no Toledo de lá para 2018?

A maior diferença foi mesmo a mudança de estado. Eu morava no sul, em Gravataí, e quando entrei pra banda me mudei pra são Paulo. Eu tinha a Tópaz que tocava bastante no sul e era uma vida paralela, nada a ver com a de hoje que é 100% música desde que eu vim pra cá.

A turnê Session da Tarde vai ser paralela com a do Rógerio?

Nós estamos fazendo as duas paralelas, e o melhor é que a Session é um show menos complexo, pouca luz, não tem telão. A gente tá sem baterista no momento e na turnê do Rogério a gente sempre tem que contratar um. Já na Session não, somos nós quatro comigo na bateria. É mais fácil pois dá pra chegar em lugares que a gente não chegaria com a turnê do Rogério devido a estrutura, como por exemplo Santa Cruz do Sul, Canoas e Gravataí.

E os próximos passos da banda, projetos, pode contar um pouquinho?

A gente atualmente tá compondo o álbum novo, vamos até Vitória ainda esse mês pra finalizar o disco. Vai ser bem massa e tem umas surpresas bem legais pro fim do ano. A partir daí a gente vai começar a planejar esse novo lançamento nos próximos meses, mas até agosto o foco vai ser a Session da Tarde e no nosso canal no Youtube onde vai rolar direto.

 

Supercombo em Santa Cruz do Sul (RS)
data: 13 de Abril (sexta-feira)
horário: 23h
local: Legend Pub – R. Borges de Medeiros, 246, Centro
ingressos: R$ 30 antecipados
aqui ou R$ 40 na porta
classificação etária: 18 anos

Supercombo em Canoas (RS)
data: 14 de Abril (sábado)
horário: 19h
local: Sesc Canoas – R. Guilherme Schell, 5340, Centro
ingressos: R$ 30 (meia) e R$ 60 (inteira) – compra antecipada
aqui
classificação etária: 14 anos

Supercombo em Gravataí (RS)
data: 15 de Abril (domingo)
horário: 20h
local: Sesc Gravataí – R. Anápio Gomes, 1241, Passo das Pedras
ingressos: R$ 30 (meia) e R$ 60 (inteira) – compra antecipada
aqui
classificação etária: 14 anos

 

O Underoath ousou, mas (infelizmente) não deu muito certo

Por Felipe Ernani

Underoath sempre foi daquelas bandas com fãs extremamente fiéis. Em todos os sentidos: começou e acabou como uma banda gospel, falando explicitamente sobre religião em quase todas as suas letras; apesar disso, o público-alvo nunca se resumiu a esse nicho e a banda conquistou uma legião de fãs fanáticos.

Em 2015, depois de dois anos em hiato, o UØ voltou à atividade, mas apenas para shows. No entanto, o inevitável aconteceu: em fevereiro de 2018, anunciaram que lançariam um novo álbum. A obra em questão, Erase Me, foi lançada no dia 06 de abril.

Mas já no lançamento do primeiro single, a excelente “On My Teeth”, o disco (e a banda) começou a se rodear de polêmicas. Logo no primeiro verso, aparece a frase “I’m not your fucking prey” e, pela primeira vez na carreira da banda, lançavam uma música com o selo explícito. Isso foi motivo para os fãs fiéis (os religiosos, nesse caso) se revoltarem com o direcionamento da banda  —  no Twitter, o baterista Aaron Gillespie os respondeu dizendo basicamente que “com o tanto de coisa errada no mundo, essa deveria ser a menor preocupação de vocês”.

Mas não parou por aí. Algum tempo depois, entrevistas com a banda mostravam claramente que os membros (especialmente Spencer) estavam cada vez mais afastados da religião e a letra de “On My Teeth” passava a fazer cada vez mais sentido. Após a divulgação da capa do disco, uma estátua quebrada de um anjo, o hype se tornou real.

Mas, nessa expectativa do que seria talvez um disco cheio de sentimentos mais mundanos, cheio de raiva e rancor com a fé, o novo trabalho do Underoath decepciona.

“On My Teeth” é a única faixa que traz à tona as características caóticas e belas que sempre fizeram parte do Underoath. Existem alguns outros bons momentos: “No Frame” e “In Motion” são músicas interessantes   ou pelo menos com trechos interessantes. De resto, o disco soa como um lançamento genérico da Fearless Records misturado com um pouco do Sleepwave  —  o projeto solo do vocalista durante o hiato do  UØ  —  enquanto a banda tenta dar o mesmo “passo à frente” que o Bring Me the Horizon deu anos atrás pra se afastar do metalcore.

