A banda mais injustiçada do Brasil é a Fresno?

Canal RIFF lançou na última quarta-feira (26) o seu 15º episódio do programa É Bom. Diferente das edições anteriores, desta vez a própria banda escolhida como tema participou da gravação: a Fresno.

As entrevistas aconteceram no final de junho, quando a banda veio ao Rio de Janeiro para divulgar o seu novo CD/DVD ‘Fresno 15 anos Ao Vivo’. Os integrantes Lucas Silveira (guitarra e voz), Gustavo ‘Vavo’ Mantovani (guitarra), Mário Camelo (teclado) e Thiago Guerra (bateria) responderam a clássica indagação do quadro: Por que a banda é boa?

Normalmente quem justifica (e defende) os artistas são os apresentadores do programa, Guilherme Schneider e Gustavo Chagas. Por sinal foi justamente o É Bom o quadro precursor do RIFF, em 2012. De lá para cá o É Bom já falou de artistas muito criticados por parte do público, como Latino, Justin Bieber, Calypso, Restart ou Avenged Sevenfold.

Confira o É Bom da banda Fresno:

Inscreva-se no Canal RIFF: https://goo.gl/6jw7zT

RESENHA: Kita e Jay Vaquer em uma noite de ‘porradaria frenética’

Por Amy Stargher

Com ingressos quase esgotados, a banda Kita e o cantor Jay Vaquer quebraram tudo neste último sábado, 22 de agosto, no Teatro Rival, Rio de Janeiro.

A abertura ficou por conta da Kita, que há alguns meses estava entre os 12 melhores do programa Superstar, da Rede Globo.

Entraram pontualmente e conquistaram o público com um setlist de 10 músicas, todas em inglês. A vocalista Sabrina Sanm, que veio de uma carreira solo notável, com clipes na tv e muitas visualizações no YouTube, continua cantando como ninguém, com uma voz potente, um inglês impecável e afinadíssima, além de saber usar muito bem sua feminilidade e seu charme oriental.

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Fotos: Lu Gomes

Quando olhamos para Kita no palco, damos de cara com uma banda muito possivelmente gringa, não só pelas composições em inglês, mas também pela mistura do rock com eletrônico, não tão esperado vindo de bandas brasileiras, e pela postura e vestimenta dos integrantes, que trazem um ar dark e sóbrio, condizente com o tipo de música que apresentam. O show foi corrido, sem muitas palavras, mas ainda assim o público aplaudia bastante e parecia muito interessado, o que é glorioso para uma banda de abertura.

Além das faixas que já contam com videoclipes belíssimos, e uma estética sempre muito caprichada, como “Twisted Complicated World”, “Feel it” e “You”, também pudemos apreciar três novas, entre elas “Uninspired”, que contou com a participação do tão esperado da noite Jay Vaquer, também parceiro de composição.

Depois de muitos aplausos e assobios, Kita sai com maestria do palco do Teatro Rival, e em questão de poucos minutos entra Jay Vaquer!

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Fotos: Lu Gomes

Começando o show com “Mondo Muderno”, uma banda para lá de afiada e cheia de gás, de cara entendemos o nome escolhido para o show: porradaria frenética!

Com poucas pausas, aguentamos o fôlego por mais algumas músicas até entrar uma das participações especiais da noite, sendo a primeira delas, a banda carioca Planar, que teve espaço para apresentar duas de suas composições. Uma delas foi “Trens”, com Jay Vaquer de volta ao palco. Depois foi a vez do cantor William, da banda Jamz, mostrar a voz fazendo um divertido dueto com Jay em “A Falta Que A Falta Faz”, onde arriscou notas altas e arrancou gritos da plateia.

Jay, como sempre, foi muito carismático e caloroso com o público, trocando ideia sobre alguns itens da sua carreira e trazendo novidades que estão por vir.

Algumas músicas merecem destaque por terem ganhado uma nova versão na execução ao vivo: “Assim, de repente”, “Idade Se Eu Quiser”, “Você Não Me Conhece” e “Pode Agradecer”. Essa roupagem é equivalente à força que a banda trouxe para esse formato de show mais “pesado”. Músicas que no disco contaram com piano, violino e tudo mais, precisaram ser repensadas nesta simples (e energética!) formação com uma guitarra, baixo e bateria. E deu muito certo! Além de ser uma forma interessante de apresentar uma nova leitura para canções antigas.

Não poderia deixar de mencionar também o talento – além da belíssima voz – que Jay leva ao palco… Um cantor extremamente expressivo, que sabe interpretar o que canta, não somente com as palavras, mas em toda a sua interação, se transformando em personagens de suas próprias criações.

Por fim, o show terminou com a crônica “Formidável Mundo Cão”, e mais algumas músicas cantadas a capella a pedidos de um público insaciável, apesar de terem vivenciado um show totalmente ‘para frente’ e tão formidável quanto a mente brilhante de Jay Vaquer.

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Set List – Kita:

  1. The only one
  2. Prey
  3. To the bone
  4. You
  5. Feel it
  6. Uninspired (participação Jay Vaquer)
  7. No regrets
  8. Nature’s own desire
  9. Realize
  10. Twisted Complicated World

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Set List – Jay Vaquer:

  1. Mondo Muderno
  2. Longe aqui
  3. Cotidiano de um Casal Feliz
  4. Assim, de repente
  5. Na próxima vez
  6. Idade se Eu quiser
  7. Abismo
  8. A Falta que a Falta Faz (part. Jamz)
  9. Estrela de um Céu Nublado (part. Sabrina Sanm)
  10. Meu melhor Inimigo
  11. Pode Agradecer
  12. Você Não Me Conhece
  13. Breve Conto do Velho Babão
  14. Ah, Mas Bem Que Você Gosta
  15. Formidável Mundo Cão
    – Algumas músicas a capella:
  • Aquela Música
  • Tal do Amor
  • Impressões

Organize-se: O Canal RIFF agora também tem agenda de shows!

O novo site do Canal RIFF agora conta com uma novidade: uma agenda dos shows que nós recomendamos! É mais uma forma de você se organizar e não perder shows promissores.

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Foto: Gustavo Chagas

Inicialmente a aba da agenda de shows mostra os eventos no Rio de Janeiro, nossa cidade – salvo algumas exceções.

Porém, se você, artista ou produtor, quiser indicar o seu evento, não pense duas vezes: mande um email com o título ‘Agenda Canal RIFF’ para contato@canalriff.com – que nós divulgaremos com prazer.

Confira a agenda de shows até dezembro – sério, tem MUITA banda boa até lá: https://canalriff.com/agenda-de-shows/

PLAYLIST: Para entender Rogério Skylab

Rogério Skylab é sem dúvidas um dos nomes mais criativos e interessantes do underground brasileiro. Seus dez álbuns da série Skylab (já encerrada) têm verdadeiros novos-clássicos do  Matador de Passarinho, Fátima Bernardes Experiência, Moto-Serra ou Derrame.

Rogerio Skylab

Fotos: Alexandre Rezende

São letras que provocam, tiram do lugar comum, com uma carga de humor-negro sensacional – mesmo que indireto, já que a obra dele merece ser encarada com toda a seriedade. E a sonoridade viaja do rock (numa vertente experimental) ao samba, com uma naturalidade incomum.

Infelizmente nem todos álbuns estão ainda no Spotify. Mas, o Canal RIFF  preparou uma playlist com o que há de mais essencial lá. São algumas faixas para você entender um pouco de Skylab. Entre elas a inquietante O Corvo, a bela Chove chuva na minha cabeça, a alegre Zumbi é gay, ou a porrada Todo mundo mora mal.

Caso você ainda não conhece o trabalho desse carioca – que completa 59 anos no mês que vem – a hora é essa!

Ouça e inscreva-se na playlist: 
https://goo.gl/QOS0pt

Perfil do RIFF no Spotify com outras listas: https://open.spotify.com/user/canalriff
S
ite do Rogério Skylab: 
http://www.rogerioskylab.com.br/

Desafio de tag é a novidade da semana no Canal RIFF

Essa semana a equipe do Canal RIFF decidiu aderir a sua primeira tag. Como não poderia ser diferente para um site sobre música, o tema foi a ‘Grande Tag Musical‘, que já repercute há alguns meses no YouTube.

No vídeo, os apresentadores Bruno Menezes, Guilherme Schneider e Gustavo Chagas comentam suas listas de favoritos – em um formato inédito (ao menos no canal) de competição contra o tempo. Um minuto para que cada um respondesse (ou tentasse) um total de 15 perguntas sobre preferências musicais.

Mas, afinal, o que é uma tag de YouTube? Basicamente as tags funcionam como ‘correntes’ na internet. Um youtuber propõe um tema (como por exemplo a ‘Grande Tag Musical’, e outros gravam um vídeo sobre o assunto – facilitando a localização e disseminando assim o vídeo tag (do inglês ‘etiqueta’).

Confira o vídeo: 

Inscreva-se no Canal RIFF: goo.gl/6jw7zT 

EXCLUSIVO: Sasha Grey As Wife apresenta Trans Crux, sua maior porrada

RIFF ApresentaO Canal RIFF orgulhosamente apresenta o lançamento da mais nova música do Sasha Grey As Wife: Trans Crux, que estreia hoje no YouTube – e nos demais sites de streaming. Não conhece? É simplesmente uma das bandas mais promissoras do país.

Trans Crux é um soco na cara. A música com um um delicioso quê oriental vai crescendo em uma angústia asfixiante – enquanto a narrativa de Júlio trata de temas urgentes de minorias. Um dos melhores lançamentos do Sasha Grey as Wife, que já se destacou no início deste ano com o álbum Pupil/Pupils.

O volta-redondense Júlio Victor lidera esse exército solitário sabe-se lá como. Toca todos os instrumentos da banda sozinho, mas, certamente você também vai querer se juntar ao SGAW.
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Saiba mais sobre a banda:

 Sasha Grey As Wife é uma ‘banda de um homem só’ composta pelo produtor Júlio Victor. O objetivo é fazer música apenas com samples rítmicos e cordas, misturando elementos do Rock, Rap e Eletrônico. Esta proposta foi consolidada no disco de estreia Pupil/Pupils, mostrando uma compilação de músicas lançadas em 2014.

A história da música nova:

Trans Crux, a nova música, aponta para o início de um novo ciclo, de um novo disco. Agora com um discurso mais abrangente, colocando em pauta questões atuais e polêmicas como religião, sexualidade e minorias. A mixagem e masterização ficaram por conta do estúdio Casa, da banda Amplexos, que colaboraram para a sonoridade inclinada ao dub e ritmos brasileiros. A arte foi feita por Jéssica Prestes, em um trabalho de colagem que valoriza a figura humana, aproximando o observador ainda mais do conceito.

Ouça em primeira mão Trans Crux:

Site oficial: http://sashagreyaswife.com/

RESENHA: Sleeping With Sirens se apresenta pela primeira vez no Rio

Por Guilherme Schneider

O Canal RIFF esteve ontem no show da banda norte-americana Sleeping With Sirens (pode chamar também de SWS, vai),  no domingo, 16 de agosto, no Circo Voador, Rio de Janeiro. E valeu a pena!

Formado em 2009 na Flórida, o SWS veio pela primeira vez ao Brasil para a turnê do seu mais novo álbum, Madness, o terceiro da banda, lançado em março. O show de ontem foi o último dos cinco realizados no país (que passou por Porto Alegre, Curitiba e São Paulo).

Diante de um Circo Voador com público bem abaixo do esperado (algo entre 400 e 500 pessoas), o SWS começou o show na hora prevista, às 20h. De cara ficou visível a energia da banda – e do público apaixonado, que participou o quanto pôde: balões verdes e amarelos, plaquinhas, bandeiras brasileiras (duas delas no palco). Ah, e gritos. Muitos!

Estamos no show do Sleeping with Sirens no Circo Voador! #SWS #TôNoRIFF

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O vocalista Kellin Quinn gritava de lá, e as fãs (pouco mais da metade do público era formado por meninas) devolviam de cá. Aliás, a banda é focada na figura do vocalista de 29 anos, fundador da banda. E, que como uma sereia, consegue mesmo chamar e prender a atenção de quem está assistindo.

Tirando os gritos, a delicada voz do franjudo Kellin lembra os melhores momentos de Claudio Sanchez, do Coheed and Cambria – só que sem o screamo. Difícil mesmo é cantar junto acompanhando o mesmo tom.

Ainda falta alguma consistência e talvez alguma maturidade ao som do SWS. Mas, sem dúvidas, o show foi honesto. Deve se destacar que a banda se divertiu muito no palco. Vide o baixista Justin Hills, que deu um show de simpatia e manobras no seu belo baixo. Fora isso, três guitarras? Parece um pouco de exagero.

SWS

(Fotos: Gustavo Chagas)

O set passou rapidinho. 15 músicas, mais da metade delas do Madness.  Destaque para a porradaria We Like It Loud, que rendeu uma bom rodinha. Outro bom momento foi o set acústico. O cover de Iris do Goo Goo Dolls foi cantado em uníssono pelo público – mas cover ser destaque não é exatamente um bom sinal. Por isso, o destaque tem que ir para If You Can’t Hang, Kick Me e Don’t Say Anything  (minha preferida). Se você ainda não conhece, comece por essas.opinião dos fãs

Matheus Lage (17 anos)
Ponto alto?
“O que mais gostei foi a interação da banda com a plateia, do guitarrista e tal. A  música que mais gostei foi Kick Me, logo no começo, que teve mais explosão, e foi a mais animada”
Ponto baixo?
“Talvez por ser o formato de screamo, a performace do Kevin, o vocalista, deixa um pouco a desejar. Mas isso é natural, era de se esperar”

Pedro Oliveira (18 anos):
Ponto alto?
“Cara, a gente espera esse show desde que conhecemos a banda. Não tenho palavras, foi incrível, inacreditável. Foi muito bom. Estava esperando desde quando conheci a banda – que faz uns quatro anos. O melhor momento foi Iris. Tava esperando por ela e foi emocionante”
Ponto baixo?
“Sinceramente, acho que não teve nenhum ponto negativo”

Iasmin Guedes (16 anos):
Ponto alto?
“Acho que a melhor parte foi quando ele colocou o microfone pro público cantar, e ele fez isso várias vezes! E todo mundo cantou, todo mundo interagiu, e foi muito legal!
Ponto baixo?
“Não teve ponto baixo nenhum. Só faltou Madness, que era a música que dá nome ao CD, mas for isso foi perfeito. Na setlist da tour acústica eles costumam cantar, mas não trouxeram pro Brasil”

Nathálie Soares (15 anos):
Ponto alto?
“Acho que o show foi muito foda! Quando jogaram o microfone, dava pra ver ele pertinho. Cheguei a encostar no microfone, eu tava do lado. A melhor foi November , que é a música mais foda deles, desse novo álbum”
Ponto baixo?
“Não teve”

Giseli Gaudie (17 anos):
Ponto alto?
“O mais foda é quando eles se aproximam do público. Porque parece que não tem essa coisa de cantor e público, fica tudo muito próximo. Com certeza eles tem que voltar. Foi o melhor dia da minha vida. Foi o melhor show da minha vida! A melhor foi If You Can’t Hang, a última”
Ponto baixo?
“Deveria ter tido meet and greet, que não teve em nenhuma outra cidade”

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setlist

  1. Kick Me
  2. Do It Now Remember It Later
  3. We Like It Loud
  4. Go Go Go
  5. Tally It Up, Settle the Score
  6. Fly
  7. Gold
  8. The Strays
  9. Scene Two: Roger Rabbit
  10. Iris (Cover de Goo Goo Dolls)
  11. Parasites
  12. Better Off Dead
  13. Don’t Say Anything
  14. If I’m James Dean, You’re Audrey Hepburn
  15. If You Can’t Hang

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