Paramore É Bom?

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O sonhou acabou: Marli, primeira viral musical brasileira, encerra carreira sem fazer os grandes shows que merecia

Por Guilherme Schneider | @Jedyte 

Passou batido por muita gente, mas cabe o registro – mesmo tardio. Há pouco menos de um mês, a página oficial da cantora Marli anunciou o fim de sua carreira. Ícone da internet brasileira, Marli era fruto de um dueto com o produtor Antônio Augusto. “É com um pouco de aperto no coração que comunico a vocês que o projeto musical com Marli está oficialmente encerrado”, anunciou.

Ela surgiu para a internet na auge do Orkut e nos primórdios do YouTube brasileiro. Em pouco tempo criou o que talvez possa ser apontado como primeiro viral musical brasileiro, o sombrio clipe de ‘Bertulina‘ – evocando a veia nacional para produções trash.

O conto de fadas de Marli na música é um capítulo que merece ficar para a história do nosso combativo underground. Especialmente de quem acredita na máxima ‘uma câmera na mão e uma ideia na cabeça’. Vídeos criativos, sonoridades variadas… o experimental sempre esteve presente na obra. (ouça abaixo uma playslist esxclusiva do RIFF: Marli Essencial)

Tudo começou dentro de casa, em Feira de Santana, Bahia. Marli Souza Silva trabalhava como empregada doméstica. Durante o trabalho gostava de cantar, e isso chamou a atenção do filho dos patrões, o visionário Antônio Augusto – apenas quatro anos mais novo que Marli.

Antônio convidou Marli para gravar algumas músicas e vídeos. Em pouco tempo o retorno apareceu em forma de vizualiações. Não em shows, pelo que consta Marli nunca fez um grande show ao vivo – uma lástima.

Mesmo após largar a carreira de doméstica ela continuou gravando as composições de Antônio, que se inspirava inicialmente na sonoridade do naipe de Madonna e Björk.

Marli
A discografia completa está disponível no Spotify

“O personagem que eu e a Marli ‘real’ criamos é inspirado em cantoras como Madonna buscar e Björk buscar, uma versão exagerada e, digamos, ‘avacalhada‘ dessas cantoras, sem nunca denegrir a imagem das mesmas, até porque eu sou fã das duas. Gostamos de explorar temas polêmicos como sexo e religião em boa parte das músicas, sempre com uma boa dose de humor negro.”, declarou Antônio em entrevista ao portal G1.

Foram ao todo oito álbuns de estúdio lançados entre 2002 e 2013. Além disso, foram lançadas também coletâneas, ánbuns de remixes e outros extras. Foram ao todo oito álbuns de estúdio lançados entre 2002 e 2013. Além disso, foram lançadas também coletâneas, ánbuns de remixes e outros extras (inclusive o melhor álbum natalino do século teaser abaixo).

Felizmente a discografia seguirá disponível para as próximas gerações no Spotify e em outras redes. Como definiu Antônio no comunicado oficial de despedida: “A arte nunca morre” – mas deixa desde já saudades.


Siga o perfil do RIFF no Spotify para ouvir outras listas: https://open.spotify.com/user/canalriff

Conheça mais no site oficial da Marli: http://marlionline.com.br

Lista: 5 motivos para amar o rock britânico (ou britpop)!

Por Bruno Britto

Que o rock britânico é um dos mais fortes do mundo, isso não é segredo para ninguém. O país de bandas como Queen, The Beatles e The Rolling Stones é considerado por muitos como o maior expoente de bandas de rock do planeta. E, felizmente, qualidade das bandas não parece estar próximo de um declínio.

Para conseguirmos atingir um público específico, bandas clássicas como Iron Maiden, Queen e o Sex Pistols não estarão presentes. O foco será em bandas que podem até ter começado nos início dos anos 90, mas que sejam conhecidas por ter feito parte dessa geração mais nova.

Confira agora 5 motivos para amar o rock britânico!

Menções honrosas: Kaiser Chiefs, Radiohead, Travis, Keane e Franz Ferdinand.


5. Blur

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O Blur foi um dos principais nomes na conhecida “guerra do Britpop”. A banda do vocalista Damon Albarn, que posteriormente, criaria o Gorillaz. Com hits como “Song 2” e “Girls & Boys”, a banda alcançou o estrelato e lançou sete álbuns de estúdio, sendo “The Magic Whip”, de 2015, o mais recente.

4. The Verve

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The Verve conseguiu fazer o que poucas bandas conseguem: tornar uma música um hino.

Muitos conhecem a banda através de seu maior hit, a sensacional “Bitter Sweet Symphony”, mas a banda formada em Wigan tem quatro álbuns de estúdio e mais outros sucessos, como a bela “Lucky man”, também muito conhecida pelos amantes do britpop. Após indas e vindas, a banda encerrou de vez em 2009.

3. Coldplay

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Se eu não colocasse o Coldplay aqui, eu tenho certeza que 90% dos leitores pediriam minha cabeça.

Brincadeiras a parte, os londrinos são uma das bandas de maior sucesso do momento e com uma das maiores legiões de fãs. Fazendo um estilo que mescla elementos do rock alternativo e do britpop, a banda do vocalista Chris Martin dispensa apresentações. Com um sucesso atrás de outro, o grupo é sempre lembrado por canções como “Yellow”, “Paradise” e “Viva la Vida”, entre outros. (vide o vídeo do RIFF abaixo)

2. Arctic Monkeys

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Estamos falando aqui da, na humilde opinião desse redator, melhor banda de indie rock da atualidade.

O Arctic Monkeys é uma banda mais jovem, formada em 2002, em Sheffield, e desde o início contagiou a cena do rock britânico, depois conquistando o mundo. A voz marcante de Alex Turner tem ponto forte nessa conquista, mas a evolução do A.M como banda foi gigantesca. Seu primeiro sucesso, “I bet you look good on the dance floor” alcançou nº 1 no Reino Unido. Desde então, a banda apenas subiu o nível e vem conquistando ainda mais seguidores.

1. Oasis

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É impossível falar do cenário do rock britânico e não mencionarmos o Oasis.

A banda dos irmãos Gallagher é uma das maiores da história do cenário musical britânico, com músicas icônicas como “Wonderwall”, “Live Forever” e “Stop crying your heart out”, que virou até tema para a seleção inglesa na Copa do Mundo de 2002. A banda ficou famosa por suas canções e também por suas desavenças internas, com os irmãos Liam e Noel sempre discutindo muito. Fato esse que ocasionou o fim da banda em 2009, deixando até hoje os fãs na expectativa de um possível retorno (fato esse que já foi matéria aqui no Canal RIFF!).

Após o fim da banda, Liam formou o Beady Eye com os outros integrantes da Oasis, enquanto Noel criou seu próprio projeto, o Noel Gallagher’s High Flying Birds.


E aí, faltou alguma banda? Deixe suas sugestões nos comentários!

Canal RIFF estreia DJ Set em pista exclusiva na Tekiller do dia 5/11! #RIFFnaTEKILLER

Por Guilherme Schneider | @Jedyte 

É com muita alegria que o Canal RIFF anuncia a sua primeira parceria com uma festa. E não é qualquer festa: é logo a tradicional Tekiller, no Teatro Odisseia – na Lapa (Avenida Mem de Sá nº 66), Rio de Janeiro.

Na próxima edição (sábado, dia 5 de novembro – daqui a duas semanas) o RIFF cuidará do som da Pista Zombies, a do andar de cima. Podem esperar o inesperado do crew todo do canal – especialmente aquele rock nacional que não tem muita vez na maioria das festas.

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O rock nacional tem vez na pista do RIFF

Então marca aí na agenda o 5/11 e vem tomar tequila com a gente na Tekiller! Fique ligado nas nossas redes sociais para um sorteio de ingressos nos próximos dias usando a hashtag #RIFFnaTEKILLER

RELEASE:
Dia 5 de Novembro tiene la tradicional edición del Dia de Los Muertos de LA FIESTA MÁS FUEDA DE LA CIUDAD! Como el Dia De Los muertos en México eres dia del FESTEJO, comemoraremos aqui com mucha pegación, tequila, roquenrôu, Batalha de Tequila, Concurso de Mejor Maquiagem de Caveira Mexicana, Bodyshots e mais unas porradas de doideiras que só a TEKILLER tem!

► SHOTS NA PISTA
– Tequila
– LA BELA MUERTE (no se o que tem, mas sei que tem absinto)
– Margarita
– Mojito
– Tekiller Bomb (Tequila, jager y Red Bull)
– Bong de Desperados

► ATRACIONES DEL OTRO MUNDO
– Concurso da Calavera
– Stand de maquiagem
– Batalha de Tequila en el PALCÓN
– Sombreros y bigodes por toda la pista
– Moshboat – Mergulhe a buerdo de nosso bote em direción a la multidón

► LINE UP
PISTA CALAVERAS
Fernando Prado [Tekiller / FESTARALHO]
Thiago Halleck [Tekiller / Arcade ON Fire!]
Grazzia [Sex Tape]
Suirá (Meister Party)

PISTA ZOMBIES
– Canal RIFF DJ SET (Gustavo Chagas, Ricardo Martins e Guilherme Schneider)

► LAS FUETOS Y VÍDEOS
– Cobertura fuetográfica

► ANIVERSÁRIO
– Seus convidados pagam R$25 la noche tueda;
– Levando 5 convidados, usted entra VIP;
– Levando 10 convidados, usted gaña +1VIP e una garrafa de espumante;
– Envie sua lista com data e nome de la fiesta para atendimento@teatroodisseia.com.br e aguarde o e-mail de confirmación;
– Usted puede enviar até as 19:00h del dia del evento, mas não deixe para la última hora, la casa tem limite de listas;
– La promoción vale para aniversariantes de novembro e de las 2 últimas semanas de outubro.

► ENTRADA
R$20,00 [Antecipado]*
R$20,00 [Lista até 00:00h]
R$25,00 [Lista após 00:00h]
R$35,00 [Mané]

► ANTECIPADOS
http://bit.ly/TeKillerDiadeLosMuertosANTECIPADOS

► [CHAPELARIA NO LOCAL]

Resenha: Vilipêndio @Via Láctea

Por Guilherme Schneider | @Jedyte 

Após mais de um ano longe dos palcos o Vilipêndio retornou. E, parafraseando música deles, foi uma autêntica ‘Noite do Vilipêndio’ no Estúdio Via Láctea. Aliás, o espaço surge como um promissor cenário para shows underground na tríplice fronteira entre Andaraí, Vila Isabel e Tijuca.

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Vilipêndio @2016

E uma ‘Noite do Vilipêndio’ normalmente é marcada por um show direto, forte, com a honestidade e face do underground. O power trio de punk metal é formado pelo casal Ricardo Caulfield (guitarra, vocal) e Simone Caulfield (teclado), além do experiente baterista Alexandre ‘Vovô’ Fersan.

Os três apresentaram um setlist com novidades, como as primeiras vezes ao vivo de ‘O Silêncio que Foi Costurado‘ e ‘Tem Sempre Um Idiota Querendo Ensinar Uma Lição‘, músicas que fecharam a apresentação. Destaques também para o retorno ao set de ‘Eu Defendo a Lei – Parte 2‘ e ‘Olhos Vermelhos‘, que há muito tempo não figuravam nos shows.

Vilipêndio no Via Láctea Underground! #CoberturaRIFF

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A noite contou ainda com shows de outras bandas do underground carioca que merecem atenção: Homens de Verde (banda que capitaneou a organização do evento), Band’Doido, New Day Rising, Mau Presságio, Repressão Social e Lacrau.

Agora o Vilipêndio retorna aos palcos no próximo dia 30 de outubro, no tradicional Calabouço Heavy & Rock Bar, em Vila Isabel. A noite terá ainda Sevciuc e Defenders (cover do Judas Priest). Que esse retorno seja cada vez mais frequente!

setlist

  1. Paraíso
  2. Shangri-lá
  3. A Viagem
  4. Anestesiado
  5. Eu Defendo A Lei
  6. Eu Defendo A Lei – Parte 2
  7. Vigia ou Vampiro
  8. Olhos Vermelhos
  9. Crime Perfeito
  10. Noite do Vilipêndio
  11. O Silêncio que Foi Costurado
  12. Tem Sempre Um Idiota Querendo Ensinar Uma Lição

Resenha: Disclosure @Metropolitan

Por Thais Rodrigues | @thwashere | Fotos @gustavochagas

Sexta à noite é o presságio de uma aventura surpreendente que ainda conhecemos muito bem como fim de semana. Cada plano pra curtir os dois dias off é arquitetado meticulosamente do início ao fim, mesmo que o fim não seja tão importante assim e tudo que sabemos é que a diversão é garantida – com ou sem Netflix.

