Música do Dia #20: Allumina – A Chuva

Banda: Allumina (Rio de Janeiro/BR)
Música: A Chuva (2016)


Periodicamente a página do Canal RIFF apresentará uma banda diferente! Seja nova ou rodada, brasileira ou gringa.

Quer ver o seu som aqui? Indique nas nossas redes sociais!

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As cartas estão na mesa! Rock in Rio lança enquete com medalhões da música internacional

Por Guilherme Schneider | @Jedyte

Desde 2011 o Rock in Rio entrou em uma rotina inédita no Brasil, com edições em anos alternados. Os ingressos das edições de 2011, 2013 e 2015 se esgotaram em pouco tempo – mesmo antes do anúncio da maioria das bandas. Não é à toa que a expectativa para a edição 2017 já seja bem grande.

O site oficial do mais tradicional festival de pop-rock do Brasil lançou uma enquete de peso hoje. 24 nomes com força os suficiente para serem os headliners de seus respectivos dias (pop, heavy metal, etc).

A lista tem até AC/DC com Axl Rose nos vocais

Destaque para a grande quantidade de bandas “repetidas”. Isto é, artistas que já tocaram por aqui em edições passadas – fato recorrente do Rock in Rio.  Vote na enquete oficial clicando aqui.

Você, caro leitor do Canal RIFF, vote também no nosso termômetro. Fizemos uma enquete (abaixo) com as mesmas 24 bandas que o site do RIR indicou. A ideia é saber quais bandas vocês estão mais sedentos para assistirem de perto. Vote em até cinco bandas. E coloque nos comentários quais bandas/artistas você gostaria de ver aqui no Rio!

Ah, e ainda está na dúvida se o Rock in Rio É Bom? ;)

5 motivos para 2016 ser O ano de Axl Rose

Por Bruno Britto | @brunosbritto

Axl Rose sempre foi um cara polêmico. O vocalista do Guns N’ Roses passou por momentos difíceis na sua carreira nos recentes anos, sendo duramente criticado pela mídia especializada e por muitos fãs da banda, que não acreditavam mais na competência do frontman. Mudanças repentinas na formação da banda, atrasos nos poucos shows realizados pelo “Guns” recentemente, além de performances um pouco aquém de seu potencial, foram alguns dos fatores que motivaram essa desconfiança.

Entretanto, o ano de 2016 parece ser um marco na carreira de Axl Rose. O cantor parece estar diante de um dos mais triunfais retornos da história do rock. E claro, o Canal RIFF não poderia deixar de citar os 5 motivos para 2016 ser O ano de Axl Rose.

  1. O retorno da relevância

Coachella 2016

Axl estava muito afastado da mídia e pouco se via falar sobre o cantor nos recentes anos. Com exceção do fatídico show no Rock in Rio de 2011, tanto o cantor como a própria banda estavam bastante afastados dos principais holofotes, apenas realizando apresentações esporádicas. Porém, um dos fatores desse retorno triunfal foi a colaboração de Rose com outra grande banda.

  1. Turnê com AC/DC

Axl and Angus

Brian Johnson foi afastado do AC/DC. Axl Rose foi chamado para ser o substituto. 7 mil pessoas devolveram ingressos para o show que seria realizado na Bélgica. Tudo ocorrendo de maneira súbita. Parecia ser a receita para uma catástrofe. Porém, além de um aparente sério compromisso firmado entre as partes, fomos surpreendidos por algo que muitos fãs tanto ansiavam.

  1. Vocal em alto nível

Guns

Axl não apenas assumiu um dos maiores postos que um vocalista pode sonhar, mas o fez de maneira majestosa. Através dos vídeos disponibilizados na internet, podemos observar o frontman cantando de maneira muito superior ao que vinha fazendo anteriormente. A atuação do mesmo em músicas do AC/DC tem sido bastante elogiada. E isso ainda se torna mais surpreendente se observamos um fator extra.