O Underoath realmente não teve medo de arriscar, tanto nos temas abordados quanto na musicalidade. A ousadia de se afastar da temática religiosa sem medo da reação do público é louvável. Porém, musicalmente, o disco perdeu a sonoridade inexplicavelmente única da banda e se tornou, infelizmente, mais um álbum genérico em meio a tantos outros do gênero.

Resenha: Lulu Santos @Vivo Rio

Por Laura Tardin (texto e fotos)

Hoje é noite de Lulu

Noite boa, casa cheia. Aliás, o sold out foi decretado dias antes – já não havia ingressos disponíveis para sábado desde a semana anterior. Pudera. Lulu Santos é (e foi, e vai continuar sendo) um dos grandes artistas pop do Brasil, consagrado por décadas de hits e sucessos que embalam casais, gerações e novelas.

A turnê “Canta Lulu” teve início no Vivo Rio, nos dias 6 e 7 de abril, e ainda passa por Porto Alegre no 21 e São Paulo no 5 de maio. Talvez a data dupla no RJ se deva ao fato de o artista ser carioca e, aos 64 anos, estar longe de perder o swing de quem canta que vai pra Califórnia.

Apresentando-se para uma plateia de perfil mais adulto, a qual mais da metade do público presente estava disposto sentado às mesas, eu achei que era a pessoa mais nova presente – opa, vi um menino de uns nove anos com o pai. Moleque bom -, num grande mar de grupos de amigos de trinta, quarenta ou cinquenta anos que levantava os celulares para filmar as músicas (ou filmar a eles próprios recitando cada palavra das canções – One Direction que se cuide).

No repertório, quase trinta músicas que fizeram nossas vidas, tipo “Toda Forma de Amor” e “Aviso aos Navegantes”. Também teve muita faixa da Rita Lee (ô seu Lulu, queria saber o motivo!), tipo “Desculpe o Auê”.

Foi em 1995 que “Assim Caminha a Humanidade” era a faixa de abertura da Malhação. Lulu tem outros vários sucessos, como “Apenas mais uma de Amor” e “Um Certo Alguém”. Aliás, parece de propósito que ele fale tanto de amor… “Sou flagelado da paixão, retirante do amor, desempregado do coração” (“Tudo Azul”): qual melhor jeito de ser sucesso de rádio?

Lulu, além de romântico, se importa com acessibilidade. Foi o primeiro show que eu vi com tradutora de libras. A moça (moça, queria saber seu nome, você é tão elementar quanto próprio Lulu) ficou dançando e interpretando as quase duas horas de show.

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No pré-bis, rolou um medley de “Sereia/Califórnia/Onda”, clássica. Mas minha grande música favorita dele é “Tempos Modernos”, onde Lulu vê um novo começo de era, de gente fina, elegante e sincera. Só faltou dizer aquele “Fora Temer”, Lulu!

[Lançamento] Felipe Vaz traz a melancolia de seu novo single “À Mercê”

Por Alan Bonner

Após seu EP de estreia Registro do Ócio e do single Dança, o cantautor Felipe Vaz, de apenas 19 anos, traz o segundo e último trabalho antes do lançamento de seu primeiro álbum. Trata-se de À Mercê, música de autoria do próprio Felipe com produção de Julio Victor, do nosso canal vizinho Tá Na Capa e da one man band Sasha Gray as Wife. O lançamento é pela Valente Records, selo que tem se destacado na produção de artistas independentes e eventos culturais na baixada fluminense.

No single, Felipe demonstra algumas das faces do seu caminho trilhado até aqui na música. O dedilhado de seu violão, junto de sua voz suave, trazem um pop/indie folk cantado em português de muito bom gosto e raro de se ver por aqui. As camadas do arranjo vão sendo adicionadas aos poucos, e a música vai crescendo de uma maneira intensa e envolvente com o uso de guitarra, bateria e até mesmo um violino. Vaz traz na letra, de forma sensível, o libertar de um amor oportunista e o conflito que as boas lembranças da relação trazem ao eu-lírico.

À Mercê está disponível nos perfis digitais de Felipe Vaz:

– COMPRE
Google Play: https://t.co/Vr4izu39s6

– OUÇA
Spotify: https://t.co/B7q5ss0WGv
Deezer: https://t.co/VHIVKxWTmu
Bandcamp: https://t.co/RjZLQxDl5U
YouTube: https://t.co/KhbEKbJqvR
Soundcloud: https://t.co/fPikbpgc5h

– BAIXE
MediaFire: https://t.co/faT372LRk4

Ouça também pelo Bandcamp da Valente Records:

https://valenterecords.bandcamp.com/album/merc

Por que eu chorei com o Radiohead?

Por Gustavo Chagas

Que o Radiohead vem ao Brasil na turnê do seu ultimo album A Moon Shaped Pool, você já sabe. Que eles são uma das maiores bandas do mundo, voce também já sabe. E, que as datas dos shows no Brasil são: 20/04, na Jeunesse Arena (Rio), e 22/04 no Allianz Parque (SP), você também ja sabe.

Mas o que provavelmente você ainda não sabe, é que assistir a um show do Radiohead é uma das experiências mais imersivas, emocionantes, lindas e inesquecíveis que você tera em qualquer outro show que você possa ir.

Momento honestão do texto: Eu nunca fui o maior fã de Radiohead da vida e, quando eles vieram aqui em 2009, o que me fez ir aos shows, foi a oportunidade de assistir a mais uma apresentação do Los Hermanos. Sou desses. Mas, ainda bem que eu fui!

Aquele começo com 15 Steps, é, até hoje, uma das coisas mais marcantes e emocionantes que eu ja tive a oportunidade de presenciar em um show. Eu não conhecia a musica, mas isso não impediu que eu ficasse arrepiado e começasse a chorar. Por que eu chorei? Não faço a menor ideia ate hoje. Mas é isso que faz um show do Radiohead ser tão marcante.

A sucessão de hits que veio logo após foi arrebatadora! There There, Karma Police, No surprises. Sério, é transcendental! Mesmo sem conhecer a maioria das músicas, o show foi me emocionando cada vez a medida que ele ia acontecendo.

Eu já fui a muito show desde entao. Muitos. E, ate hoje, esse show se mantém no top 3 de melhores que eu já assisti.

Sério, vá ao show! Vai na minha!

Ps.: Ainda vai ter na abertura, Junun e FLYING LOTUS. Deixa só eu repetir aqui rapidinho: FLYING LOTUS!!! De nada.

Os holandeses do Pestilence vão destruir o Rio de Janeiro!

Neste domingo, 8 de abril, a Lapa vai ficar barulhenta!!! O mítico La Esquina recebe o inédito e aguardado show da lenda do death metal, os holandeses do Pestilence!

Além das músicas do último CD, o “Hadeon”, o Pestilence vai tocar todos os clássicos dos mais de 32 anos de carreira!
A abertura da noite ficará a cargo da revelação carioca Dark Tower e, dos belgas do Carnation!

Infos:

Pestilence dia 8 de abril no Rio de Janeiro
Evento no FB: https://www.facebook.com/events/1678760742154898
Bandas de abertura: Carnation (Bélgica) e Dark Tower (Brasil)
Data: 8 de abril de 2018 (domingo)
Horário: a partir das 18h
DarkTower: 18h30
Carnation: 19h30
Pestilence: 20h30
Local: La Esquina
Endereço: Avenida Mem de Sá, 61 – Lapa/RJ
Ingresso: R$ 70 (+ R$ 7 de taxa)

2º lote promocional online: http://bit.ly/Pestilence-RJ
Ingresso físico, R$ 70 (sem taxa), 2º lote Catete – Sempre Música Discos: Rua Correira Dutra, 99 – sobreloja 216 (somente dinheiro) Niterói – Kasamata: rua da Conceição, 101, SL 55 (somente dinheiro) Méier – Inside Rock: avenida Amaro Cavalcanti, 157 (dinheiro e cartão) Loja Rock n Roll: Via Parque shopping (somente dinheiro)

Na hora: R$ 90 meia, com entrega de 1 quilo de alimento não perecível, e R$ 180 a inteira
Classificação: 18 anos
Informações: contato@headbangermind.com

Belga lança o videoclipe de Âmbar

Por Camila Borges

A Belga lança hoje, o novo videoclipe ÂMBAR. A faixa, que leva o mesmo nome do álbum, representa a nova identidade da banda, que aposta no som mais pop para as novas etapas da carreira. A banda espera com o lançamento atingir um público diferente do que já o acompanha.


