Entrevista: A hora de ver Shaman ao vivo é agora!

“Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”. De tanto os fãs do Shaman insistirem, a formação clássica de uma das mais expressivas bandas de heavy metal do Brasil está de volta. E a história só pôde acontecer graças à esse apelo.

“Cada um na banda tinha os seus projetos pessoais, mas, ao longo dos últimos anos a gente recebia muitas mensagens mesmo pedindo a volta do Shaman… no último ano especialmente começou uma campanha muito grande”, admite orgulhoso Hugo Mariutti, guitarrista do Shaman. “Todo dia abria as mensagens na internet e lia a galera escrevendo: ‘#VoltaShaman’, ‘volta Shaman'”.

Aos 42 anos, Mariutti deu um parada em sua carreira solo (com uma sonoridade bem diferente do Shaman, diga-se de passagem – clique aqui para ouvir seu álbum ‘For a Simple Rainy Day’) e agora o foco é em celebrar a carreira do Shaman, grupo formado em 2000 por seu irmão Luis Mariutti (baixo), Andre Matos (vocal e teclados) e Ricardo Confessori (bateria) – logo após o trio deixar o Angra.

O repertório não deve apresentar surpresas e sim a íntegra os dois primeiros álbuns da banda, o ‘Ritual‘ (2002) e o ‘Reason‘ (2005). 12 anos sem tocar as músicas da banda deram um trabalhinho extra para Hugo, que admite ter tido que treinar algumas músicas que jamais haviam sido tocadas ao vivo. “É aquela mesma coisa de jogador de futebol né, a gente treina, treina, mas só pega o ritmo mesmo com a rotina da turnê”.

O próximo show será em Brasília, nesta sexta-feira (30/11), depois tocam em Belo Horizonte no sábado (01/12) e fecham o final de semana no Rio de Janeiro (02/12).

Último show? Ainda não. “Teremos algumas datas no início do ano que vem e depois a gente senta para colocar tudo em ordem. Mas agora a hashtag mudou (é o #FicaShaman)”. “Tamos querendo é curtir muito os shows, que tão sendo muito especiais pra todo mundo. Tem sido muito emocionante”.

Os cariocas terão a oportunidade de ouvir Shaman ao vivo na HUB, na região portuária. A capital fluminense rende boas memórias ao guitarrista.

“Lembro que um dos melhores shows da turnê do Ritual foi no Rio. Foi no Metropolitan, um dia depois depois da gravação do DVD em São Paulo, tocamos muito mais soltos, sem a pressão da gravação, e o clima estava incrível”, disse Hugo, que aproveitou para convocar: “Estamos bem empolgados pra tocar de novo no Rio de Janeiro. O público daí sempre tratou o Shaman muito bem”.


INFORMAÇÕES

Data: 02/12/2018 (domingo)

Local: HUB RJ (Av. Professor Pereira Reis, 50, Porto Maravilha. Próximo à Rodoviária Novo Rio)

Horários: Portas 16h/ Shows a partir de 17h

Banda convidada: Rec/All

Ingressos: https://www.pixelticket.com.br/eventos/2290/shaman-no-rio-de-janeiro

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Morrissey retorna ao Brasil para shows no Rio e São Paulo

Morrissey está prestes a retornar ao Brasil. O eterno ex-vocalista do The Smiths desembarca no país para dois shows: dia 30/11, sexta, na Fundição Progresso (Rio de Janeiro); e 02/12, domingo, no Espaço das Américas (São Paulo).

No repertório espere por muito de sua longa e consolidada carreira solo, que teve em ‘Low in High School‘, do ano passado, seu último lançamento. Sucessos de seus 11 álbuns de estúdio estarão presentes – mas não se preocupe que também terá espaço para The Smiths e algum outro cover surpresa.

Aos 59 anos Morrissey é tido considerado polêmico por suas opiniões fora dos palcos. E sua genialidade é costumeiramente reverenciada: citado pela sua conterrânea BBC como “uma das figuras mais influentes da história do pop britânico”.

Clique aqui para comprar ingressos do show no Rio de Janeiro (a partir de R$ 220)  e aqui para o show em São Paulo (a partir de R$ 175).

Popload Festival: o cometa vem aí!

Por Alan Bonner | @bonnerzin

Os festivais de música tem se popularizado cada vez mais no nosso brasilzão, para a felicidade dos amantes de música. Os gigantes, como o Lollapalooza e o Rock in Rio, tem tido suas edições constantes há quase dez anos. Os grandes a nível regional, como o Bananada e o Coquetel Molotov, ganharam alcance, cobertura e importância a nível nacional. E os emergentes, como o Locomotiva e o CoMA, fizeram bonito em suas primeiras edições e se consolidaram no circuito. Ainda tivemos agradáveis surpresas, como a primeira edição do Queremos! Festival. Enfim, festival de qualidade não tem faltado país afora.

Dimensões e repercussões a parte, um fato tem sido comum a todos eles: a repetição de atrações. Você consegue citar algum festival desse ano que não teve Baiana System, Boogarins ou Scalene em seus lineups? Todas elas são bandas muito queridas e recomendadas pelo RIFF (vídeo sobre elas no canal não falta!), mas suas presenças constantes em festivais, especialmente os de nichos mais específicos, pode ser perigosa, tanto para a longevidade do festival quanto para as bandas. Afinal, vale a pena ver a mesma coisa todo ano no mesmo lugar?

Alguns festivais desse mês de novembro quebraram esse estigma e prometem ser os mais interessantes do ano, não só pelo ineditismo das atrações, como também por sua qualidade e variedade. São eles o Balaclava Festival, o Popload Fest e o Festival Música Quente. Dois deles (Quente e Balaclava) já rolaram e cumpriram as expectativas, mas o  Popload promete chegar feito um cometa em São Paulo no feriado da República: rápido (dura um único dia), bonito (identidade visual incríveis, ótimo lineup e local bem escolhido) e raro (repleto de atrações inéditas ou quase inéditas por aqui).

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O Popload jogou alto e trouxe  logo a dona do melhor disco de música pop do ano passado para encabeçar sua festa. Lorde vem ao Brasil pela segunda vez para um show único graças a produção de Lúcio Ribeiro e companhia e promete arrastar boa parte do público, que irá ao festival graças a sua presença.

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Depois do tiro certo, as surpresas inesperadas. De uma tacada só e no mesmo dia, três bandaças de estilos diferentes vão estrear em terras brasileiras e abrilhantar ainda mais o palco do Espaço das Américas. O At The Drive-In meio que tinha acabado, virou duas (ou mais) bandas e, do nada, se juntou novamente no ano passado para gravar um disco, o que resultou numa turnê mundial e em sua vinda á América do Sul pela primeira vez. A banda também passa por Rio de Janeiro (Circo Voador) e Porto Alegre (Bar Opinião), estes com produção da Queremos!.

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O Death Cab For Cutie, banda icônica do indie/alternativo na década passada e tão esperada pelos fãs, também vem ao Brasil quando ninguém mais esperava. A banda está em turnê do seu último álbum, Thank You For Today, mas deve fazer um passeio pelos hits da carreira por se tratar de uma primeira (e por enquanto única) vez no Brasil.

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Mais inesperado ainda é a presença do Blondie no lineup, quase 45 anos (!!!) depois de sua fundação. A banda liderada por Debbie Harry, a proprietária do rock novaiorquino, também vem para um único show no Brasil, mesmo com esse tempo todo sem aparecer por aqui.

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Mais frequentes em terras brasileiras, os queridinhos do indie do MGMT fecham a escalação gringa trazendo pro Brasil a turnê do aclamadíssimo Little Dark Age, que entra na conversa de álbum do ano de 9 a cada 10 críticos musicais. A banda também dá uma passadinha pelo Rio na véspera do festival, em mais um ataque de oportunidade da Queremos!.

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O festival também foi feliz na seleção da parte nacional do lineup, ao promover uma parceria coerente e inédita com Mallu Magalhães & Tim Bernardes, além de Letrux, outra artista que ocupou os palcos Brasil afora mas foi pouco lembrada na escalação dos principais festivais brasileiros.

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As informações sobre o Popload Festival 2018 estão abaixo, mas já fica a dica: mesmo se você for de fora de São Paulo, aproveite o último feriadão do ano e vá! Uma vez que o cometa passa, você pode não estar vivo para vê-lo na próxima.

Site oficial: http://www.poploadfestival.com/

Ingressos: https://bit.ly/2RRD1GS

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