RESENHA: O melhor show dos Los Hermanos

Por Thaís Zichtl I @thaiszichtl I Fotos: Gustavo Chagas

Na última segunda-feira eu tive a oportunidade de mais uma vez ver de perto a minha banda favorita tocar. Confesso que cheguei desanimada pro show dos Los Hermanos – já tinha visto no sábado e sabia que o setlist seria o mesmo. Assim que começou o show esqueci completamente que já sabia tudo que ia tocar e mais uma vez fiquei alucinada com as músicas e a galera que canta tudo como se fosse o hino de suas vidas.

Eles já começam o show com três das minhas músicas preferidas: O Vencedor, Retrato pra Iaiá e Além do que se vê. E depois disso o público já está louco gritando todas as letras, e alguns pedidos de Pierrot entre elas. Dessa vez a música que mais me emocionou foi De onde vem a calma, aquela multidão cantando foi umas das coisas mais lindas que eu já presenciei em shows.

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Apesar da chuva, não queria que aquele momento acabasse. A sequência com Conversa de botas batidas e Último Romance foi pra dar continuidade a esse momento maravilhoso.

A banda resolveu tocar algumas músicas fora do setlist original, um agrado pro público que na hora do bis já estava ensopado. Cantaram Onze dias, Casa pré-fabricada e Cara estranho. E pra felicidade geral da galera terminaram o show com Pierrot. Tenho uma teoria de que os fãs pedem tanto essa música porque o nome é pequeno e fácil de gritar no meio das outras.

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Pra mim esse foi o melhor show do Los Hermanos que já vi. E como a multidão fez questão de gritar várias vezes durante o show, “puta que pariu é a melhor banda do Brasil”. Desculpa Forfun.

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Face to Face, Pennywise, O Rappa, Emicida… confira a agenda de shows da semana!

O mês de novembro começou com uma agenda abarrotada de boas opções. Aqui no Rio de Janeiro teremos no próximo final de semana shows para todos os gostos – e bolsos.

A equipe do Canal RIFF vai se desdobrar para conferir de perto os shows. Tem o rap do Emicida no Circo Voador, tem o punk rock de Pennywise e Face to Face na Fundição, tem a brasilidade de O Rappa e Criolo na Marina da Glória, e tem a fúria underground da Cruzada Metal de Nova Iguaçu.

Acompanhe a nossa aba Agenda de Shows e não perca nenhum grande show aqui na cidade.

Pennywise 2010O público participa intensamente dos shows do Pennywise, como em 2010 (Foto: Guilherme Schneider)

SEXTA – 6 de Novembro
Emicida + OQuadro (Circo Voador)
O Rappa + Criolo + Machete Bomb (Marina da Glória)

SÁBADO – 7 de Novembro
Pennywise + Face to Face (Fundição Progresso)
Fire Strike + Cemitério + Farscape + The Unhaligast + Kallangoz (Studio B, Nova Iguaçu)

RESENHA: Um fim de semana de Imperator – Vespas Mandarinas e Dead Fish

Por Ricardo Irie I @Irie_ I Foto: Thais Monteiro

O Imperator é uma velha (nova) casa de show da zona norte do Rio de Janeiro. Num período de uma semana vi os shows da Fresno, Vespas Mandarinas e Dead Fish.

Como já falei anteriormente sobre a Fresno, fico aqui com as impressões das outras bandas.

Dia do Vespas Mandarinas foi numa iniciativa bem interessante que rola mensalmente no Rio de Janeiro pra fomentar a cena local, o Rio Novo Rock. Quando o Vespas subiu no palco, não imaginava que eles seriam uma banda que me cativaria muito pelo show. A sonoridade e atmosfera com muitas guitarras com chorus e reverb que remetem aos anos 80 já me chamou a atenção logo de cara. As melodias e letras que refletiam até uma certa melancolia e inconformismo também fazem um puta diferencial.

Vespas Mandarinas
Direto de São Paulo, Vespas Mandarinas fizeram bonito no Imperator (Foto: Ricardo Irie)

Como eu não conhecia as músicas, não tenho como fazer um setlist comentado por aqui, mas sério, se não conhecem esses caras, vão atrás! Uma música em particular que me chamou a atenção foi Santa Sampa, onde fui correndo no YouTube procurar material e vi que tem um clipe muito foda e com uma veia artística muito interessante.

O Vespas Mandarinas é um grupo que eu fico até meio puto de ter conhecido melhor no show e não antes – porque gosto de cantar as músicas ao vivo. Anseio por um outro show no Rio pra ontem!

Agora, sobre o Dead Fish, vamos falar com calma.

Tinha um tempo que eu não ia em show dos caras, o que é ruim pra mim porque gosto de bandas assim, com bastante energia e troca com o público. Gosto de gente que se preocupa em fazer um espetáculo e fazer o público esquecer os problemas e simplesmente sair de lá com a alma lavada. O Dead Fish é uma banda que faz isso comigo.

Esse show no Imperator teve o setlist escolhido pelo público e como foi a primeira vez nessa casa de show, acredito que a estrutura e empolgação dos membros da banda fizeram toda a diferença pro show ser um dos mais fodas que eu já assisti.

Começaram com Asfalto e emendaram em Zero e Um e 912 Passos e por aí foi continuando a porradaria. As rodas estavam enormes, rolou stage dive pra caralho como sempre pra completar o cenário.

Óbvio que tiveram vários clássicos e hits como Contra Todos, A Urgência, Você (que me remete muito quando era moleque e via passando na MTV o clipe dessa música à exaustão), Sonho Médio, Queda Livre e Bem Vindo ao Clube.

A entrega foi tanta que no final, o vocalista Rodrigo pulou no público, o que foi a cereja do bolo pra um show completo, energético, emocionante, com uma mensagem foda.

Acredito que quando algum artista tem algo à dizer, as palavras perduram por muito e muito tempo, passando por gerações. O que é sincero acaba sendo eterno e o Dead Fish é uma dessas bandas que é tudo muito completo e que cativa cada vez mais fãs fiéis que acompanham a banda e lavam a alma.

“EI, DEAD FISH, VAI TOMAR NO CU!”

setlist

Setlist do Dead Fish

  1. Asfalto
  2. Zero e Um
  3. 912 Passos
  4. Selfegofactóide
  5. Venceremos
  6. Mulheres Negras
  7. Contra Todos
  8. Autonomia
  9. Tão Iguais
  10. Um Homem Só
  11. A Urgência
  12. Você
  13. Proprietários do 3º Mundo
  14. Nous Sommes Les Paraibes
  15. Sem Sinal
  16. Anarquia
  17. Afasia
  18. Tango
  19. Hoje
  20. Vitória
  21. Sonho Médio
  22. Molotov
  23. Queda Livre
  24. Bem-Vindo ao Clube