  1. Superação

Axl perna

Muitos afirmavam que o vocalista do Guns N’ Roses parecia ter perdido a vontade de estar nos palcos. Criticavam suas performances, chamando-as de genéricas e que o mesmo não tinha mais interesse em mostrar sua música, fazendo seu trabalho exclusivamente pelo dinheiro. Quando Axl Rose continuou a se apresentar, mesmo com a perna quebrada e não deixando a desejar, tais afirmações vieram por terra. E o melhor ainda estava por vir.

  1. O retorno da formação clássica (ou parte dela) do Guns N’ Roses

Axl e Slash

Ver Axl Rose e Slash compartilhando o mesmo palco parecia algo utópico. Os dois maiores ícones da banda pareciam que nunca mais se apresentariam juntos. E então aconteceu, com DuffMckagan também retornando para o lugar de onde nunca devia ter saído. Os holofotes estão novamente voltados para o Guns N’ Roses e, após o excelente primeiro show no Troubadour, os fãs ao redor do mundo não aguentam mais esperar.

Dúvida? Tire suas conclusões com os vídeos abaixo.

No Festival Coachella, em abril:

Com o AC/DC, em maio:

A arte do Levante Metal nativo no Thrash Metal brasileiro

Por Raphael Simons I @raphasimons

E quando uma banda brasileira dedica-se a unir ao thrash metal letras que contam trechos sobre a nossa história e questões políticas sociais. E quando essa mesma banda nos surpreende com a divulgação da capa do seu novo álbum, intitulado The Last of The Guaranis – nome de uma das canções. Estamos falando da banda de metal nativo Tamuya Thrash Tribe.

“A intenção é chamar a atenção para a questão da demarcação de terras indígenas no Brasil. Para os povos indígenas, a terra é mais que um lugar para viver e cultivar. Suas terras são sagradas, sua existência é intrinsecamente ligada à ela, e tirá-los de seu território é roubar-lhes a vida, e nesse caso, o sentido de sua existência. E isso tem levado diversos indígenas a cometerem suicídio, inclusive mulheres e crianças. O assunto não é novidade, isso vem acontecendo há décadas, mas ninguém parece estar prestando atenção”, essas são as palavras do vocal/guitarra Luciano Vassan sobre a capa do álbum. A banda conta ainda com Leonardo Emmanoel (guitarra), JP Mugrabi (baixo) e Bruno Rabello (bateria).

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A inspiração da arte surgiu a partir de uma fotografia de Steve McCurry fotojornalista mundialmente conhecido por seus registros de pessoas em estado de vulnerabilidade e regiões de conflito. Suas fotos já lhe renderam diversas capas em revistas ao redor do mundo, além de acumular uma vasta lista de prêmios.

O conceito da capa foi elaborado por Luciano Vassan junto com Isabelle Araujo, artista plástica convidada para criar a arte do álbum. Ao primeiro olhar, visualizando a parte da frente,trata-se apenas de um indiozinho com um olhar de sofrimento, mas seu sentido só é desvendado quando se analisa a arte como um todo.

O novo disco do Tamuya Thrash Tribe virá em um formato especial duplo, contendo o novo álbum e uma versão remasterizada do EP de estreia da banda, “United” (confira abaixo o clipe de Immortal King), com a bateria e baixo regravados pela formação atual. O álbum (que será lançado em julho, quando se inicia a agenda de shows) conterá também duas faixas bônus. Será em digipack e edição limitada.

O álbum traz as participações de Marcelo D2, João Cavalcanti (filho de Lenine e vocalista do Casuarina), Zahy Guajajara (índia Guajajara), Coral de Crianças Guarani Mbya e Gleyds Granden (Mãe de Santo), além dos percussionistas Paula Perez, Dudu Bierrenbach e Mario Mamede.

Confira mais sobre o TTT no site oficial: http://www.tamuyathrashtribe.com

Gameboys e David Wise revisitam uma das trilhas de games mais bonitas

Por Guilherme Schneider | @Jedyte

Nove entre dez (fonte imaginária) saudosistas dos videogames 16-bits apontam a trilha sonora de Donkey Kong como uma das melhores da história. A série clássica da Rare teve o seu auge na segunda edição, Donkey Kong Country 2: Diddy’s Kong Quest (1995). Até hoje as melodias são lembradas com carinho, graças ao ótimo trabalho do compositor inglês David Wise.

Multi-instrumentista, Wise trabalhou em trilhas de dúzias de jogos, mas foi na série Donkey Kong que deixou sua marca. E seu nome volta à cena por conta de uma banda brasileira, os Gameboys. O brilhante quarteto paulistano convidou Wise para revisitar Stickerbrush Symphony, tema instrumental da fase Bramble Blast.

O resultado foi divulgado na última semana, no canal de YouTube da banda brasileira. O talento da rapaziada dos Gameboys recebeu a participação especial de Wise, tocando saxofone. Simplesmente um banho de nostalgia gamer – além de uma deliciosa jam intercontinental.

Formada por Ricardo Marques, Pedro Henrique Mazzilli, Wilson Esteves e Joel Bertolini, os Gameboys contaram com exclusividade ao Canal RIFF sobre como se deu essa parceria. A banda contou que o primeiro contato com o compositor foi logo após Wise compartilhar um popular medley de Donkey Kong 2 (vídeo abaixo).

“Ele foi bastante acessível e amigável com a gente quando propusemos montar um arranjo com a participação dele. Montamos o arranjo, gravamos e enviamos para ele. Depois de bastante tempo (sim, ele é bastante atarefado!) David enviou para nós as linhas de sax, confiando plenamente em nosso arranjo e nos dando liberdade total para trabalhar as linhas… sem dúvida uma grande honra!”, revelam.

Donos de um repertório que engloba temas clássicos de games como Super Mario, Sonic, TomJam & Earl, Chrono Trigger e Zelda, os Gameboys contam como foi a satisfação de gravar com um ídolo do gênero.

“Esse mesmo medley de Donkey Kong Country 2 sempre foi um xodó entre todos os integrantes da banda, sem dúvida um dos trabalhamos que admiramos mais e sempre fazíamos questão de tocar… Portanto gravar uma faixa com o David Wise não é só trabalhar com uma trilha sonora que tanto contemplamos, como também fazer música com um dos compositores de game music que mais admiramos“.

Após a parceria com Wise, os Gameboys sonham com outros gigantes do ramo. “Sem dúvida estamos empenhados em conseguir mais parcerias! Obviamente nomes como o de Nobuo Uematsu, Koji Kondo e Yasunori Mitsuda são alguns dos primeiros a surgir na mente… assim como tivemos ótimos comentários dos compositores de Mega Man 2 e Pokémon Red/Blue… quem sabe?”. Tomara!

Conheça mais dos Gameboys no site oficialhttp://gameboys.com.br/

Strokes lança material inédito após três anos de espera – e um caso de zika!

Os reis do indie rock estão de volta com um novo single! The Strokes lançou nesta quinta-feira (26/5) seu novo EP, “Future Present Past“. Desde o álbum ‘Comedown Machine’, de 2013, que os norte-americanos não lançavam algo oficialmente.

A banda gravou no México no final do ano passado material inédito, que desde então consome seus fãs em ansiedade – tão sedentos por um sexto álbum de estúdio.

Bom, ao menos uma provinha veio hoje! O EP conta com outras três músicas além de ‘Oblivius‘: ‘Drag Queen‘, ‘Threat of Joy‘, e um outro remix de ‘Oblivius’ (feito pelo carioca Fabrizio Moretti).

Confira a nova dos Strokes:

Aliás, o batera brazuca revelou que sua namorada pegou recentemente o vírus Zika, em visita aqui no Brasil – mais precisamente na Bahia. A entrevista (em inglês) também foi publicada hoje, no YouTube da banda.

Resenha: Maio, chuvoso, hard e power metal | SOTO e The Winery Dogs

Por Raphael Simons (texto e fotos) I @raphasimons

Terça-feira também é dia de rockeiro sair cansado do trabalho e ir para o Imperator, no Méier, descansar a mente com os shows das bandas SOTO e The Winery Dogs.

Com o público ainda chegando ao local, a banda de abertura Soto iniciou os seus trabalhos. A formação do grupo conta com a participação de dois brasileiros, o baterista Edu Carminato e o guitarrista/vocalista Luiz “BJ” Paulo. Completam o baixista David Z e o guitarrista Jorge Salan, liderados por Jeff Scott Soto.

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A apresentação começou com uma amostra das novas músicas dos álbuns de 2015 e 2016 e foi aquecendo o palco. O público mais cascudo e hard rock acompanhou em coro os vocais de Jeff praticamente durante todo o show e principalmente nas canções Tears in the Sky e I’ll be Waiting da antiga Talisman.

Após o solo de baixo com Billie Jean – Michael Jackson, veio o momento das jams. Passando por Yngwie Malmsteen, Twisted Sister, Kiss e Journey – com BJ impecável nos vocais de Don’t Stop Believin. Após um breve silêncio a banda executou o início da moderna e clássica Stand Up and Shout, do filme Rock Star. E com Community Property do Steel Panther, Soto finalizou sua apresentação no Rio de forma solta e agradável.

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Com as mudanças de palco sendo realizadas o público aguardava ansioso conversando e bebendo aquela cerveja gelada. As luzes se apagam, a música ambiente se encerra e Richie Kotzen, Billy Sheehan e Mr Mike Portnoy entram no palco arrebentando com Oblivion, a primeira faixa do novo álbum do The Winery Dogs. Seguida de Captain Love e We are One, uma melodia magnífica. O power trio foi intercalando canções dos dois álbuns de estúdio, entre hard e baladas.

Richie cantou absurdamente com performances na guitarra, violão e teclado, enquanto o público se divertia com as peripécias de Billy e Mike no decorrer do show. O público foi privilegiado pela execução de You Can’t Save Me, que não era cantada por Richie há anos.  Na maior parte do tempo a plateia ficou estagnada vislumbrando a execução perfeita dos três no palco. Mas como nem tudo é perfeito, Portnoy sentiu-se incomodado com algumas pessoas que estavam fotografando ou filmando com celulares levantados e atrapalhando a visão dos demais, em vez de apreciarem o espetáculo. Dica desse redator: Galera não é proibido o uso do celular, é de boa, mas não o tempo todo. Valeu!

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A apresentação estava chegando no auge do virtuosismo depois de uma sequência animal de músicas. No solo de bateria, como de habitual, Portnoy baqueteou em todos os lugares (todos mesmo!!!), o chão do palco, o banco de Richie e até nas cordas do baixo de Billy. The OtherSide demonstra que muita coisa do Mr. Big vem na bagagem, principalmente na melodia do refrão com Richie solando muito, mas muito mesmo. Billy foi deixado no palco para um solo de baixo indescritível: só os presentes saberão a perfeita harmonia entre o músico e o seu instrumento. Ghost Town reuniu os três novamente e o refrão de I’m No Angel, bem, foi berrado pelo público.

Após Elevate as luzes se apagaram e os músicos deixaram o palco. O público ainda em êxtase começou a pedir a volta dos músicos ao palco, pois o show não poderia terminar daquela maneira. Mas para quem já pertenceu as bandas: Mr. Big, Talas, Dream Theater, Poison, AdrenalineMob e tantos outros projetos, já realizou milhares de shows e tem tantos anos de estrada, sabe muito bem quando as luzes devem ser acesas.

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E assim foi feito, as luzes se acenderam e o retorno foi com a balada Regret, para embalar todos naquela noite. E que noite, uma noite inesquecível. Desire foi cantada por todos os presentes, fazendo com que Richie desse um break cantado “desire” em tons diferenciados, pedindo o retorno do público no mesmo tom. Com despedidas e agradecimentos se encerrou essa noite hard rock e power metal no Rio. Um show que esquentou essa noite fria de maio.

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setlist

SOTO Setlist Imperator, Rio de Janeiro, Brazil, Divak South America Tour 2016

The Winery Dogs Setlist Imperator, Rio de Janeiro, Brazil 2016, Double Down World Tour