Hover, Versalle, El Toro Fuerte e Def: Conheça as bandas que estarão no Prêmio RIFF

A cerimônia de entrega do 2º Prêmio RIFF de Música será na próxima quinta-feira, dia 1º de dezembro, no Teatro Odisseia (RJ). Além de anunciar os vencedores das 13 categorias indicadas (vote neste link: http://bit.ly/PremioRIFF2016), o evento terá também shows com quatro bandas de destaque na cena atual: Hover (RJ), Versalle (RO), El Toro Fuerte (MG) e Def (RJ).

Identidades diferentes, porém todas bandas mais do que promissoras de rock. Fizemos uma playlist com algumas músicas de cada um das bandas.

Também separamos alguns clipes das bandas:

Confirme presença no evento do Facebook e chame os amigos!

Resenha: Wander Wildner @Teatro Rival

Por Guilherme Schneider | @Jedyte | Fotos: Marcelo Mirrela

Às vezes as boas oportunidades da vida estão pertinho de nós. E, infelizmente, nem percebemos. Um bom exemplo foi no último dia 3 de novembro. Uma quinta-feira chuvosa no Rio de Janeiro que poderia passar desapercebida – ainda mais na noite do Centro da cidade. Mas, havia algo de especial para acontecer no Teatro Rival: show de graça do Wander Wilder.

Mesmo garimpando para atualizar sempre a Agenda de Shows, não tem jeito: um ou outro show acaba de fora por desconhecimento. Por muito pouco não perdi o retorno do ex-vocalista dos Replicantes – fundamental banda oitentista de punk rock do Rio Grande do Sul. Fiquei sabendo na véspera, por acaso. Desde o show de junho, quando abriu para o Ira, fiquei com o som do Wildner na cabeça.

Wander Wildner transformando o Rival em um lugar fo c*ralho! #CoberturaRIFF

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Confesso que pouco conhecia até então, mas, depois disso, virei fã do cara. Muito graças a sinceridade de um show ao vivo. O proclamado ‘bardo do punk brega‘ trouxe novamente um show à altura da expectativa recém-criada. Apesar do show de gratuito (vale muito a pena ficar de olho na programação do Teatro Rival), a casa encheu mesmo pertinho da hora do show – dando até um susto. Porque, convenhamos, seria muito injusto.

Aos 57 anos Wander Wilder mostra a fome de um garotão. Novamente fazendo tabelinha o talentoso Power Trio carioca Beach Combers, Wildner fez um show que foi crescendo aos poucos. Começou na voz e violão, sozinho, ao lado do LP ‘Feito para Dançar 9″ de Waldir Calmon, que servia de decoração do belo palco da casa. Até a entrada dos Beach Combers a maioria do público estava sentada nas mesas, como quem apreciava um show num bar.

Porém, a medida em que as cervejas desse bar iam sendo consumidas, o povo se levantava para dançar. O repertório pedia isso. Presentes as principais músicas da coletânea Wanclub, lançada neste ano. Sinceramente, para mim um dos melhores álbuns do ano – mesmo que não se trate apenas de lançamentos. Um resumão da carreira, que merece ser ouvido já, com regravações desde o tempo de Replicantes até as composições mais novas.

Músicas como ‘Bebendo Vinho‘, ‘Eu Não Consigo Ser Alegre O Tempo Inteiro‘, ‘Um Lugar do Caralho‘, ‘Surfista Calhorda‘, ‘Astronauta‘, ‘Amigo Punk‘ esquentaram o clima. Que presença. Um canastrão raro e necessário para o rock nacional.

Há quem diga que o público dos shows do Wander Wildner é quase sempre o mesmo. Habitués que não querem perder aquele vibe. Ganharam mais um para o time. E, espero que a crescente siga se confirmando – até porque tem álbum novo saindo do forno.

A saideira foi ao som de ‘Festa Punk‘, hino do gênero no Brasil. Palco devidamente invadido e aquela energia caótica que o underground pede. Wander agradeceu ao público, elogiou a casa e foi pra galera literalmente. Que volte mais vezes.

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Resenha: Guns N’ Roses @Estádio Mané Garrincha

Por Bruno Britto

E havia quem dissesse que o Guns N’ Roses nunca mais seria o mesmo.

Domingo, dia 20 de novembro, foi último show da turnê “Not In This Lifetime Tour” em terras tupiniquins. O local escolhido para tal encerramento foi o Estádio Nacional de Brasília, o Mané Garrincha, e o que ocorreu foi realmente digno de tal palco.

Desde cedo observávamos a presença dos fãs no local, tanto em filas como na área externa do estádio, confraternizando e compartilhando a ansiedade. O evento foi bastante organizado, com as filas fluindo de forma surpreendentemente rápidas e bastante sinalizado.

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O show de abertura ficou por conta dos brasilienses da Plebe Rude, que fez um show bastante empolgado, principalmente por estarem tocando em casa. O público, apesar da casa ainda não estar cheia, aplaudida bastante. A banda mostrou muita maturidade e uma excelente relação com a platéia, que já ficou bastante animada para o que vinha a seguir.

Eram por volta das 20h45 quando foi ouvido o primeiro grito de Axl Rose, que entrou no palco acompanhado de Slash, Duff Mckagan, Frank Ferrer, Richard Fortus, Dizzy Reed e Melissa Reese. Ao som de “It’s So Easy”, a banda iniciou o show, para delírio dos presentes. Logo em seguida, executaram “Mr. Brownstone” e a faixa que deu o nome ao último álbum, “Chinese Democracy”, cantada em uníssono pelos presentes. O público já estava completamente rendido ao Guns N’ Roses nesse ponto.

E Brasília foi a 'Jungle' do Guns por um dia. Logo mais #CoberturaRIFF completa no site.

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Axl mostrou que realmente recuperou bastante da sua qualidade vocal ao cantar “Welcome To The Jungle”, que levou a galera ao delírio, já emendando com a agitada “Double Talkin’ Jive”. Em seguida, o clima ficou um pouco mais lento, com a belíssima “Sorry”. “Better”, “Estranged”, “Live and Let Die” e “Rocket Queen” não deixaram ninguém ficar desanimado, mesmo que a chuva, bastante forte antes do show, já retornasse, ainda que tímida.

Logo após tocarem “You Could Be Mine”, vemos Duff Mckagan tomar a frente (e vocais) da banda para ouvirmos  “Can’t Put Your Arms Around A Memory” e “Attitude”. Após isso, os versos iniciais de “This I love” chegaram para emocionar a todos os presentes, com destaque para o solo magistral de Slash. “Used To Love Her” também foi muito bem recebida por todos, com um clima inclusive de nostalgia. Porém, foi em “Civil War” que a banda chegou ao ápice do show, sendo a música da noite. “Coma” também não ficou atrás, sendo a banda ovacionada ao perceberem que a música seria tocada.

Após tantos clássicos, Slash nos presenteia com um solo e o tema de “The Godfather”, para depois performar os riffs de “Sweet Child o’ Mine” para completo delírio do público presente no Mané Garrincha, que cantarolava até o solo da música. “Out Ta Get Me” veio para dar uma acalmada nos ânimos, até que Slash e Richard Fortus fizeram o instrumental de “Wish You Were Here”, do Pink Floyd. E como tocou esse Fortus! O guitarrista saiu extremamente consagrado após o show, sendo bastante elogiado por todos.

Pra relembrar um pouco da passagem do Guns N' Roses por aqui. Será que eles voltam em setembro?

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Em um momento bastante simbólico, a chuva na capital federal voltou, trazendo com ela a bela “November Rain”, em um momento emocionante, onde era possível observar grande parcela do público em lágrimas. “Yesterdays” também continuou a onda de emoção, sendo uma das grandes surpresas do setlist e abrindo as portas para uma das mais esperadas da noite, “Knockin’ On Heavens Door”, momento de maior interação da banda com os fãs. “Nightrain” veio depois e encerrou a primeira parte do show, onde a banda saiu do palco agradecendo a todos.

A gritos de “Guns-N’-Roses” do público, o grupo voltou executando “Angie” e a balada “Patience”, tão famosa por sua introdução. “The Seeker”, do lendário grupo The Who e “Paradise City” vieram para encerrar de vez o show.

O público saiu bastante satisfeito e alegria era contagiante. Muitos, inclusive, ainda ficaram na área externa do estádio, em um momento de muita euforia e de felicidade. Pelo que foi observado, Brasília vai falar desse show por muito tempo.


Gostaria de agradecer ao amigo, e riffeiro por um dia, Saymon Oliveira pelo auxílio nas fotos e vídeos.

setlist

Guns N’ Roses Setlist Estádio Mané Garrincha, Brasília, Brazil 2016, Not in This Lifetime

Chuva de riffs! A história do rock contada em 100 riffs clássicos de guitarra

Vamos falar de história do rock ‘n’ roll? Ou melhor, que tal pararmos para ouvir uma compilação com alguns dos maiores clássicos do gênero? O vídeo abaixo reúne 100 riffs clássicos tocados na sequência, em uma tacada só de 12 minutos. De Chuck Berry a Nirvana. De Jimi Hendrix a Mastodon.

A produção não é nova – já tem quatro anos – mas mesmo assim ainda encanta. Até mesmo por que as músicas escolhidas são bem mais antigas. Méritos para Alex Chadwick, da loja/canal Chicago Music Exchange. Bom, nós do Canal RIFF somos suspeitos para falar… afinal, devoramos riffs. :) Ouve aí:

Segue a lista das músicas:
1 Mr. Sandman – Chet Atkins
2 Folsom Prison Blues – Johnny Cash
3 Words of Love – Buddy Holly
4 Johnny B Goode – Chuck Berry
5 Rumble – Link Wray
6 Summertime Blues – Eddie Cochran
7 Pipeline – The Chantays
8 Miserlou – Dick Dale
9 Wipeout – Surfaris
10 Daytripper – The Beatles
11 Can’t Explain – The Who
12 Satisfaction – The Rolling Stones
13 Purple Haze – Jimi Hendrix
14 Black Magic Woman – Santana
15 Helter Skelter – The Beatles
16 Oh Well – Fleetwood Mac
17 Crossroads – Cream
18 Communication Breakdown – Led Zeppelin
19 Paranoid – Black Sabbath
20 Fortunate Son – Creedence Clearwater Revival
21 Funk 49 – James Gang
22 Immigrant Song – Led Zeppelin
23 Bitch – Rolling Stones
24 Layla – Derek and the Dominos
25 School’s Out – Alice Cooper
26 Smoke on the Water – Deep Purple
27 Money – Pink Floyd
28 Jessica – Allman Brothers
29 La Grange – ZZ Top
30 20th Century Boy – T. Rex
31 Scarlet Begonias – Grateful Dead
32 Sweet Home Alabama – Lynyrd Skynyrd
33 Walk This Way – Aerosmith
34 Bohemian Rhapsody – Queen
35 Stranglehold – Ted Nugent
36 Boys Are Back in Town – Thin Lizzy
37 Don’t Fear the Reaper – Blue Oyster Cult
38 Carry on My Wayward Son – Kansas
39 Blitzkreig Bop – The Ramones
40 Barracuda – Heart
41 Runnin’ with the Devil – Van Halen
42 Sultans of Swing – Dire Straits
43 Message in a Bottle – The Police
44 Hey Hey, My My (Into the Black) – Neil Young
45 Back in Black – AC/DC
46 Crazy Train – Ozzy Osbourne
47 Spirit of Radio – Rush
48 Pride and Joy – Stevie Ray Vaughan
49 Owner of a Lonely Heart – Yes
50 Holy Diver – Dio
51 Beat It – Michael Jackson
52 Hot For Teacher – Van Halen
53 What Difference Does It Make – The Smiths
54 Glory Days – Bruce Springsteen
55 Money For Nothing – Dire Straits
56 You Give Love a Bad Name – Bon Jovi
57 The One I Love – REM
58 Where the Streets Have No Name – U2
59 Welcome to the Jungle – Guns N’ Roses
60 Sweet Child ‘O Mine – Guns N’ Roses
61 Girls, Girls, Girls – Motley Crue
62 Cult of Personality -Living Colour
63 Kickstart My Heart – Motley Crue
64 Running Down a Dream – Tom Petty
65 Pictures of Matchstick Men – Camper Van Beethoven
66 Thunderstruck – AC/DC
67 Twice as Hard – Black Crowes
68 Cliffs of Dover – Eric Johnson
69 Enter Sandman – Metallica
70 Man in the Box – Alice in Chains
71 Smells Like Teen Spirit – Nirvana
72 Give it Away – Red Hot Chili Peppers
73 Even Flow – Pearl Jam
74 Outshined – Soundgarden
75 Killing in the Name – Rage Against the Machine
76 Sex Type Thing – Stone Temple Pilots
77 Are You Gonna Go My Way – Lenny Kravitz
78 Welcome to Paradise – Green Day
79 Possum Kingdom – Toadies
80 Say it Ain’t So – Weezer
81 Zero – Smashing Pumpkins
82 Monkey Wrench – Foo Fighters
83 Sex and Candy – Marcy Playground
84 Smooth – Santana
85 Scar Tissue – Red Hot Chili Peppers
86 Short Skirt, Long Jacket – Cake
87 Turn a Square – The Shins
88 Seven Nation Army – White Stripes
89 Hysteria – Muse
90 I Believe in a Thing Called Love – The Darkness
91 Blood and Thunder – Mastodon
92 Are You Gonna Be My Girl – Jet
93 Reptilia – The Strokes
94 Take Me Out – Franz Ferdinand
95 Float On – Modest Mouse
96 Blue Orchid – White Stripes
97 Boulevard of Broken Dreams – Green Day
98 Steady As She Goes – The Raconteurs
99 I Got Mine – Black Keys
100 Cruel – St. Vincent

Resenha: Esteban + Elektra + Tay Galega @Democráticos

Por Felipe Sousa | @Felipdsousa | Fotos: Natalie Oliver

Saudações riffeiro! No sábado da última semana (12/11), estivemos no Democráticos Social Club, na Lapa, prestigiando mais um evento promovido pela Cena Rock Produtora, uma das mais atuantes no Rio de Janeiro. O evento celebrava o segundo aniversário da produtora, que escolheu Esteban Tavares (com a turnê “Saca La Muerte de Tu Vida”), Elektra (com a turnê de Lançamento do EP “De Volta Na Terra”) e Tay Galega (com a turnê de lançamento “O Tempo Voa”) pra comandarem o show.

O palco do Democráticos não foi escolhido por acaso, a produção do show contava com a presença de um bom público, tendo em vista principalmente o excelente evento realizado quatro meses antes, com o mesmo Esteban, em uma outra casa de show tradicional do Rio. O ambiente era agradável, o espaço interessante, a qualidade de som era boa e a proposta da casa tornava o show bem intimista. Infelizmente, no entanto, o público não compareceu em peso. Mas isso não impediu de ser uma noite bem interessante.

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Tay Galega e Esteban @2016

Já era fim de tarde quando Elektra subiu no palco. Pra quem não a conhece, ela iniciou sua carreira em 2007 com a banda Fake Number, de onde saiu em 2010 pra dar inicio ao seu projeto solo. No show, a cantora se mostrou bem à vontade com o público, que por outro lado a recebeu bem e cantava junto. Sua participação teve como ponto alto a música “Memória Seletiva” que tem Leo Ramos (Supercombo) parceiro na composição, a canção sem mostra com uma pegada bem pop, com melodia e letra fáceis de grudar na cabeça. A paulista ainda arriscou um cover de “Bang” da Anitta.

A segunda apresentação ficou por conta da cantora e compositora Tay Galega. Natural de Blumenau (SC) e atualmente com 23 anos, ela já aparece com uma das boas revelações de 2016 e deve pintar forte no ano que vem. Cantando músicas de sua carreira, que tem uma vibe reggae/pop e com influências em Armandinho e Natiruts, a catarinense comandou com muita simpatia o show. Com sua namorada presente durante quase todo o tempo no palco, criou-se um clima bem romântico. Prato cheio pra um público que foi fiel às canções da Tay.

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Esteban @2016

Pra encerrar com chave de ouro a comemoração, Esteban subiu no palco. Pra delírio dos fãs. O músico gaúcho que se recupera de uma cirurgia na perna, e que por isso estava há algumas semanas sem tocar, aparece pela segunda vez em quatro meses no Rio de Janeiro. Em agosto, em outro evento da Cena Rock, o colorado fez um grande show no Teatro Odisseia. E diferente desse show, onde Tavares resenhava bastante sobre sua vida e suas letras entre uma canção e outra criando uma interação muito grande com o público, no Democráticos ele optou por buscar um ambiente mais vibrante, e engatou uma música atrás da outra. Músicas essas que flutuaram por toda sua carreira. Não era de se esperar menos do que um grande coro do público. E foi isso que ouvimos durante toa a apresentação, o público muito ativo nas canções. A apresentação ainda contou com a presença da Tay cantando uma música de sua autoria junto com Esteban.

Como a própria Cena Rock fala, ela está ali pra levantar a cena carioca, sejam bandas, sejam casas de show. Depois de dois anos promovendo belos eventos, fica aqui nossa dica, acompanhem o trabalho dos caras. E que muitos outras como esse venham.

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Resenha: Festa Avalanche @Clash Club

Por Natalia Salvador  | @_salvadorna 

A cena independente brasileira vem se restabelecendo e fortalecendo cada vez mais. A prova disso são os festivais espalhados por todo pais que contam com um line-up totalmente nacional. Essa foi a proposta do Festa Avalanche, que aconteceu nos dias 29 e 30 de outubro no Clash Club, na zona oeste de São Paulo. Recheado de lançamentos, os shows arrastaram apaixonados pelo rock nacional de diferentes cantos do país.

No sábado, dia 29, o dia começou com o lançamento do CD “Deus e o Átomo” da banda Medulla. Com Pedro Ramos, guitarrista da Supercombo e vocalista da Tópaz, na bateria e a ajuda de um público entusiasmado para conferir esse som ao vivo, a banda carioca começou com o pé direito. Os fãs tinham todas as músicas novas na ponta da língua e cantaram do início ao fim. Se os músicos ainda tinham alguma dúvida de como seria a resposta do público, certamente puderam sentir que acertaram no novo trabalho!

Em seguida, para fechar a primeira noite, quem subiu ao palco foram os brasilienses da Scalene. Levando a tour do recente DVD “Ao vivo em Brasília” para a capital paulista, o quarteto fez no palco o que sabe de melhor: um show para enlouquecer qualquer fã. Além do repertório e da presença de palco já conhecidas, a apresentação contou com algumas surpresas. Entre elas a participação de Leo Ramos, vocalista da Supercombo, em ‘Surreal’ e Lucas Silveira, vocalista da banda Fresno, em ‘Legado’.

Ego Kill Talent foi a escalada para abrir os trabalhos no domingo, dia 30. Com um público um pouco maior que o dia anterior, o quinteto, que tocou em 2016 em festivais como o Lollapalooza Brasil e o Maximus Festival, aqueceu a galera para a noite que estava só começando. Com músicas que passeiam entre a série de três EP’s, o quinteto mostrou ao público um som maduro e muito bem produzido.

Vez da Far From Alaska no palco do Avalanche #coberturariff @farfromalaska

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Seguindo a sequência de shows, quem subiu ao palco foi a Far From Alaska, banda originada em Natal, Rio Grande do Norte. Com um som irreverente e incomum, além de uma presença de palco única e uma vocalista que chama muita atenção pelo talento, o quinteto levou a platéia à loucura. A performance autêntica pode ser contemplada em ‘Politiks’, uma das músicas em que a resposta da galera era entusiasmada desde a primeira nota.

Para encerrar a noite e o festival, o aguardado lançamento de ‘Rogério’ na terra da garoa. O show da nova tour da Supercombo é completo: luzes, músicas indispensáveis de trabalhos anteriores, presença de palco e muita energia, tanto vindo do palco quanto da platéia. Além das participações de Keops e Raony em ‘Magaiver’, Emmily Barreto em ‘A piscina e o Karma’ e Gustavo Bertoni em ‘Grão de Areia’, o homem que inspirou o nome do álbum e também aparece na foto de capa marcou sua presença no palco! Também em ‘Grão de Areia’, o guitarrista Pedro Ramos afirmou que no primeiro show da tour, no Rio de Janeiro, a platéia tinha ‘representado’ e deixado os músicos muito felizes. “Será que São Paulo vai superar o Rio?”, perguntou. Aos gritos de bolacha e ‘ei Toledo, vai tomar no cu’, a música começou e quem pode conferir os dois shows certamente concluiu que nessa briga o Rio de Janeiro levou a melhor.

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A experiência de acompanhar shows fora da sua cidade e zona de conforto é muito interessante. Você pode sentir o calor e a energia diferente dos públicos, além de, de quebra, conhecer lugares e pessoas incríveis. É importante comparecer aos shows na nossa vizinhança, mas desbravar festivais, casas de show e lugares inusitados também podem – e devem – entrar nas ‘wishlists’.