Resenha: Lulu Santos @Vivo Rio

Por Laura Tardin (texto e fotos)

Hoje é noite de Lulu

Noite boa, casa cheia. Aliás, o sold out foi decretado dias antes – já não havia ingressos disponíveis para sábado desde a semana anterior. Pudera. Lulu Santos é (e foi, e vai continuar sendo) um dos grandes artistas pop do Brasil, consagrado por décadas de hits e sucessos que embalam casais, gerações e novelas.

A turnê “Canta Lulu” teve início no Vivo Rio, nos dias 6 e 7 de abril, e ainda passa por Porto Alegre no 21 e São Paulo no 5 de maio. Talvez a data dupla no RJ se deva ao fato de o artista ser carioca e, aos 64 anos, estar longe de perder o swing de quem canta que vai pra Califórnia.

Apresentando-se para uma plateia de perfil mais adulto, a qual mais da metade do público presente estava disposto sentado às mesas, eu achei que era a pessoa mais nova presente – opa, vi um menino de uns nove anos com o pai. Moleque bom -, num grande mar de grupos de amigos de trinta, quarenta ou cinquenta anos que levantava os celulares para filmar as músicas (ou filmar a eles próprios recitando cada palavra das canções – One Direction que se cuide).

No repertório, quase trinta músicas que fizeram nossas vidas, tipo “Toda Forma de Amor” e “Aviso aos Navegantes”. Também teve muita faixa da Rita Lee (ô seu Lulu, queria saber o motivo!), tipo “Desculpe o Auê”.

Foi em 1995 que “Assim Caminha a Humanidade” era a faixa de abertura da Malhação. Lulu tem outros vários sucessos, como “Apenas mais uma de Amor” e “Um Certo Alguém”. Aliás, parece de propósito que ele fale tanto de amor… “Sou flagelado da paixão, retirante do amor, desempregado do coração” (“Tudo Azul”): qual melhor jeito de ser sucesso de rádio?

Lulu, além de romântico, se importa com acessibilidade. Foi o primeiro show que eu vi com tradutora de libras. A moça (moça, queria saber seu nome, você é tão elementar quanto próprio Lulu) ficou dançando e interpretando as quase duas horas de show.

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No pré-bis, rolou um medley de “Sereia/Califórnia/Onda”, clássica. Mas minha grande música favorita dele é “Tempos Modernos”, onde Lulu vê um novo começo de era, de gente fina, elegante e sincera. Só faltou dizer aquele “Fora Temer”, Lulu!

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