Na última sexta-feira de setembro (30/9), não foi preciso sair de casa pra ter um daqueles finais de semana épicos. A chuva no Rio de Janeiro – esse tal lugar que chamamos de “lar” – limpou todo o caos da semana para recebermos com muita disposição e brindes o duo inglês Disclosure, que nos fazia a primeira visita, mas não a última, garantiram Guy e Howard Lawrence.

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Disclosure @2016

Com vários singles que sabemos até de trás pra frente, eles abriram espaço para um show iluminado e no sentido mais literal da palavra. Os irmãos chegaram animados e com toda educação possível, trazendo com eles equipamentos e um som inconfundível e bastante característico para fazer a melhor festa em casa que cariocas e turistas já viram.

Todos os convidados presentes foram recepcionados pela hospitalidade de Guy e Howard que não tinham cara, nem jeito de visita. O carisma e a energia dos dois ecoaram em alto e bom som e essa combinação tipicamente Made in Brazil trouxe à tona a selvageria de corpos em movimento em uma verdadeira pista de dança improvisada no Metropolitan.

Depois de incendiar o lugar inteirinho com “F For You”, “White Noise” e a própria “When A Fire Starts To Burn”, os caras prometeram duas surpresas antes de encerrar a apresentação e sem muito suspense, convidaram Brendan Reilly que fez com que o sentido da expressão “ao vivo” fizesse mais sentido durante sua apresentação.

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Logo em seguida, o duo levou o público à loucura com a apresentação de “Help Me Lose My Mind”, faixa que segundo eles não era tocada há muito tempo e encerrando a apresentação, “Latch” trouxe toda a energia do início do show de volta para que o título de melhor festa do ano fosse nossa.

Resenha: Novo do Alter Bridge é abaixo do esperado

Por Igor Gonçalves | @igoropalhaco

Lançado no último dia 7 de outubro, ‘The Last Hero’ é o quinto álbum da banda Alter Bridge. formada por Myles Kennedy (vocal/guitarra), Mark Tremonti (guitarra/backing vocal), Brian Marshall (baixo) e Scott Phillips (bacteria).

O disco conta com a produção de Michael “Elvis” Baskette, que além de também produzir os álbuns solos do guitarrista Mark Tremonti, conta com a minha amada Trivium, Slash e Falling in Reverse no currículo. Com 13 faixas e uma extra na versão deluxe (listadas ao final do review), o cd foi composto por Myles e Tremonti enquanto estavam em turnê juntos no ano passado.

14553339_1099263376808986_8148939960070701056_nMinha primeira impressão é que todos andaram ouvindo bastante metal progressivo ultimamente e resolveram incorporar isso no som do álbum, o que fez muitas músicas ficarem mais pesadas. Peso este que também pode ser justificado pelo uso inédito de uma guitarra de sete cordas na gravação. O instrumental é muito bem executado, pensado e fechado. Não passa a sensação de que está faltando algo em nenhum momento, mas a Alter Bridge nunca foi uma banda que ficou devendo no seu instrumental.

São todos excelentes músicos. Com algumas músicas dignas de se tornarem trilhas de filmes de luta da Sessão da Tarde, ‘The Last Hero’ me passa a impressão de que eles estão focados em tornarem a banda mais popular no gênero. Esse objetivo tornou o album um tanto quanto… sem graça.

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Apesar de ser repleto de músicas animadas, solos poderosos e a magnífica extensão vocal do Myles, peca nos quesitos essência e originalidade. Todas as músicas seguem uma receita já bem conhecida dos amantes do metal.

Ouvi o cd inteiro algumas vezes, mas a partir da segunda já tinha se tornado um pouco massante. Nenhuma música me cativou o suficiente para ouvir mais que uma vez. Infelizmente a banda se perdeu tentando fazer músicas para rádio ao invés de fazer para os fãs. A perceptível tentativa de reviver o espírito dos dois primeiros álbuns (One Day Remains e Blackbird), ‘The Last Hero’ não conseguiu me conquistar, mesmo após as exaustivas chances que dei, ouvindo-o.

Alter Bridge me decepcionou fazendo o que considero ser seu pior álbum até o momento. Nem parece a mesma banda que fez o excelente AB III


Ouça na íntegra e tire suas conclusões: