Video Games Live retorna ao Rio de Janeiro após quatro anos

Por Guilherme Schneider | @Jedyte 

Todo fã de games que se preze sabe apreciar uma boa trilha sonora. Temas grandiosos como da série Final Fantasy, lúdicos como os de Mario, empolgantes como de Street Fighter, nostálgicos como Donkey Kong ou inesquecíveis como de Top Gear. Não importa a preferência: bastam alguns acordes e toda uma memória afetiva retorna imediatamente.

E é justamente a celebração dessas músicas (e dos próprios games em si) que o Video Games Live propõe em seu retorno ao Rio de Janeiro, no próximo sábado, 22/10, às 20h. Após quatro anos (a última vez foi em 2012) sem receber uma edição do evento, a Cidade Maravilhosa foi uma das duas cidades brasileiras agraciadas com a atual e 11ª turnê do projeto – a outra é Belo Horizonte, com show no dia 23/10 no Cine Theatro Brasil.

Para quem ainda não conhece, a Video Games Live apresenta os temas dos games com acompanhamento de uma orquestra sinfônica local. Quem comanda a festa é o simpático Tommy Tallarico, compositor das trilhas de mais de 200 games. Diante de projeções em telões, a celebração gamer sempre reserva algum tipo de surpresa – seja na escolha do setlist ou em alguma participação especial.

A oitava vez do Video Games Live no Rio de Janeiro será na Cidade das Artes (ainda conhecida por muitos como ‘Cidade da Música’), na Avenida das Américas, nº 5300, Barra da Tijuca. Os ingressos estão disponíveis (clique aqui para comprar) e variam de R$ 100 a R$ 300.

Confira o vídeo abaixo com a cobertura oficial da última edição no país, em 2015:

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Playlist: O lado mais ‘light’ de Corey Taylor, do Slipknot e Stone Sour

Um dos vocalistas de rock mais respeitados dos últimos anos é Corey Taylor. Vocalista do Slipknot Stone Sour, Taylor sabe como poucos como dominar um palco – com ou sem máscaras. Mas, ainda é bastante estigmatizado pela postura ‘agressiva’ do Slipknot.

Quem é fã sabe que Taylor vai muito além do Nº 8 (alter ego em sua principal banda). O cantor também é compositor e multi-instrumentista, tocando ao menos cinco intrumentos diferentes. Fora seu lado mais melódico, seja em projetos solos ou em suas duas principais bandas.

O Canal RIFF montou uma playlist no Spotify para destacar justamente as suas músicas com um tom mais ‘light‘. Bom para relaxar, entre uma porradaria e outra, né?

Ouça e inscreva-se na playlist: https://goo.gl/5uMwYU

Siga o RIFF no Spotify para acompanhar outras listas: https://open.spotify.com/user/canalriff

O respeito máximo é pra ele! O álbum póstumo de Sabotage é uma obra prima do rap nacional

Por Guilherme Schneider | @Jedyte 

Dizem por aí que alguns talentos só serão reconhecidos tardiamente, após a morte do artista. Não, definitivamente não foi o caso de Sabotage. Pouco antes de seu assassinato, em janeiro de 2003, o rapper já era uma realidade na cena de São Paulo e expandia suas rimas  sagazes pelos quatro cantos do país – especialmente no auge da MTV.

Mas, inegavelmente, Sabotage ganhou o status de lenda após sua morte precoce, aos 29 anos. Sua carreira nas artes foi meteórica, com apenas um álbum de estúdio lançado, o histórico ‘O Rap É Compromisso‘, lançado em 1999 pela Cosa Nostra.

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Mauro Mateus dos Santos, o Sabotage

Mas, era pouco. A vontade desde então era de ouvir muito mais daquelas letras diretas, que ilustravam tão bem sua a realidade (e de muita gente). Antes, participou também em cinco das onze faixas da trilha sonora de ‘O Invasor‘, filme que também participou atuando. Outro momento em que se mostrou um artista versátil, Sabotage também foi ator em ‘Carandiru‘.

O lamento desde então era imaginar até onde o ‘Maestro do Canão’ poderia chegar. Um full álbum com onze músicas, e punhados de boas participações com rappers de peso como RZO,  Rappin’ Hood, BNegão entre outros – que naturalmente renderam coletâneas.

Felizmente o garimpo em busca de gravações perdidas foi um sucesso. Ouro puro, tratado como tal. E nesse 17 de outubro de 2016 saiu enfim o ‘Sabotage‘, o almejado álbum póstumo.

Aí é de se tirar o chapéu para o primoroso trabalho de produção, feito por gente que reverencia a obra de Sabotage. E não é à toa, afinal, foi feito com o amor de seus dois filhos, Tamires e Wanderson ‘Sabotinha’ – ambos participam na faixa  de abertura, Mosquito.

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Sabotage e Instituto: Parceria de ‘milianos’

Mérito para a longa parceria com o coletivo Instituto, dos produtores Rica Amabis e Tejo Damasceno e Daniel Ganjaman – além de diversos rappers.

“Foram 13 anos de trabalho para superar, compilar, organizar, produzir e finalizar esse trabalho, sempre respeitando e priorizando a vontade da família e a memória desse grande amigo e eterna inspiração”, disse Ganjaman em sua página no Facebook.

Destaque para as faixas Canão Foi Tão Bom, Míssel Sai da Frente. Grande momento é a embargada de voz de um emocionado Sabotage em País da Fome: Homens Animais, que dialoga com a faixa País da Fome, de seu primeiro álbum. Além de Quem Viver Verá, gravada um dia apenas antes de sua morte.

O lançamento só reafirma a genialidade do Sabota, provavelmente o maior (ou um dos maiores, vai do gosto de cada um) rapper nacional. 13 anos depois Sabotage segue atual, rimando forte, versátil e bem produzido. Ouça no Spotify um dos fortes candidatos a ‘álbum do ano‘:


Assista aos documentários para conhecer mais de Sabotage: