[Lançamento] Ventilador de Teto exalta o indie tropical em seu novo single, “Karina”

Por Alan Bonner (@bonnerzin)

Após o sucesso do financiamento coletivo de seu vindouro primeiro disco, divulgado aqui no Canal Riff em um ataque de oportunidade, a Ventilador de Teto, banda de rock fluid da baixada fluminense, bota as manguinhas de fora e começa a trabalhar em novos sons. O primeiro deles é Karina, gravado no NooA Estúdio e produzido por Braulio Almeida. O single é mais um lançamento da Valente Records, selo dono & proprietário da baixada fluminense, além de produtor dos melhores rolês e artistas da região.

Exibindo IMG_5942.jpgCom uma marcante influência do lo-fi, tal como todo o trabalho da Ventilador de Teto até o momento, Karina é uma música simples, com letra fácil de assimilar e refrão pegajoso. É como se as bandas indies que surgiram no começo dos anos 2000 passassem as férias na baixada, alternando entre idas à praia e ao boteco, e gravassem seu primeiro EP nos intervalos entre um e outro. A sensação é que, se a música fosse lançada há 20 anos atrás e se estivesse na mão das pessoas certas, ela tocaria fácil em todas as rádios do país.SINGLE VDT-redimensionado (1)

 

“Karina” está disponível no Spotify, no YouTube, na Deezer e no bandcamp:

Spotify: https://open.spotify.com/album/3XQlM0FgJFUa4XFr1gwVfA
YouTube: https://youtu.be/nlUhxCtECT0
Deezer: https://www.deezer.com/br/album/62434932
Bandcamp: https://valenterecords.bandcamp.com/track/karina

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Resenha: Scalene, Versalle, Alarmes e Delittus no @Teatro Mars

Por Camila Borges / Fotos Yuri Corrêa

Se você queria um show de rock com casa cheia, com muita energia e vitalidade, sem dúvida você encontraria no Teatro Mars (casa de shows muito conhecida em São Paulo) no último sábado (21). O destaque da noite era a Banda Scalene com a turnê de seu último álbum de estúdio “magnetite” (2017), sendo o primeiro show do ano na capital paulista. Além disso, a banda lançou recentemente uma extensão do seu álbum intitulado “+gnetite” na última sexta-feira (20).

Mas antes da atração principal tivemos três bandas de ótima qualidade mostrando seu trabalho, são elas Delittus, Alarmes e Versalle. A casa, programada para abrir às 17 horas, teve um levo atraso de mais ou menos 40 minutos, o que pode ter resultado na redução de tempo de uma bandas de abertura.

A primeira banda a se apresentar foi a Delittus, que nasceu em 2006 na cidade de Novo Hamburgo/RS, mas que desde 2010 reside em São Paulo. Já se ouvia o som ainda quando o público adentrava o local. Formada por Matt Chelios (voz e guitarra), Burn Eidelwein (guitarra e voz), Johny Silva (baixo) e Fell Rios (bateria), a banda apresentou músicas como “Se um Dia”, “O Mesmo Sol”, “My Name is Human” (cover de Highly Suspect), “Teu silêncio”, “Me dê um Sinal”, “Se te faz Feliz” e a mais aclamada e conhecida pelos fãs “O Impossível”. Talvez a banda fosse um pouco diferente no som em comparação as próximas que viriam a seguir, mas com seu rock melódico conseguiram animar o público que já se encontrava empolgado.

Foto Max Laux

A segunda banda da noite foi a Alarmes. Diretamente da capital do país, formada por Arthur Brenner (voz e guitarra), Lucas Reis (baixo) e Gabriel Pasqua (bateria), possui um EP, um álbum de estúdio, e esse ano lançou dois singles “” e “Évora”. Sendo uma das bandas que vem forte na atual cena brasiliense e com muitos shows na bagagem (inclusive uma turnê na Espanha e Portugal), a mesma lança uma abertura explosiva ao som da intro de “Black Skinhead” de Kanye West onde o público já começa a se animar. Logo após vem com as baladas “Incerteza de um Encontro Qualquer”, “”, “Gruta”, “Sem Querer Dizer”, “A Carta”, “Mas não Sei” onde o público acompanha no refrão, “Évora” onde já se forma uma roda no meio do Teatro Mars, e encerrando sua apresentação com “Cada um Por Si”. A banda sabe como prender o público, mesmo aquele que ainda não a conhecia, e principalmente interagir e fazer com que cada parte do seu corpo se mexa de acordo com a melodia. Para quem ainda não conhece é melhor começar a ouvir.

Foto Yuri Corrêa

A terceira banda é a Versalle, banda de rock formada em Porto Velho/RO , uma curiosidade é que de inicio havia a proposta de ser uma banda cover. Mas que graças ao vocalista Criston resolveu mudar apenas para autorais (e a gente agradece). A banda ficou mais conhecida após a participação no programa Superstar, da Globo. Formada por Criston Lucas (voz e guitarra), Igor Jordir (bateria) e Miguel Pacheco (baixo), a Versalle devido ao tempo curto (muito provavelmente por conta do atraso do inicio dos shows) apresentou poucas músicas, entre elas uma inédita  “Soma”, além dos clássicos “Sem Hesitar”, “Marte”, “Verde Mansidão” e “Algum Tempo Atrás”. A banda apesar do tempo corrido interagiu algumas vezes com o público que em certas alturas respondeu. Poderia ter sido um pouco melhor? Poderia, se o tempo fosse relativamente maior, mas no resumo foi um bom show tanto para os fãs que estavam no local como para aqueles que ainda não conheciam. E claro, uma boa preparação para banda seguinte.

Foto Yuri Corrêa

E finalmente a banda mais esperada da noite. A Scalene vem com a turnê do seu álbum mais recente “magnetite”, mas que também conta com alguns sucessos dos álbuns anteriores “Éter” e “Real/Surreal”. O show começa com o som da música “tempo” (do recém lançado EP +gnetite) ainda sem a banda estar no palco. Logo após, para delírio do público, sobem ao palco Gustavo Bertoni (voz e guitarra), Tomás Bertoni (guitarra e voz), Lucas Furtado (baixo e voz), Philipe “mkk” (bateria e voz) e Samyr Aissami (guitarra, teclado, percussão e voz) que começam aquela que seria uma noite de sábado agitada com “extremos pueris”, primeira faixa do atual álbum. A banda passa por vários sucessos como “esc”, “Histeria”, “Sonhador II”,” Surreal”, entre outras. A nova “zamboni” é muito bem recebida pelo público que forma rodas no meio do teatro e faz o seu famoso bate cabeça. Destaque para a balada “Entrelaços” com as luzes de celular dos fãs abrilhantando o cenário do local, a recém incluída na setlist “trilha”, e se encaminhando para o fim do show com o trio “O Peso da Pena”, “Danse Macabre” e “Legado”.

Foto Yuri Corrêa

A interação e troca de energia entre banda e fãs é notável até mesmo para aquele que ainda não a conhece. A Scalene pende entre a calmaria e a loucura, é 8 ou 80. O público mais do que empolgado acompanha nas palmas, nas rodas, nas vozes, nas luzes. Não há uma pessoa sequer no local que não estivesse exausta ao termino do show, porém ela também sabe que voltará para casa tendo a noção de que presenciou uma das melhores noites, exatamente o que a banda sabe proporcionar a todos que vão aos seus shows.

Resenha: TEM, Francisco, El Hombre e Bloco da Laje no @Auditório Araújo Vianna

por Camila Borges / fotos Alex Vitola

Calor, emoção, dança, música de primeira qualidade. isso tudo e mais um pouco vocês encontram nos shows de Trabalhos Espaciais Manuais, Francisco, El Hombre e Bloco da Laje. Quem produziu esse belo espetáculo em Porto Alegre no Araújo Vianna foi o projeto Antenna ao vivo que quer mostrar, divulgar, conectar e potencializar a nova música que está sendo produzida.

A primeira banda a ingressar ao palco foi a TEM (trabalhos espaciais manuais), uma orquestra de música popular que surgiu em Porto Alegre e está em atuação desde 2013. A banda tem sua sonoridade no formato Baile-Show, onde estilos como o samba, o funk e o rock’n’roll são misturados com vários outros gêneros. A banda conta com Daniel Hartmann (guitarra), Diego Schütz (teclados), Ettore Sanfelice (baixo), Felipe Mantovani (trombone), Gabriel Sacks (bateria), Gustavo Gaspar Almeida (percussão), João Pedro Cé (guitarra), Luciana de Mello (percussão), Rafael Druzian (sax tenor) e Tomás Piccinini (sax alto). O público já mais que animado dançou ao som de músicas como “Manobra“, “Última Luta“, “Cada Dia“, entre outras.

foto Alex Vitola

Segunda banda da noite (e talvez a mais esperada), Francisco, El Hombre chegou colocando fogo na capital gaúcha e literalmente soltando as bruxas. Formada pelos irmãos mexicanos Sebastián (bateria e voz) e Mateo Piracés-Ugarte (violão e voz) e pelos brasileiros Juliana Strassacapa (voz), Andrei Kozyreff (guitarra) e Rafael Gomes (baixo), a banda conquista cada vez mais fãs por onde passa e na reta final de seu atual disco “Soltasbruxa” (2016) colocou todos para dançar, cantar vários dos seus sucessos como  “Calor da Rua”, “Tá com Dólar, Tá com Deus”, “Bolso Nada” e “Triste, Louca ou Má”. Com seu engajamento político, a banda acredita principalmente no poder do afeto, do amor, da música, da conscientização. É um show de puro amor e poesia, onde o público mais que pronto segue todos os passos ensinados do palco, com suas rodas, e esbanjando um sorriso no rosto.

foto Alex Vitola

A terceira e última banda é a espetacular Bloco da Laje. Engana-se quem diz que o bloco só funciona no carnaval, ele pulsa o ano inteiro. Desde 2012 o bloco arrasta multidões pelas ruas de Porto Alegre. Com o tempo, o Bloco passou a se apresentar em eventos culturais e de entretenimento. Para quem quer conhecer um pouco mais sobre, a mesma tem ensaios abertos todos os domingos pela manhã – às 10h – no Parque da Redenção, em Porto Alegre. Mesmo sendo a terceira banda o público não parou um segundo ao som de algumas músicas, como por exemplo “Terremoto“, “Rei do Congo” e “Jesus“.

foto Alex Vitola

Shows como esses trazem a Porto Alegre o sentimento de liberdade. em tempos difíceis poder deixar os problemas para lá por algumas horas e tirar um tempo para dançar, sorrir, se emocionar e compartilhar isso com pessoas que você não conhece faz com que possamos nos libertar e viver com um pouco mais de esperança no ser humano.

 

 

Resenha: Supercombo no @Sesc Gravataí

por Camila Borges / Fotos Jean Guerra Fotografia

Um show mais intimista, tapete confortável, apenas uma imagem de fundo. Poucas luzes, bateria, violão (logo após substituído por uma guitarra), baixo, teclado, sanfona e uma noite cheia de sucessos  no palco do Sesc em Gravataí, cidade natal do guitarrista Pedro “Toledo” Ramos que desta vez ficou na bateria, diferente do que ocorre na turnê Rogério.

foto Jean Guerra

Passava um pouco das 20 horas do último domingo (15), com o local cheio, muitos fãs já estavam à espera da Supercombo. E para quem acha que só haviam adolescentes, vocês estão bem enganados. A banda consegue alcançar todas as idades com suas músicas cheias de significados e belas melodias. Foi a terceira apresentação com a turnê Session da Tarde (websérie lançada pela banda ano passado em seu canal no YouTube) no RS, que contou também com shows nas cidades de Santa Cruz do Sul e Canoas.

foto Jean Guerra

As apresentações começam com um instrumental que diretamente liga com Bonsai, com a plateia cantando ainda um pouco tímida e que literalmente já dançava em suas cadeiras. O repertorio é baseado na primeira temporada da Session: “Morar”, “Embrulho”, “Mulher da Vida”, entre outras. Claro que também entraram nessa “Menino”, “Piloto Automático” e “Grão de Areia” que ainda serão lançados nas próximas Sessions (leia mais sobre na entrevista que fizemos aqui). Após poucas músicas o vocalista Léo Ramos troca o violão pela guitarra pedindo que a plateia ignore o fato de o instrumento estar sendo usado, o que resulta na plateia se divertindo com o acontecido. Entre uma música e outra a banda interage com o público, contam algumas coisas que aconteceram enquanto já estavam no RS.

foto Jean Guerra

Três dos pontos mais altos do show foram em “Jovem” onde a plateia participa erguendo as mãos e balançando de um lado para o outro seguindo as instruções do guitarrista Toledo. Em “Amianto” onde o local fica iluminado apenas com as luzes dos celulares. E “Monstros”, que assim como na turnê Rogério, todos levantam as mãos e acompanham a banda no famoso “oh oh oh”.

foto Jean Guerra

Se encaminhando para o final o público sai de suas cadeiras e se coloca a frente do palco. Após uma breve pausa a banda volta com “Rogério”, e o encerramento ao som de “Grão de Areia”, com Toledo cantando e Léo na bateria.

Aqueles que ainda não conheciam a Supercombo saíram satisfeitos e interessados, e para o fã foi uma forma diferente de ouvir os maiores sucessos da banda. Mas o que fica é que o espetáculo se bem feito, seja na forma eletrizante como tem sido a turnê de seu último álbum ou então de forma mais simples, não deixa de ser intenso (disso a banda entende muito bem).

 

Resenha: Cachorro Grande no @OPINIÃO

por Camila Borges / Fotos Alex Vitola

Um perfeito show de rock and roll é uma boa tradução para o que a Cachorro Grande mostra ao seu público. Na última sexta-feira (13) a banda trouxe ao palco do prestigiado Opinião o seu mais novo (nem tanto assim) álbum Clássicos (gravado ano passado em São Paulo), onde apresenta regravações de músicas digamos mais conhecidas de toda sua carreira, clássicos como já diz o nome do álbum. A banda tem 19 anos de estrada com 8 álbuns de estúdio e um dvd.

Mas antes da atração principal tivemos a banda de abertura General Bonimores, banda gaúcha que vem mostrando seu trabalho autoral desde 2010 e que já participou de alguns festivais como El Mapa de Todos, Pampa Stock, Confraria do Rock e Mundo Livre Festival, entre outros. A mesma é formada por Chico Frandoloso (vocais e violões), Jei Silvanno (vocais e guitarra), Dig Dembinski (baixo), Ale Sebben (teclados) e Zeh Dala Lana (bateria), e apresentou suas composições autorais, entre elas “Dia Feliz”, “Início, Meio e Fim” e “Não Esqueça“.

foto Alex Vitola

Logo após, finalmente, a tão esperada da noite. O inicio do show da Cachorro Grande é como a abertura de um grande espetáculo, de forma mais erudita e que depois muda todas as formas e entra em Você Não Sabe o que Perdeu, onde o os fãs já ansiosos enlouquecem. Com Beto Bruno (vocal), Marcelo Gross (guitarra), Rodolfo Krieger (baixo), Pedro Pelotas (teclado) e Gabriel Azambuja (bateria) no palco a banda revisitou seus clássicos, entre eles “Hey, Amigo”, “Lunático”, “Dia Perfeito” na voz de Marcelo Gross, entre outras com muita energia, vinho, danças por parte da banda e do público.

foto Alex Vitola

Inclusive uma das músicas mais conhecidas, “Sinceramente”, foi cantada por todo público presente. Beto Bruno sendo uma “figura” em todos os shows declara que estes foram os melhores 19 anos da sua vida. E provavelmente tenham sido também os de muitos fãs que encheram o opinião a espera da banda mais clássica de rock que nasceu na capital gaúcha.

