Far From Alaska, Iron & Wine, The Reign of Kindo… confira a agenda de shows da semana!

Pode não parecer, mas o mês de agosto (ainda) continua nesta segunda-feira, dia 31. E, a partir de hoje, o Canal RIFF vai alertar para os principais shows da semana. Sempre às segundas – que é para dar tempo de você se organizar direitinho e não perder nada de legal.

Ah, e claro, fique de olho na nossa aba Agenda de Shows aqui na página do RIFF! Por enquanto, os shows são principalmente os daqui do Rio de Janeiro. Mas, se tiver algum show imperdível nesta semana é só avisar nas nossas redes sociais que recomendamos por aqui (busque e recomende pela hashtag #AgendaRIFF).

Iron & Wine

Iron & Wine toca na quinta no Rio (Foto: Michael Loccisano/Getty Images)

QUARTA – 2 de Setembro
Figueroas (Saloon 79)

QUINTA – 3 de Setembro
Iron & Wine (Sacadura 154)
The Reign of Kindo e Andy McKee (Teatro Rival)


SEXTA – 4 de Setembro
Cachorro Grande + Far From Alaska (Circo Voador)

Roger Waters e seus últimos tijolos em documentário com exibição única nos cinemas

Por Thadeu Wilmer

No dia 29 de setembro, o ex-baixista e compositor majoritário do Pink Floyd, Roger Waters, apresenta seu mais novo longa-metragem, o documentário/show “Roger Waters – The Wall“. O trailer do filme (cujo link pode ser acessado ao final do texto) apresenta uma intermitência de cenas de show, no palco, com cenas externas de uma entrevista aparentemente reveladora sobre os mistérios dessa peça fundamental da arte contemporânea. Infelizmente, nada é mencionado quanto ao filme de 1982, dirigido por Alan Parker e contando com as animações perturbadoras de Gerald Scarfe e a atuação ácida de Bob Geldof no papel de Pink; no entanto, a última turnê mundial de “The Wall”, de 2011-2013 (cuja gravação também estará acessível ao final do texto), mostrou que a tecnologia ajudou – e muito – a manter a essência da obra-prima pelos palcos mundo afora.

Com diversos artifícios que podem ser percebidos ao longo do show e uma iluminação impecável, o passar dos anos trouxe ao espetáculo mais tecnologia, mais capacidade de captar a essência do conceito, e mais sabor da militância política de Roger Waters, que não tem pudor algum de esconder o que pensa durante o espetáculo visual. A resposta ao verso “Mother, should I trust the government?” (“Mãe, devo confiar no governo?” em uma tradução livre) estampando no muro “No fucking way” (“Nem fudendo”, nos shows feitos em terras brasileiras); as projeções durante “Run Like Hell” e a sequência “Vera”/”Bring The Boys Back Home”; e a própria faixa inédita “The Ballad of Jean Charles de Menezes”, que faz alusão ao caso do rapaz brasileiro que foi assassinado injustamente pela Polícia Metropolitana de Londres no metrô em 2005 por ser confundido com um terrorista.

nofuckingway

Espera-se, porém, que o documentário trate não apenas do viés político que a turnê tomou, mas também (e, para alguns, principalmente) do lado artístico e conceitual do álbum/longa-metragem enquanto conceito e obra de arte. Sabe-se, segundo declarações do próprio Roger Waters em entrevistas, que o gatilho foi a irritação com a plateia de Montreal em 1977, que o levou a cuspir em um fã enquanto pedia para que o público parasse de gritar e soltar fogos de artifício, durante uma turnê chamada “In The Flesh” (“Em Carne E Osso”, em uma tradução livre) – que acabou dando nome às duas faixas que tratavam mais incisivamente do tema de “culto de personalidade” no próprio álbum “The Wall”.

3

Mas o que há por trás disso? Quais foram as principais inspirações de Roger Waters para desenvolver toda a alegoria do muro e da solidão para justificar sua incapacidade de lidar com o sucesso e seus percalços – para o bem ou para o mal? Quão autobiográfico é o conceito do personagem e a história de sua vida, e a quem mais ele se refere – em outras palavras, a pergunta que nunca calará: “Which one’s Pink?” (“Qual é o Pink?”, em uma tradução livre)? Como ele chegou à concepção da pedra fundamental do Rock Progressivo conceitual?

Só derrubaremos, enfim, esse muro no dia 29 de setembro.

Trailer do filme “Roger Waters – The Wall”:

Show da turnê “The Wall” (2011-2013) de Roger Waters: https://vimeo.com/61949297

PLAYLIST: Para cantar junto nos shows do Falling in Reverse e Issues

Vai nos shows do Falling in Reverse e Issues? Então talvez seja uma boa oportunidade de ‘decorar’ as setlists – para cantar junto nos show.  Afinal, essas duas bandas norte-americanas de metalcore estão no Brasil!

falling in reverse 2015

Pensando nisso, o Canal RIFF selecionou no Spotify as músicas que as bandas estão tocando em seus shows mais recentes – e que provavelmente serão tocadas nesta mesma ordem aqui no país. Bem mais fácil assim, né?

A turnê sul-americana já passou ontem (28) por Curitiba, hoje (29) passa pelo Clash Club em São Paulo, e amanhã (30) encerra a participação brasileira no Circo Voador, no Rio de Janeiro.

Issues Band

Ouça e inscreva-se na playlist do Falling in Reverse: https://goo.gl/lLXKSm
Playlist do Issues: 
Perfil do RIFF no Spotify com outras listas: https://open.spotify.com/user/canalriff

A banda mais injustiçada do Brasil é a Fresno?

Canal RIFF lançou na última quarta-feira (26) o seu 15º episódio do programa É Bom. Diferente das edições anteriores, desta vez a própria banda escolhida como tema participou da gravação: a Fresno.

As entrevistas aconteceram no final de junho, quando a banda veio ao Rio de Janeiro para divulgar o seu novo CD/DVD ‘Fresno 15 anos Ao Vivo’. Os integrantes Lucas Silveira (guitarra e voz), Gustavo ‘Vavo’ Mantovani (guitarra), Mário Camelo (teclado) e Thiago Guerra (bateria) responderam a clássica indagação do quadro: Por que a banda é boa?

Normalmente quem justifica (e defende) os artistas são os apresentadores do programa, Guilherme Schneider e Gustavo Chagas. Por sinal foi justamente o É Bom o quadro precursor do RIFF, em 2012. De lá para cá o É Bom já falou de artistas muito criticados por parte do público, como Latino, Justin Bieber, Calypso, Restart ou Avenged Sevenfold.

Confira o É Bom da banda Fresno:

Inscreva-se no Canal RIFF: https://goo.gl/6jw7zT

RESENHA: Kita e Jay Vaquer em uma noite de ‘porradaria frenética’

Por Amy Stargher

Com ingressos quase esgotados, a banda Kita e o cantor Jay Vaquer quebraram tudo neste último sábado, 22 de agosto, no Teatro Rival, Rio de Janeiro.

A abertura ficou por conta da Kita, que há alguns meses estava entre os 12 melhores do programa Superstar, da Rede Globo.

Entraram pontualmente e conquistaram o público com um setlist de 10 músicas, todas em inglês. A vocalista Sabrina Sanm, que veio de uma carreira solo notável, com clipes na tv e muitas visualizações no YouTube, continua cantando como ninguém, com uma voz potente, um inglês impecável e afinadíssima, além de saber usar muito bem sua feminilidade e seu charme oriental.

AgE_gt8dePqrZ1tBsf0fgO5njZn45voALiRYKIjBIfVa
Fotos: Lu Gomes

Quando olhamos para Kita no palco, damos de cara com uma banda muito possivelmente gringa, não só pelas composições em inglês, mas também pela mistura do rock com eletrônico, não tão esperado vindo de bandas brasileiras, e pela postura e vestimenta dos integrantes, que trazem um ar dark e sóbrio, condizente com o tipo de música que apresentam. O show foi corrido, sem muitas palavras, mas ainda assim o público aplaudia bastante e parecia muito interessado, o que é glorioso para uma banda de abertura.

Além das faixas que já contam com videoclipes belíssimos, e uma estética sempre muito caprichada, como “Twisted Complicated World”, “Feel it” e “You”, também pudemos apreciar três novas, entre elas “Uninspired”, que contou com a participação do tão esperado da noite Jay Vaquer, também parceiro de composição.

Depois de muitos aplausos e assobios, Kita sai com maestria do palco do Teatro Rival, e em questão de poucos minutos entra Jay Vaquer!

AjAIfx8hOAd2wd5KchyR0BBise7mVyuxZxOu6zhPLJTD

Fotos: Lu Gomes

Começando o show com “Mondo Muderno”, uma banda para lá de afiada e cheia de gás, de cara entendemos o nome escolhido para o show: porradaria frenética!

Com poucas pausas, aguentamos o fôlego por mais algumas músicas até entrar uma das participações especiais da noite, sendo a primeira delas, a banda carioca Planar, que teve espaço para apresentar duas de suas composições. Uma delas foi “Trens”, com Jay Vaquer de volta ao palco. Depois foi a vez do cantor William, da banda Jamz, mostrar a voz fazendo um divertido dueto com Jay em “A Falta Que A Falta Faz”, onde arriscou notas altas e arrancou gritos da plateia.

Jay, como sempre, foi muito carismático e caloroso com o público, trocando ideia sobre alguns itens da sua carreira e trazendo novidades que estão por vir.

Algumas músicas merecem destaque por terem ganhado uma nova versão na execução ao vivo: “Assim, de repente”, “Idade Se Eu Quiser”, “Você Não Me Conhece” e “Pode Agradecer”. Essa roupagem é equivalente à força que a banda trouxe para esse formato de show mais “pesado”. Músicas que no disco contaram com piano, violino e tudo mais, precisaram ser repensadas nesta simples (e energética!) formação com uma guitarra, baixo e bateria. E deu muito certo! Além de ser uma forma interessante de apresentar uma nova leitura para canções antigas.

Não poderia deixar de mencionar também o talento – além da belíssima voz – que Jay leva ao palco… Um cantor extremamente expressivo, que sabe interpretar o que canta, não somente com as palavras, mas em toda a sua interação, se transformando em personagens de suas próprias criações.

Por fim, o show terminou com a crônica “Formidável Mundo Cão”, e mais algumas músicas cantadas a capella a pedidos de um público insaciável, apesar de terem vivenciado um show totalmente ‘para frente’ e tão formidável quanto a mente brilhante de Jay Vaquer.

setlist
Set List – Kita:

  1. The only one
  2. Prey
  3. To the bone
  4. You
  5. Feel it
  6. Uninspired (participação Jay Vaquer)
  7. No regrets
  8. Nature’s own desire
  9. Realize
  10. Twisted Complicated World

setlist
Set List – Jay Vaquer:

  1. Mondo Muderno
  2. Longe aqui
  3. Cotidiano de um Casal Feliz
  4. Assim, de repente
  5. Na próxima vez
  6. Idade se Eu quiser
  7. Abismo
  8. A Falta que a Falta Faz (part. Jamz)
  9. Estrela de um Céu Nublado (part. Sabrina Sanm)
  10. Meu melhor Inimigo
  11. Pode Agradecer
  12. Você Não Me Conhece
  13. Breve Conto do Velho Babão
  14. Ah, Mas Bem Que Você Gosta
  15. Formidável Mundo Cão
    – Algumas músicas a capella:
  • Aquela Música
  • Tal do Amor
  • Impressões