Resenha: The Internet @ Circo Voador

Por Alan Bonner (@bonnerzin) e Matheus Tiengo (@tiengolinho)

A noite da véspera do feriado do dia do trabalhador trouxe mais uma experiência fantástica proporcionada pela parceria Queremos e Heineken. O The Internet desembarcou pela primeira vez no Brasil na última terça-feira (30/04) direto para o palco do Circo Voador, com abertura dos paranaenses da Tuyo e set do DJ Nyack.

A Tuyo subiu ao palco em 4 cabeças, com Jan Lucca, produtor da banda, fazendo a cama para as vozes, beats cordas de Lio, Lay e Machado. A banda entregou o usual bom show, cheio de elementos eletrônicos misturados a guitarras meio tímidas e um baixo bastante marcado. As vozes estavam harmonicamente muito bem sintonizadas e tudo soou muito bem ensaiado, nada ali ficava fora do lugar. Apesar do pouco público do Circo naquele momento, foi visível que os presentes estavam interessado e intrigado pelo show do trio, sinergia comum nos shows da banda.

Enquanto a troca de palco era efetuada, DJ Nyack (que, para quem não sabe, é o DJ que acompanha o rapper Emicida em seus shows a 10 anos) entregou um set list matador, transformando a espera num baile dos bons, o que ia ser repetir depois da atração principal da noite.

O The Internet pareceu esperar até às 23 horas para ter o pulso que estabelecesse uma conexão perfeita com A Lona. Modem ligado, banda no palco, conexão bem sucedida. O público pirou quando os instrumentistas da banda surgiram no palco, e a histeria foi completa com a entrada da pilota da nave, Syd the Kid. A banda de Los Angeles fez, durante uma hora e vinte minutos, uma mistura de passeio pela sua discografia e apresentação do último registro de estúdio, “Hive Mind”. Durante o show, a absurda qualidade da banda levantava questões: como tanto groove pode ser produzido por um único instrumento como produz Pat Pagie com seu baixo? Quantos tambores Chris Smith é capaz de tocar simultaneamente? Steve Lacy é desse mundo? Como algum com tão pouca idade pode ter tanta referência e uma carreira já tão consolidada? E como a Syd ainda arruma tempo de ser carismática ao extremo mesmo cantando tanto? A certo ponto do show, todo mundo só relevou e curtiu. Genialidade, brilhantismo e talento não se discutem, só se admira.

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