RESENHA: CASTELLO BRANCO @TEATRO IPANEMA

Por Natalia Salvador 

No início de outubro, Castello Branco lançou seu segundo CD. Com 11 faixas e uma capa incrível, o disco vem colecionando elogios e críticas positivas. No último dia 7 de novembro, era a vez do Rio de Janeiro desfrutar do Sintoma ao vivo e não fez feio: duas sessões esgotas – até demais – em plena terça-feira. Não seria por menos!

A fila dava voltas na porta do Teatro Ipanema e a hora foi extrapolada para acomodar todos dentro do estabelecimento. Mesmo com atraso e vendo que nem todos teriam lugar, o público estava animado para o show.  Eu fui bailarina durante 10 anos e ouvir os 3 sinais, mesmo que da plateia, ainda me dão borboletas no estômago. Era hora de começar.

Antes de Lucas entrar, os músicos que o acompanhavam tomaram lugar enquanto um belo texto era declamado nas caixas de som. A música que abriu o espetáculo foi Assuma, em seguida Mãeana subiu ao palco para cantar Providência. O amor e admiração entre os dois transbordava, era, definitivamente, um momento mágico!

Castello Branco e Mãeana @2017

Na sequência, Tem Mais que Eu – música do CD Serviço, de 2013 – e Não Me Confunda animaram a plateia, que já não estava tão confortável nas cadeiras e acompanhou o cantor, mesmo que tímida, na dança. Claramente aquela noite não era pra se desfrutar sentada em fileiras. Castello Branco é emocionante, é ritmo, é emoção, é o corpo que se manifesta! Em um dos momentos de troca com o público, Lucas falou de seu processo de composição e seguiu com Kdq, dedicando a uma pessoa especial em sua vida, Lôu Caldeira.

A noite foi cheia de momentos incríveis e emocionantes. Luiza Brina, Thiago Barros, Ricardo Braga, Ico dos Anjos e Tomás Tróia, acompanhavam Lucas. Mas, a presença que mais iluminou aquele lugar, sem dúvidas, foi a de Verônica Bonfim. O Peso do Meu Coração ganhou uma performance de fazer qualquer um sorrir involuntariamente.

Castello Branco e Verônica Bonfim @2017

Crer-Sendo e Cara a Cara também estiveram presentes no setlist. A segunda sessão precisava começar, mesmo que ali ninguém quisesse ir embora. Necessidade foi a responsável por fechar a noite e levou todo mundo para a beira do palco. Foi, finalmente, o momento de extravasar toda a energia e alegria que aquele momento nos proporcionava.

O momento mágico deixou um gostinho de quero mais. Acho que, além de mim, o público espera Castello Branco voltar em um outro tipo de ambiente. Ei, Lucas, vem dançar com a gente mais uma vez!

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Resenha: Daughter @Circo Voador

Por Hiram Alem | Fotos: Eduardo Magalhães/Queremos

Os portões se abriram às 21h no Circo Voador (Rio de Janeiro) e o público chegava aos poucos naquela véspera de feriado. Dentro do Circo havia um stand da Queremos! vendendo produtos com a marca da plataforma e vários posters da Daughter para serem levados de graça pelo público.

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Antes do atração principal, quem abriu foi Mari Romano, uma artista que reúne em sua banda diversos nomes experientes na música brasileira como Marcelo Callado e Gustavo Benjão. A sonoridade é brasileiríssima, remetendo muito às décadas passadas da mpb mas com aquela pegada indie. A presença de palco e bom humor da Mari ajudavam a criar um clima descontraído, conversando e brincando com o público, ela dançava e pulava o tempo todo junto com as músicas. O show ainda contou com a participação de Pedro Pastoriz, também do mesmo selo de Mari, a paulista “Risco”.

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Às 23h em ponto, fazendo jus à nacionalidade da banda, o trio inglês entra no palco. No primeiro minuto de New Ways, a música de abertura, já dava pra perceber que a banda era impecável ao vivo e não deixava absolutamente nada a desejar para o som de estúdio, evocando atmosfera etérea, “dream-like” tão característica deles. O público cantava junto em quase todas as músicas. Gritos de “angel!” e “linda” ecoavam a cada intervalo entre as músicas, deixando a vocalista Elena sorrindo de alegria e timidez. Na hora de interagir com o público, sua voz e movimentos eram muito mais contidos, tímidos, mas transbordando carisma e sorrisos contagiantes.

De todos os momentos, talvez o ápice do show tenha sido quando a banda tocou Youth e todos cantavam a plenos pulmões e de celulares acesos. Uma curiosidade é que a banda não tocou nenhuma de suas músicas do seu álbum mais recente, The Calm Before the Storm, mas isso talvez se deva ao fato dele ter sido lançado em setembro desse ano (2017). Por fim, encerraram o show com a dançante Fossa, que botou todo mundo pra se mexer.

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Após o fim do show, os fãs se amontoaram na saída para esperar pelos integrantes que, após algum tempo, apareceram e carinhosamente assinaram todos os posteres e tiraram selfies com todo mundo, sorrindo, abraçando e conversando. Durante a conversa com os fãs, o baterista Remi Aguilella se revelou fã de bandas brasileiras como Sepultura, Soulfly e… Cansei de Ser Sexy!. Após garantir meu autógrafo e fotos, retornei para casa já ansioso pela próxima vez

Na turnê brasileira a banda se apresentou ainda em São Paulo, no dia 15, e no dia 16, em Porto Alegre.


setlist

Daughter Setlist Circo Voador, Rio de Janeiro, Brazil 2017