 

Resenha: Neck Deep @Teatro Odisséia

Por Natalia Salvador

A mini-tour dos ingleses do Neck Deep era apenas o fim de uma grande aventura de meses pelo mundo! The Peace and The Panic Tour foi a promoção do terceiro disco da banda e que repercutiu muito bem entre o público. Mas mesmo depois de tanto tempo viajando e longe de casa a primeira passagem do grupo pela América do Sul não poderia ser assim tão tranquila. O público brasileiro pediu muito por esses meninos e fez valer cada mensagem de “Please, come to Brazil” valer a pena. A primeira parada no Brasil foi na cidade do Rio de Janeiro: uma quinta-feira, bem no coração da Lapa, era quase um aviso de que a temperatura ia subir – literalmente!

A banda escolhida para acompanhar os ingleses pelo país foi a Dinamite Club. O pop punk dos paulistanos já é conhecido por aqui e, por isso, a casa já estava cheia quando eles subiram ao palco. O setlist contemplou músicas dos CDs Tiro&Queda, de 2013, e Nós Somos Tudo o Que Temos, de 2017. O som bem energético foi responsável por aquecer o público que entrava na casa. O Teatro Odisséia é famoso no cenário independente da cidade maravilhosa. Mas, apesar do fit com a platéia, a ansiedade pelos grandes nomes da noite era nítida!

 

Com a casa quase lotada, o Neck Deep entrou no palco fazendo barulho e é claro que os cariocas acompanharam em plenos pulmões. Com um repertório que contemplou 3 dos 4 CDs dos meninos do País de Gales, o Teatro Odisséia parecia um só corpo e uma só voz. Happy Judgement Day, Lime St, Gold Steps e Motion Sickness foram as escolhidas para abrir a noite. E da primeira à última música foi impossível olhar para a platéia e não se contagiar com a energia. Era mosh, todos pulando e cantando juntos! Uma verdadeira festa.

O burburinho era tanto próximo ao palco que uma fã pediu ao vocalista, Ben Barlow, para que as pessoas dessem um pouco mais de espaço e a resposta dele não foi bem o que ela esperava. Ben deu para a fã um conselho: “Se você que um pouco mais de espaço, eu sugiro que você vá lá para trás. Se você quiser ficar aqui eu quero que você curta e sinta esse momento, ok?”. Ela aceitou o desafio e levou até o fim, guerreira! O calor na casa era tanto que as paredes suavam, as lentes das câmeras e óculos estavam embaçadas. Que tiro foi esse, Neck Deep?

Claro que Parachute, In Bloom, December e Part Of Me não ficaram de fora do setlist. Mesmo depois da banda afirmar que tinha finalizado o show, eles voltaram para o bis com Can’t Kick Up The Roots e Where Do We Go When We Go. E não teve uma música que não foi acompanhada em alto e bom som! Se a intenção do público carioca era provar que o Brasil nunca deve ser esquecido pelas bandas gringas, eu diria que o evento foi realizado com muito sucesso! Os ingleses do Neck Deep prometeram não demorar tanto tempo para voltar e a gente acreditou, tá pessoal?!

E como em toda primeira vinda ao Brasil, nós do Canal RIFF não podíamos perder a oportunidade de bater um papo exclusivo com os caras. Além disso, fizemos eles provarem algumas comidinhas bem brasileiras! Vocês chutam alguma? Fica ligado nas nossas redes sociais que já já sai a entrevista completa.

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Entrevista: Supercombo e um pouco mais sobre a Session da Tarde

Texto por Camila Borges / Foto por Stefano Loscalzo

Um show com cara de sala de estar: poucos instrumentos, tapetes e um som acústico. É nessa toada que a Supercombo apresenta sua mais nova turnê, Session da Tarde, pelo Rio Grande do Sul este fim de semana, passando pelas cidades de Santa Cruz do Sul, Canoas e Gravataí, nos dias 13, 14 e 15 (hoje, amanhã e domingo) respectivamente.

Inspirado na websérie também chamada Session da Tarde, lançada pela banda ano passado em seu canal no YouTube (supercomborock, +725 mil inscritos), o novo show traz a Supercombo para mais perto do público, valorizando um repertório recheado de hits e canções queridas pelos fãs, valorizando palcos e espaços mais intimistas, como teatros e casas de shows mais acolhedoras.
Apresentando um convidado especial em cada episódio, a Session da Tarde renovou o repertório autoral da Supercombo ao permitir essa fusão de diferentes sonoridades ao já característico pop rock da banda.

Aproveitando que a turnê está passando pelo sul nós entrevistamos por telefone o Pedro Ramos (mais conhecido como Toledo),  onde ele conta um pouco mais sobre a Session e os próximos passos da banda.

Canal Riff: Vocês começaram com a turnê Session da tarde agora em 2018 (vários episódios já foram lançados em 2017), como tem sido a recepção dos fãs?

Pedro Ramos: É muito massa fazer esse tipo de show mais intimista. A gente tava super acostumado a tocar em palcos grandes, cheio de luzes, isso dá uma afastada do público. Então é legal fazer a música de uma maneira mais crua (violão e voz) e a galera cantando bastante.

Uma das cidades por onde a turnê vai passar é Gravataí (cidade natal do Toledo), você já tocou com a banda por lá? Ansioso por tocar lá?

Não, é a primeira vez. Estou é com muita vontade de comer xis.

A banda interage muito com os fãs nas redes sócias, nos shows. Como é essa troca?

É muito massa. A gente sempre tenta atender a galera depois dos shows. A gente gosta da troca de ideias, das histórias que eles compartilham por causa das músicas.

Agora em 2018 volta a segunda fase da Session da Tarde, quando vão começar a disponibilizar?

Recomeça dia 4/5 e serão 10 músicas.

De todos os artistas que participaram da Session da Tarde até agora, algum ficou de fora?

Nós temos 41, 42 episódios gravados, e ainda tem uns 15 considerando a discografia atual da banda. A ideia é gravar a discografia inteira de forma acústica e diferente pra lançar no Youtube. A gente tá aguardando os 15 últimos pra chamar algumas pessoas diferentes.

Você entrou na banda em 2013, o que mudou no Toledo de lá para 2018?

A maior diferença foi mesmo a mudança de estado. Eu morava no sul, em Gravataí, e quando entrei pra banda me mudei pra são Paulo. Eu tinha a Tópaz que tocava bastante no sul e era uma vida paralela, nada a ver com a de hoje que é 100% música desde que eu vim pra cá.

A turnê Session da Tarde vai ser paralela com a do Rógerio?

Nós estamos fazendo as duas paralelas, e o melhor é que a Session é um show menos complexo, pouca luz, não tem telão. A gente tá sem baterista no momento e na turnê do Rogério a gente sempre tem que contratar um. Já na Session não, somos nós quatro comigo na bateria. É mais fácil pois dá pra chegar em lugares que a gente não chegaria com a turnê do Rogério devido a estrutura, como por exemplo Santa Cruz do Sul, Canoas e Gravataí.

E os próximos passos da banda, projetos, pode contar um pouquinho?

A gente atualmente tá compondo o álbum novo, vamos até Vitória ainda esse mês pra finalizar o disco. Vai ser bem massa e tem umas surpresas bem legais pro fim do ano. A partir daí a gente vai começar a planejar esse novo lançamento nos próximos meses, mas até agosto o foco vai ser a Session da Tarde e no nosso canal no Youtube onde vai rolar direto.

 

Supercombo em Santa Cruz do Sul (RS)
data: 13 de Abril (sexta-feira)
horário: 23h
local: Legend Pub – R. Borges de Medeiros, 246, Centro
ingressos: R$ 30 antecipados
aqui ou R$ 40 na porta
classificação etária: 18 anos

Supercombo em Canoas (RS)
data: 14 de Abril (sábado)
horário: 19h
local: Sesc Canoas – R. Guilherme Schell, 5340, Centro
ingressos: R$ 30 (meia) e R$ 60 (inteira) – compra antecipada
aqui
classificação etária: 14 anos

Supercombo em Gravataí (RS)
data: 15 de Abril (domingo)
horário: 20h
local: Sesc Gravataí – R. Anápio Gomes, 1241, Passo das Pedras
ingressos: R$ 30 (meia) e R$ 60 (inteira) – compra antecipada
aqui
classificação etária: 14 anos

 

O Underoath ousou, mas (infelizmente) não deu muito certo

Por Felipe Ernani

Underoath sempre foi daquelas bandas com fãs extremamente fiéis. Em todos os sentidos: começou e acabou como uma banda gospel, falando explicitamente sobre religião em quase todas as suas letras; apesar disso, o público-alvo nunca se resumiu a esse nicho e a banda conquistou uma legião de fãs fanáticos.

Em 2015, depois de dois anos em hiato, o UØ voltou à atividade, mas apenas para shows. No entanto, o inevitável aconteceu: em fevereiro de 2018, anunciaram que lançariam um novo álbum. A obra em questão, Erase Me, foi lançada no dia 06 de abril.

Mas já no lançamento do primeiro single, a excelente “On My Teeth”, o disco (e a banda) começou a se rodear de polêmicas. Logo no primeiro verso, aparece a frase “I’m not your fucking prey” e, pela primeira vez na carreira da banda, lançavam uma música com o selo explícito. Isso foi motivo para os fãs fiéis (os religiosos, nesse caso) se revoltarem com o direcionamento da banda  —  no Twitter, o baterista Aaron Gillespie os respondeu dizendo basicamente que “com o tanto de coisa errada no mundo, essa deveria ser a menor preocupação de vocês”.

Mas não parou por aí. Algum tempo depois, entrevistas com a banda mostravam claramente que os membros (especialmente Spencer) estavam cada vez mais afastados da religião e a letra de “On My Teeth” passava a fazer cada vez mais sentido. Após a divulgação da capa do disco, uma estátua quebrada de um anjo, o hype se tornou real.

Mas, nessa expectativa do que seria talvez um disco cheio de sentimentos mais mundanos, cheio de raiva e rancor com a fé, o novo trabalho do Underoath decepciona.

“On My Teeth” é a única faixa que traz à tona as características caóticas e belas que sempre fizeram parte do Underoath. Existem alguns outros bons momentos: “No Frame” e “In Motion” são músicas interessantes   ou pelo menos com trechos interessantes. De resto, o disco soa como um lançamento genérico da Fearless Records misturado com um pouco do Sleepwave  —  o projeto solo do vocalista durante o hiato do  UØ  —  enquanto a banda tenta dar o mesmo “passo à frente” que o Bring Me the Horizon deu anos atrás pra se afastar do metalcore.

O Underoath realmente não teve medo de arriscar, tanto nos temas abordados quanto na musicalidade. A ousadia de se afastar da temática religiosa sem medo da reação do público é louvável. Porém, musicalmente, o disco perdeu a sonoridade inexplicavelmente única da banda e se tornou, infelizmente, mais um álbum genérico em meio a tantos outros do gênero.

Resenha: Lulu Santos @Vivo Rio

Por Laura Tardin (texto e fotos)

Hoje é noite de Lulu

Noite boa, casa cheia. Aliás, o sold out foi decretado dias antes – já não havia ingressos disponíveis para sábado desde a semana anterior. Pudera. Lulu Santos é (e foi, e vai continuar sendo) um dos grandes artistas pop do Brasil, consagrado por décadas de hits e sucessos que embalam casais, gerações e novelas.

A turnê “Canta Lulu” teve início no Vivo Rio, nos dias 6 e 7 de abril, e ainda passa por Porto Alegre no 21 e São Paulo no 5 de maio. Talvez a data dupla no RJ se deva ao fato de o artista ser carioca e, aos 64 anos, estar longe de perder o swing de quem canta que vai pra Califórnia.

Apresentando-se para uma plateia de perfil mais adulto, a qual mais da metade do público presente estava disposto sentado às mesas, eu achei que era a pessoa mais nova presente – opa, vi um menino de uns nove anos com o pai. Moleque bom -, num grande mar de grupos de amigos de trinta, quarenta ou cinquenta anos que levantava os celulares para filmar as músicas (ou filmar a eles próprios recitando cada palavra das canções – One Direction que se cuide).

No repertório, quase trinta músicas que fizeram nossas vidas, tipo “Toda Forma de Amor” e “Aviso aos Navegantes”. Também teve muita faixa da Rita Lee (ô seu Lulu, queria saber o motivo!), tipo “Desculpe o Auê”.

Foi em 1995 que “Assim Caminha a Humanidade” era a faixa de abertura da Malhação. Lulu tem outros vários sucessos, como “Apenas mais uma de Amor” e “Um Certo Alguém”. Aliás, parece de propósito que ele fale tanto de amor… “Sou flagelado da paixão, retirante do amor, desempregado do coração” (“Tudo Azul”): qual melhor jeito de ser sucesso de rádio?

Lulu, além de romântico, se importa com acessibilidade. Foi o primeiro show que eu vi com tradutora de libras. A moça (moça, queria saber seu nome, você é tão elementar quanto próprio Lulu) ficou dançando e interpretando as quase duas horas de show.

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No pré-bis, rolou um medley de “Sereia/Califórnia/Onda”, clássica. Mas minha grande música favorita dele é “Tempos Modernos”, onde Lulu vê um novo começo de era, de gente fina, elegante e sincera. Só faltou dizer aquele “Fora Temer”, Lulu!

[Lançamento] Felipe Vaz traz a melancolia de seu novo single “À Mercê”

Por Alan Bonner

Após seu EP de estreia Registro do Ócio e do single Dança, o cantautor Felipe Vaz, de apenas 19 anos, traz o segundo e último trabalho antes do lançamento de seu primeiro álbum. Trata-se de À Mercê, música de autoria do próprio Felipe com produção de Julio Victor, do nosso canal vizinho Tá Na Capa e da one man band Sasha Gray as Wife. O lançamento é pela Valente Records, selo que tem se destacado na produção de artistas independentes e eventos culturais na baixada fluminense.

No single, Felipe demonstra algumas das faces do seu caminho trilhado até aqui na música. O dedilhado de seu violão, junto de sua voz suave, trazem um pop/indie folk cantado em português de muito bom gosto e raro de se ver por aqui. As camadas do arranjo vão sendo adicionadas aos poucos, e a música vai crescendo de uma maneira intensa e envolvente com o uso de guitarra, bateria e até mesmo um violino. Vaz traz na letra, de forma sensível, o libertar de um amor oportunista e o conflito que as boas lembranças da relação trazem ao eu-lírico.

À Mercê está disponível nos perfis digitais de Felipe Vaz:

– COMPRE
Google Play: https://t.co/Vr4izu39s6

– OUÇA
Spotify: https://t.co/B7q5ss0WGv
Deezer: https://t.co/VHIVKxWTmu
Bandcamp: https://t.co/RjZLQxDl5U
YouTube: https://t.co/KhbEKbJqvR
Soundcloud: https://t.co/fPikbpgc5h

– BAIXE
MediaFire: https://t.co/faT372LRk4

Ouça também pelo Bandcamp da Valente Records:

https://valenterecords.bandcamp.com/album/merc