Banda brasiliense formada por Gabriel Foster (guitarra e vocal), Igor Nolasco (baixo), Matheus Leadebal (bateria) e Gabriel Bertulli (guitarra). A banda vem desde 2013 trazendo suas canções, melodias e instrumental cativante, que animam qualquer pessoa que os ouve.

O clipe, produzido pelos próprios integrantes da banda, junta elementos visuais e sonoros que se complementam. As luzes, cores e efeitos utilizados, são referência para a Belga também na hora de compor e produzir as canções em seu próprio estúdio. O pintor e surrealista belga René Magritte é homenageado no vídeo com referência ao seu trabalho. As obras “Os Amantes” e “O Filho Do Homem” foram as escolhidas para esta homenagem.
O denominado “Âmbar EP” carregas novas histórias, dessa vez com mensagens mais positivas, de maneira madura e marcante. Com um conceito bem estruturado, a banda encontrou sua identidade em meio à quantidade de referências que os integrantes agregam ao som. Com o instrumental dançante e letra que marca a quem ouve, esse novo trabalho se destaca pela novidade apresentada pelo grupo.

Por que não respeitamos o funk?

Por Felipe Ernani

Nos anos mais recentes, o funk brasileiro se estabeleceu de vez como a música das pistas de dança pelo Brasil todo. Hoje, faz sucesso tanto nas festas de onde se originou — os famosos bailes funks — quanto entre as celebridades e alta sociedade do país.

Mas, ainda assim, perdura a marginalização do gênero e o preconceito com os artistas deste. Algumas pessoas ainda insistem em agir como se só ouvissem funk de forma irônica. Outros ouvem e gostam, “mas só em festa”. Respeitar o gênero ainda é muito difícil. Por quê?

Pouco a pouco, os argumentos vão caindo. Não por boa vontade do público que é contra ele, mas porque os artistas têm se esforçado e investido cada vez mais e o resultado é palpável.

O funk deixou de ser música (exclusivamente) da favela. Passou a ser um patrimônio cultural brasileiro exportado para outros países — claro que o primeiro exemplo que vem à cabeça é o de Anitta, que desde o início da carreira sempre exaltou a cultura do funk e recentemente o exportou (de forma mais compreensiva para o exterior) com “Vai Malandra”.

Mas não é só a Anitta. Mesmo dentro do Brasil, cada vez mais artistas são influenciados diretamente pelo funk carioca. O BRAZA, banda formada por 3 dos 4 integrantes do extinto Forfun, tem influências claríssimas do gênero que serão expostas para o Brasil e o mundo quando a banda subir no palco do Lollapalooza, no domingo (25). E o próprio Forfun, no seu disco de despedida, Nu (2014), não apenas se mostrou influenciado pelo funk como o homenageou e falou sobre ele na música “O Baile Não Vai Morrer.

Um dos principais argumentos de quem se posicionava contra essa cultura era a “falta de qualidade” nas músicas produzidas. Aí, recentemente, aparece o MC Fioti com “Bum Bum Tam Tam, usando um sample da “Partita em Lá Menor de Bach em cima de um beat e transformando uma das melodias mais “requintadas” da música em uma “flauta envolvente”. Ou o MC Livinho, que era violinista de igreja, e hoje em dia compõe músicas extremamente melódicas e ricas em detalhes como “Fazer Falta. Ou até mesmo o MC G15, que no seu hit “Deu Onda” faz uma quebra de melodia e harmonia que é pouquíssimo usada na música pop.

Não à toa, MC Fioti foi mais um que exportou sua canção. “Bum Bum Tam Tam” recentemente ganhou versão internacional com participações de nomes estrangeiros conhecidos, como Future e J Balvin.

E não são só as músicas: recentemente, uma amiga que está em Portugal mandou uma foto de um cartaz mostrando que o MC Kevinho vai se apresentar por lá em breve. Kevinho, inclusive, é um dos nomes que mais ajudou nessa “explosão” do funk.

O garoto de Campinas teve seu primeiro hit com “Tumbalatum” e esperava-se que, como a grande maioria dos outros MCs, o sucesso seria passageiro. Mas ele (e sua equipe) soube se estabelecer e lançar hit após hit: “Olha a Explosão”, “Encaixa”, “O Grave Bater”, “Rabiola”…

E, parando pra analisar, todos os hits de Kevinho seguem uma fórmula parecida; no entanto, todos têm detalhes que os diferenciam, mesclam o funk com algum ritmo diferente, trazem alguma participação de um artista de outro nicho, usam algum instrumento que não é da linguagem comum do funk, e isso transforma cada uma dessas músicas em muito mais do que só uma melodia grudenta.

Mas agora chegamos no ponto crucial do começo do texto: com tudo isso, por que o funk ainda é marginalizado e ainda sofre preconceito no Brasil, se até fora do país o ritmo já é aceito e amado?

A resposta não está tão longe. O “brasileiro médio” — nesse caso, o público não marginalizado — não consegue aceitar a fluidez dos movimentos artísticos. Não consegue ficar em paz sabendo que o seu amado rock e a sua querida MPB estão ficando obsoletos e cedendo espaço para o funk, para o rap/hip hop, e para os gêneros que buscam a cada dia se inovar mais. Mais do que isso, não entendem que a função da música não é eleger o melhor guitarrista do mundo, é fazer o ouvinte sentir algo, e isso o funk tem feito muito bem. Há muito a aprender com o funk brasileiro, e quem se recusa a aceitá-lo só vai ficando cada vez mais atrasado.

OBRIGADA, VENTRE!

Por Tayane Sampaio

Outro dia eu estava reclamando da dificuldade que as pessoas têm em encerrar ciclos e colocar um ponto final nas coisas; hoje, estou aqui com dificuldade de aceitar o fim de um ciclo que nem é meu. A vida é mesmo um paradoxo.

Nessa sexta-feira (23), os cariocas da Ventre anunciaram que a banda entrará em hiato. Assim, às vésperas de um show no Lollapalooza, que é considerado, por grande parte das pessoas, o auge da carreira de um músico independente.

Para acalentar os corações partidos, o trio lançará, em breve, um EP. As duas últimas faixas, “Pulmão” e “Alfinete”, você já pode escutar abaixo. Amanhã, quem estiver no palco Onix, às 11h50, poderá escutar, pela primeira vez, as quatro músicas novas ao vivo.

A Ventre, formada por Larissa Conforto (bateria e voz), Hugo Noguchi (baixo) e Gabriel Ventura (voz e guitarra), sempre foi fora da curva, tanto no som, quanto na trajetória. É muito difícil uma banda conseguir tanto em tão pouco tempo. Com apenas um álbum de estúdio, Ventre (2015), o trio ganhou os ouvidos e o coração de milhares de fãs; são mais de 22 mil ouvintes mensais só no Spotify. Eles viraram uma referência na cena nacional, são inspiração para muitas bandas. Fizeram (muitos) shows em vários estados do Brasil e foram atração em importantes palcos do circuito brasileiro de festivais. É muito difícil você encontrar alguém que não goste da banda, eles são quase unanimidade.

Apesar da tristeza pelo hiato, ainda consigo enxergar poesia nesse “até logo” do grupo. Como freiar quando se está caminhando pra frente e a passos largos? Como interromper a viagem rumo ao sucesso quando esse é o caminho que muita gente quer, mas não consegue? Na música, um universo que é uma constante batalha de egos, tomar uma atitude dessas chega a ser louvável.

Fica o sentimento de gratidão. Por ter tido a chance de ver vários shows do grupo, aquele show enérgico e que emana uma força transformadora pra quem está na plateia. Pelas músicas, que são o Yin Yang em forma sonora: têm uma delicadeza que nos afaga e uma agressividade que nos desperta. Gratidão pelo posicionamento político e social da banda, que sempre usou os shows como um espaço de conversa com o público. Os discursos da Larissa sobre o respeito à mulher são importantíssimos e eu tenho certeza que eles foram o pontapé inicial para a mudança de algumas pessoas.

Mas, como disse a própria banda, o fim é só mais um começo. Espero que não demore muito até a próxima oportunidade de ver a Ventre brilhando em um palco.

Obrigada, Ventre!

Foto: Hannah Carvalho

O seu canal de música!